Análise – Final Fantasy 14 Heavensward

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Desde que foi lançado oficialmente para o mercado, Final Fantasy 14 sofreu uma série de evoluções e remodelações. A versão original foi brutalmente criticada e teve de ser totalmente refeita e daí nasceu A Realm Reborn.

Ao longo dos anos de reinvenção, Final Fantasy 14 passou de um concorrente a melhor MMO, para um dos maiores rivais directos de World or Warcraft, por isso mesmo, a expansão Heavensward era altamente antecipada.

Tal como em outras análises que já foram feitas aqui no PróximoNível a MMO’s, não contem com um resumo ou manual descritivo do que podem encontrar por aqui, mas sim, a minha opinião sobre a experiência que tive e se valeu a pena ou não.

Como a minha personagem original de análise já tinha sido relegada para segundo plano, para esta análise nasceu Aleba Boredras, uma Lalafell que teve como destino a “carreira” de Paladin no server Ragnarok.

É verdade, ao longo do primeiro mês de subscrição dei-me ao trabalho de reviver a experiência e voltar a começar tudo do zero, assim consegui ver tudo o que tinha sido alterado ou melhorado. Sem dúvida que desta vez, a viagem teve um sabor bem melhor.

Além de ter visto esta parte da aventura original com olhos mais de jogador e menos de crítico, acabei por me divertir muito mais, e para além disso, jogar num servidor com pessoas conhecidas ajudou a entrar para uma Free Company (Guilda), o que me deu uma ajuda valente e a evoluir bem mais depressa, de forma a chegar ao meu destino, Ishgard.

A primeira coisa que se nota na expansão, especialmente para alguém que passou por Realm Reborn em maratona, é que Heavensward desfaz um pouco o síndrome de pombo correio. É verdade que ainda existem missões de entrega e recolha, mas aparecem em menor quantidade e com mais objectivos interessantes pelo caminho.

Falando em interessante, também a história ganha bastante qualidade. Os patches que ligam até Heavensward mostram que a narrativa é um ponto forte de Final Fantasy 14 e com Heavensward, a trama fica ainda mais empolgante e os diálogos importantes prenderam a minha atenção. É das melhores histórias que vi num MMO e a forma como é contada está vários pontos acima de outros MMO, pois a vossa personagem é o centro das atenções e não um boneco que acompanha os grandes heróis.

Quanto à nova zona, além da cidade de Ishgard, existem uma série de outras zonas para explorar, umas mais bonitas e interessantes que outras sem dúvida, mas a variedade é boa. Gostei especialmente de Camp Cloudtop em Sea of Clouds e Dravania no geral, duas zonas mais solarengas e especialmente bonitas quando o tempo está bom. Claro que também existe um certo sítio com Moogles, mas não me vou alongar para não criar qualquer tipo de Spoilers.

Outra novidade é a introdução da possibilidade de voar nas zonas da expansão. Para o fazer é preciso passar pela tarefa aborrecida de apanhar certas “correntes de ar” que estão espalhadas pelo cenário, mas quando isso acontece, dá para explorar novas zonas do cenário. Voar é bastante similar ao sistema de outros MMO e é tão prático como parece, pois permite aceder mais rapidamente a Fates e evitar grandes voltas pelos novos cenários que conseguem ser bastante vastos.

Claro que Final Fantasy 14 Heavensward tinha de trazer algo novo para o sistema de jogo, e a resposta são três novas classes, Dark Knight, Machinist e Astrologian. Das três experimentei Dark Knight e Machinist, mas vi jogar imenso com AstologianDark Knight é o que me parece mais interessante, especialmente tendo em conta que joguei quase sempre como Paladin. Ambos são Tank e servem para incentivar os inimigos a ataca-los. Esta classe consegue defender bem e curiosamente, dar algum bom dano, com penalização de não ter habilidades que o permitam ser praticamente imortal como o Paladin.

Machinist é um DPS por excelência, especialmente se as suas habilidades forem bem aproveitadas. Eu gostei bastante desta classe e até gostava de a evoluir como secundária para ter um DPS para usar quando não pudesse “tankar”. Por fim, Astrologian é uma classe de suporte para curar e ajudar os colegas de equipa com buffs. Esta foi uma classe que tentei evitar, pois eu já sou mau a curar quando jogo no PC, quanto mais numa PS4.

Claro que Final Fantasy 14 Heavensward não seria uma expansão como deve ser se não tivesse a presença de alguns Primals e Dungeons. Na minha opinião, as dungeons desta expansão são bastante mais divertidas que as anteriores e fiquei com algumas favoritas (a melhor nem posso falar dela infelizmente, mas envolve até “peças de Xadrez”).

Apesar de Final Fantasy 14 A Realm Reborn ser um jogo bastante bonito tanto no PC como na PS4, Heavensward consegue puxar ainda mais pelo visual. As novas zonas são ainda mais detalhadas e ricas em texturas, as personagens também levaram um tratamento especial e no geral, o jogo não se arrasta, a não ser em zonas com muitas Fates ou nas cidades.

A banda sonora é simplesmente soberba, com destaque para as músicas que tocam em Ishgard e em algumas das Dungeons. O trabalho vocal também foi alargado, com toda a expansão a ter tantas sequências faladas como todo o Realm Reborn e os updates de história.

E tudo isto é a ponta do iceberg. A minha viagem como Aleba Boredras foi longa e esforçada, mas valeu bem a pena. Existe muito que não vi e não consegui explorar a fundo, mas isso só atesta a quantidade de conteúdo vasto que este MMO tem e o que a expansão conseguiu adicionar.

Eorzea continua a evoluir e mesmo que me custe parar de jogar por agora, a Square-Enix vai continuar a lançar conteúdo. Seja a Raid Alexander que já foi lançada, ou novas que estão para chegar, este é um mundo que não para de crescer e mesmo numa era em que os MMO perdem as suas subscrições, este ainda consegue justificar a sua de certa forma.

A viagem de Aleba, ou melhor, a história da Warrior of Light chegou ao fim por agora, mas a vontade de voltar a Eorzea continua. Ajudado por muitos (um grande obrigado à minha FCLight of Eorzea!) e incentivado pela descoberta, só posso dizer que Final Fantasy 14 Heavensward é uma grande expansão, para um mundo que a início se estranha, mas entranha.

Positivo:

  • Visual foi melhorado nas novas zonaspn-recomendado-ana
  • História muito bem contada
  • Personagens memoráveis
  • Novas classes para dominar
  • Mais sequências com voz
  • Boa banda sonora
  • Actualizações constantes de conteúdo

Negativo:

  • Apanhar todos os Aether Current não é divertido
  • Os conteúdos pre-expansão podiam agora ser opcionais
  • Progresso dos crafters limitado
  • Tempos de Duty Finder ficaram maiores

pn-muitobom-ana

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