Análise – Ghost of Tsushima Director’s Cut

Parece que foi há menos tempo, mas já passou mais de um ano desde que Ghost of Tsushima foi lançado na PS4 e teve direito a uma grande nota de nossa parte aqui no PróximoNível. Além de um jogo fantástico e com muita qualidade, a Sucker Punch ainda adicionou um modo online totalmente gratuito e foi fazendo melhorias constantes. Por isso não é de estranhar que tenha sido jogo do ano para muitos.

Por isso mesmo e tal como outros jogos da PS4, também Ghost of Tsushima havia de regressar melhorado para a PS5. Curiosamente, essa melhoria não se fez só de visual e fluidez, pois a expansão Iki Island foi lançada em conjunto.

Para melhor análise do conteúdo, a Playstation enviou Ghost of Tsushima: Director’s Cut para a PS5 e foi na nova consola que pude ver as grandes mudanças, novidades e jogar a expansão de Iki. Se a viagem já tinha valido a pena da primeira vez, é vivamente recomendado para quem nunca o jogou.

De forma directa, Ghost of Tsushima já parecia um jogo de nova geração e facilmente passa por isso mesmo na versão Director’s Cut na PS5. Não só aproveita upscale para 4K como ainda tenta sempre manter 60fps constantes. Juntamos a isto um dos melhores trabalhos feitos em cenários e uma iluminação impressionante para termos um dos jogos mais bonitos e detalhados de que há memória recente.

Para a versão Director’s Cut foi feito ainda um trabalho adicional de forma a sincronizar os lábios das personagens com as vozes em japonês. É uma adição muito bem-vinda, especialmente para quem já jogou em inglês ou português e quer agora ter uma experiência mais próxima do cinema japonês,

Tendo em conta que está na PS5, foi possível à Sucker Punch brincar um pouco com as capacidades do Dualsense e adicionar funcionalidades do comando ao jogo. Uma das primeiras coisas que dá para sentir com facilidade é a forma como emula os passos do cavalo em vários terrenos, a resistência que confere aos gatilhos para as várias situações em que temos de usar flechas ou o gancho, entre outras pequenas adições que tornam a experiência em algo bem mais imersivo. Nada de obrigatório, mas bastante giro de usar.

A maior parte de Ghost of Tsushima: Director’s Cut é sem dúvida a expansão de Iki Island, a qual pode até ser jogada de forma independente caso já tenham o jogo original através de DLC pago. Deixem que vos diga que isto sim é uma expansão à moda antiga e feita como deve ser.

Iki Island amplia um pouco da história e até tem contornos mais pessoais para Jin. Esta foi a ilha onde a personagem viu o seu pai morrer e esta é a ilha que odeia os Samurai. Jin é obrigado a viajar até esta zona para combater a invasão mongol e acima de tudo, a ameaça da Eagle, uma Xamã que usa um veneno que enlouquece quem o bebe.

A expansão de Iki não é apenas mais um bocado de conteúdo, algumas das missões principais duram várias dezenas de minutos e até algumas das missões secundárias são bastante repartidas e longas, com verdadeiros set-ups e desfecho feito como deve ser.

Iki permite ainda melhorar um pouco mais Jin com uma série de amuletos, vários desafios, armaduras e até habilidades, onde não falta uma espétacular investida com o cavalo, mas aquilo que me continua a surpreender constantemente são os cenários. Tsushima é uma região linda e Iki é igualmente de fazer cair o queixo, mesmo quando os cenários são genuinamente feitos para serem feios, a utilização da luz, os reflexos e o ambiente que envolvem dão uma vida incrível a estas ilhas. Se ainda não jogaram Ghost of Tsushima, então o impacto na PS5 ainda vai ser mais impressionante.

Não se esqueçam que tal como no jogo principal, Ghost of Tsushima: Director’s Cut também inclui vozes em português tanto para o jogo como para a expansão. É possível também transferir os dados guardados da versão PS4 para a PS5 e continuar a aventura onde ficaram na outra consola.

Se querem jogar a expansão na sua melhor forma ou experimentar Ghost of Tsushima pela primeira vez, então não há muito mais que procurar. Embora o Dualsense torne Ghost of Tsushima em algo mais “giro” de jogar, é graças ao facto de aprimorar algo Excelente que esta edição de PS5 se assume como um dos melhores jogos dos últimos anos, seja a jogar a campanha ou o online com outros jogadores.

Positivo:

  • Visual deslumbrante
  • Grande atenção ao detalhe
  • Iki é uma expansão como deve ser
  • Introdução do Dualsense é interessante

Negativo:

  • Quem tem a versão PS4 paga upgrade da PS5

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