Análise – Halo Wars 2

O mundo de Halo é vasto e dá aso a inúmeras histórias que a série tem para oferecer. Por isso existiram vários tipos de jogos dentro deste universo e até outro tipo de difusão desta marca como séries animadas, livros, figuras, etc. Uma das alternativas mais interessantes foi a introdução de um jogo de estratégia baseado em Halo que deu os primeiros passos em 2009 com o lançamento de Halo: Wars na Xbox 360 e que foi produzido na altura pelo estúdio responsável por Age of Empires, Ensemble Studios. As críticas foram positivas mas foi necessário esperar uns bons anos por uma sequela.

Com a Xbox One em alta, um novo jogo foi uma jogada bem pensada e agora com um novo estúdio no leme deste projecto. Para este novo Halo: Wars foi recrutado o estúdio Creative Assembly, estúdio conhecido por ter produzido a série Total War ou até outros jogos como Alien: Isolation. A produção começou em 2014 e o jogo foi lançado no início deste ano, mas será este um passo em frente ou salto para o lado?

Dito isto, este novo Halo Wars 2 funciona como uma sequela ao seu antecessor no qual decorre passados 28 anos após os eventos do jogo anterior. Vamos seguir novamente a nave Spirit of Fire enquanto tenta combater um novo mal do nosso universo. Um batalhão de nome Banished liderado por um brute chamado Atriox são o mal que ameaça tudo e todos, ficando a cargo da Spirit of Fire e do comandante James Cutter a tarefa de erradicar este vilão.

A vertente estratégica foi novamente trabalhada e aprimorada para funcionar nas consolas. Comandar as nossas tropas e criar novas infraestruturas continua a ser fácil, havendo múltiplos atalhos no nosso comando para rapidamente conseguirmos activar as várias funcionalidades do jogo. Não deixa de ser um pouco limitado tentar fazer uma gestão das nossas tropas no auge das batalhas com estas restrições de movimento, mas não torna o jogo injogável.

Vamos ter inúmeras missões para cumprire que irão aumentar a dificuldade do jogo gradualmente. Não esperem grande profundidade das mesmas, visto que apesar de haver algumas interessantes, grande parte delas centram-se em liderar os nossos spartans e levá-los para as várias zonas ocupadas pelo inimigos para assim ganhar terreno e chegar ao objectivo que pretendemos.

O multiplayer é onde colocamos todo o nosso conhecimento em acção. Ao contrário do que podemos esperar no modo single-player, aqui os nossos inimigos são tudo menos previsíveis, mas é aqui que colhemos os frutos do nosso treino. Tal como acontece com jogos de estratégia, o conhecimento das nossas unidades é sempre fundamental e saber quais as mais eficazes contra certos inimigos é um must know. Mesmo assim, com o tempo acabamos por criar o nosso estilo de jogo e moldá-lo de acordo com o decorrer de cada batalha. Podemos até usar vários poderes para conseguir mudar de um momento para o outro o destino de uma batalha, como a chegada fulminante de soldados ODST, raides aéreos, basta sabermos usá-los com discernimento.

Se quiserem um modo mais diferente dentro do multiplayer, podem sempre experimentar o Blitz. Este modo coloca de lado as mêcanicas de rápida colecção de recursos para aumentar o nosso poderio gradualmente, para algo baseado em cartas. Estas cartas estão na nossa mão e poderão invocar instantâneamente novas unidades, ataques e até veículos. Os jogadores poderão criar os seus próprios decks de cartas e ajustá-los de acordo com o seu estilo de jogo. É uma boa iniciativa e um modo interessante, mas que retira um pouco do charme dos elementos essenciais dos jogos de estratégia.

O jogo mostra-se bastante consistente na apresentação. É um jogo com um grafismo bastante sólido, onde apesar de não haver grandes espaços para exuberância, cumpre bem o seu propósito. Já as cut-scenes estão altamente bem trabalhadas e são impressionantes. Cada uma delas oferece uma representação bastante série dos acontecimentos que se avizinham. Infelizmente não fiquei grande fã da distância que a câmera oferece entre o ar e o campo de batalha, ficando sempre aquela vontade de nos afastarmos mais da zona de combate para podermos ver mais.

Halo Wars 2 é um bom jogo que mostra mais uma vez que os jogos de estratégia funcionam nas consolas. Mesmo assim, e quando comparado com os PCs, existem sempre algumas limitações que poderão enervar alguns. A Creative Assembly teve aqui uma grande tarefa em mãos mas saiu daqui com o sentimento de dever cumprido.

Se gostam de jogos de estratégia e têm uma Xbox One, Halo Wars 2 é uma escolha fácil, é um jogo sólido e bastante divertido não só para os fãs da série como os de jogos de estratégia. Esperamos que no futuro consigam melhorar ainda mais no que já conseguiram até agora.

Positivo:

  • Mais uma boa campanha
  • Boa adaptação dos comandos para o comando
  • Visuais bem conseguidos
  • Blitz é uma nova vertente interessante

Negativo:

  • Algumas missões são aborrecidas
  • Mexer rapidamente pelo campo de batalha poderá ser difícil

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