Análise – Marvel’s Spider-Man: Miles Morales [PS5]

Não ter de realizar a análise de Marvel’s Spider-Man na PS4 há uns anos, permitiu-me experimentar o jogo com outros olhos e de forma menos cirúgica. Isso foi algo que valeu bastante a pena, pois embora não tenha completado tudo, pude andar a passear pela cidade e fazer a história ao meu ritmo.

Curiosamente, sendo que o Alexandre Barbosa jogou a versão PS4 e os testes com a PS5 estão literalmente nas minhas mãos, coube a mim jogar esta versão com um ponto de vista muito mais “next-gen”. Uma coisa é certa, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales não é o melhor que a PS5 poderia oferecer como jogo de lançamento, mas está bastante próximo.

Uma das maiores fraquezas de Marvel’s Spider-Man: Miles Morales é o facto de se apoiar bastante no conteúdo do original. A própria Insomniac foi honesta e confirmou que seria um jogo mais curto, quase como que uma expansão independente do jogo original. Isto é bastante notório, mas podem crer que vale bastante a pena.

O Alexandre Barbosa já falou do que havia a falar do jogo na análise da versão PS4 em termos de jogabilidade e novidades, por isso cabe a mim falar da nova geração e o que isso significa para os jogadores. Por isso mesmo, caso não tenham lido a análise dele, façam-no aqui:
Análise – Marvel’s Spider-Man: Miles Morales [PS4]

Como é natural, o primeiro impacto que temos é o visual, que quer acreditem ou não, não está vastamente superior ao que podem ver na PS4 à primeira vista. É ao jogar que começamos a perceber o nível de detalhe aplicado aos elementos dos cenários e acima de tudo às personagens que estão bastante bons. Dá para perceber que o desenvolvimento “misto” de consolas poderá ter limitado um pouco o poder total da nova geração, mas quando estão a jogar o jogo a 4k com HDR ou no modo fidelidade que aumenta a framerate, já dá para ver várias diferenças.

Outra diferença esperada são os tempos de Loading que se esperariam bastante rápidos. Sim, é verdade. Desde que ligam a consola até ao momento que abrem o jogo e este carrega o mapa para começar verdadeiramente a jogar, passa em poucos segundos. O mesmo sucede quando entram ou saem de localizações e tudo acontece praticamente em tempo real. Tendo em conta o tamanho dos mapas e a qualidade do detalhe usado, estamos no bom caminho para começar a fazer dos loadings longos uma má memória.

No que respeita à utilização do Dualsense, há que dizer que Marvel’s Spider-Man: Miles Morales não é jogo que aproveite melhor as funcionalidades do novo comando. Dá para notar o feedback a funcionar em conjunto com a vibração, mas nada de verdadeiramente arrebatador. Os gatilhos mostram um pouco de resistência quase sempre idêntica sem criar situações de “luta”. Claramente Astro’s Playroom é o melhor jogo a demonstrar as funcionalidades do comando até agora.

De facto, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales não é um jogo muito grande e eu consegui acabar a história em duas sessões. Pelo caminho fui visitado por alguns erros de leitura de ficheiro, o que fizeram o jogo reiniciar e apanhei alguns bugs hilariantes, como o caso do “Spider-Asset”, uma mistura de arbusto com poça de água que substituiu o meu Miles até ter perdido a missão. Podem ver o Spider-Asset em acção neste pequeno clip. Além disso ainda tive de lidar com um problema de áudio onde o jogo estava em inglês e apesar disso, em alguns momentos de combate, o Miles ou inimigos diziam frases em português, bizarro.

Marvel’s Spider-Man: Miles Morales é o jogo ideal para comprar em conjunto com a PS5 e melhor ainda se forem para a edição especial com o Remaster de Marvel’s Spider-Man da PS4. É um jogo curto mas muito sólido que respeita o vosso tempo e dinheiro investido. Se tivesse sido feito de raiz para a PS5, talvez fosse melhor exemplo das capacidades da consola, mas tendo em conta a forma como se apresenta, é uma aventura que vale a pena viver.

Positivo:

  • Grande primeira aventura para Miles
  • Mostra algum do potêncial da nova geração
  • Loadings quase inexistentes
  • Tem o conteúdo suficiente para ser um jogo por si só

Negativo:

  • Vários bugs visuais e sonoros por limar
  • Alguns crashes pelo caminho
  • Não explora muito do Dualsense

 

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