Análise – Final Fantasy XV: The Dawn of the Future

O percurso problemático que Final Fantasy “Versus XIII” XV teve já é bastante conhecido. O jogo acabou por receber DLCs (para além de outro material) que complementaram a sua história, no entanto existe um trio que nunca chegou a ver a luz do dia.

Estes DLCs cancelados iriam focar-se em Aranea, Lunafreya e Noctis, com o seu intuito o de apresentar um final alternativo para o jogo principal e diferente do final alternativo presente em Episode Ignis. Esse conteúdo extra pode ter sido cancelado mas a Square Enix acabou por recolher as suas histórias num livro, chegando até nós Final Fantasy XV: The Dawn of the Future.

Este livro está dividido em quatro histórias, A Savior Lost, que reinterpreta Episode Ardyn que chegou a ser publicado; The Beginning of the End, que conta a história do cancelado Episode Aranea; Choosing Freedom, baseado na história cancelada de Episode Lunafreya; e The Final Glaive que apresenta o DLC Episode Noctis que nunca chegou a ver a luz do dia.

Para além destas pequenas histórias o jogo conta com ilustrações e comentários sobre os DLCs e que esclarecem um pouco mais a ideia que os produtores tinham e até algumas ideias que foram canceladas ou mudadas.

A Savior Lost” abre esta história, apresentando as origens de Ardyn e também a sua motivação da mesma forma tal como o DLC e o anime o fizeram. A história é bastante semelhante apenas com a pequena diferença de no livro ser possível observar o que Ardyn está a pensar e outros pequenos detalhes. “A Savior Lost” faz uma boa introdução para o que está para vir e ao mesmo tempo especifica as intenções deste livro.

The Beginning of the End” apresenta então o primeiro conteúdo original desde o lançamento de Episode Ardyn em Abril do ano passado. Esta história tem lugar após o confronto entre Noctis e Leviathan, e antes de Episode Prompto, focando-se em Aranea e na sua decisão de sair do exército do Império e também numa nova personagem.

Esta segunda história está mais focada na acção, tendo apenas um pouco de história a início e depois no final para esclarecer alguns pontos. Baseado em tudo o que está a acontecer é fácil de observar que a ideia de “Episode Aranea” era suposto ser mais focado na batalha contra Diamond Weapon ao invés de apresentar pedaços de história.

Possivelmente seria algo interessante de jogar, mas neste caso a nova personagem Sol podia receber mais desenvolvimento e tempo de antena para poder oferecer mais à história e estabelecer um melhor lugar no mundo de Final Fantasy XV.

Felizmente isso é algo que acontece no terceiro capítulo desta história, “Choosing Freedom“, com este a focar-se numa amizade que vai-se criando entre Sol e uma ressuscitada Lunafreya que tem um novo dever.

Estes eventos tem lugar no capítulo final do jogo após o desaparecimento de Noctis e pouco antes de este regressar e finalmente enfrentar Ardyn. Luna acorda num local desconhecido e enquanto vagueia acaba por dar de caras com uma Sol dez anos mais velha apesar de não saber quem esta é. A história acaba por ter um pacing mais lento, focando-se na viagem que estas duas personagens estão a ter neste novo mundo que não vê a luz do dia à já 10 anos.

Enquanto que a história tem um pacing mais lento, em especial comparado com “The Beginning of the End” que está repleto de acção, somos introduzidos a nova informação e a direcção que a história começa a ficar cada vez mais clara enquanto acompanhamos o que está a acontecer com Luna e qual a razão de esta ter regressado à vida.

Pode ainda estar longe da sua conclusão, mas este pedaço de história oferece algo que estava em falta no jogo principal, mais foco em Lunafreya e até desenvolvimento para a mesma, juntamente com Sol que demonstrar ser uma personagem interessante e bastante influenciada na sua nova mãe.

E por fim temos “The Final Glaive“, o que outrora seria Episode Noctis e que daria conclusão à saga com um novo final. Esta história pega no trabalho que foi iniciado em “Choosing Freedom” e termina o mesmo, começando com Noctis a acordar do cristal 10 anos mais tarde tal como no jogo original mas que fica com o conhecimento de que Lunafreya está viva e encontra Sol, que tendo desenvolvido uma amizade com Luna, ajuda Noctis a partir de imediato para Insomnia.

Apesar de esta história inicialmente ser sobre Noctis, esta também foca-se durante breves momentos em Lunafreya e Ardyn, os outros pilares que constituem este enredo e que também eram uma força importante para o jogo original. No entanto alguns momentos podiam ter sido um pouco mais alongados para poder dar mais tempo e também destaque às personagens em questão, já para não falar que enquanto que seria interessante ter um pedaço que reflectisse alguns eventos que sucederam-se após a batalha final para melhor dar uma conclusão a certas personagens.

Ao longo do livro a ideia que sempre esteve presente foi a de esta história poder encaixar-se quase perfeitamente no jogo original, e ao concluir o mesmo o que ficou em mente foi a de enquanto Final Fantasy XV possuir um tema sobre irmandade e família que faz jus ao seu final, The Dawn of the Future oferece algo que é mais cara de um RPG e do nome Final Fantasy.

Pelo menos a Square-Enix os fãs de Final Fantasy XV poderão finalmente encerrar este capítulo da série numa boa nota e começarem a focar-se no futuro.

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