Análise – FIFA 15

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Mais um ano que passa e mais uma série anual de futebol que tem direito a uma nova edição. Este ano as hostilidades foram abertas com FIFA 15, com a Konami a guardar a sua resposta para Novembro.

FIFA tem vindo a vencer ao longo dos últimos anos, mas a concorrência está a ficar cada vez melhor. Será que a edição deste ano ainda tem argumentos fortes para se manter na liderança? Será que devia ter aproveitado para mais uns dias de treino?

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FIFA 15 não mudou muito em relação à edição do ano passado, aliás, para alguém como eu que não é um super entendido neste género, tudo parece muito similar à versão de Next-Gen que avaliei ainda este ano na PS4 de FIFA 14, se bem que alguns elementos estranhos ao serviço resolveram marcar lugar este ano.

Tal como nos anos anteriores, este ano FIFA 15 chega recheado de vários modos, que vão da simples exibição a torneios, ligas, carreiras, e o FIFA Ultimate Team (FUT) que é dos modos mais jogados actualmente por quem escolhe FIFA, (todos menos eu aparentemente). Mas o que importa no fundo é a jogabilidade e é para ela que vamos saltar já.

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A grande novidade deste ano é o aprimorar do sistema de moral que influência directamente os jogadores e indirectamente o jogo. Os jogadores podem se enganar ocasionalmente ou por em risco uma jogada para pedir um fora de jogo, por exemplo. A moral dos jogadores tem impactos imediatos nos outros jogadores e no público em si, com subidas e descidas na prestação dos jogadores que são visíveis tanto em jogo, como na forma como reagem a cada golo falhado ou a faltas sucessivas do mesmo jogador. Isto cria momentos de maior realismo, mas também momentos ridículos, pois é o mais próximo que estamos a chegar de burrice artificial, com jogadas a falhas por influência.

Mas isso não é o único “problema”, FIFA 15 está assolado de bugs e inúmeros glitches relacionados com o contacto com os jogadores ou as linhas de defesa demasiado consolidadas. Logo no primeiro jogo descobri que é possível parar todos os jogadores com uma técnica de ataque de drible, o que fazia com que os adversários não avançassem sobre o jogador com a bola, tendo em conta que estava a ganhar 2 ou 3 a 0, podia deixar o jogador parado e esperar que o tempo acabasse para somar a vitória de forma fácil.

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Outro problema que me incomodou foi o modo como o contacto físico afecta o movimento dos jogadores de grande forma. FIFA 15 tenta ser tão realista com o contacto e está a ficar tão preciso, que as movimentações robóticas, ou mudança de movimentos brusca parece deslocada e coloca os jogadores naquele Uncanny Valley estranho e constrangedor. A parte boa é que as animações dos contactos estão ainda melhores e mais credíveis. O que acontece daí para a frente é que parece estranho.

Claro que quando estes problemas se misturam bem e não são tão destacados, FIFA 15 é tão bom de jogar como sempre. É de louvar que os guarda redes tenham sido melhorados, estando agora ainda mais difíceis de bater, embora mandem certos frangos e continuem a existir locais ideias para rematar que costumam resultar em golo na maioria dos casos.

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No que toca então ao FUT, também mudou pouca coisa, a não ser que agora passa a ser possível gastar algum do vosso dinheiro para recrutar estrelas que ficam emprestadas por um certo número de jogos. Como sempre, este modo depende da sorte no jogo e na abertura de abrir os Packs com jogadores. Duas pessoas que abram o mesmo número de Packs podem ter planteis totalmente diferentes e forças totalmente distintas.

Este ano, FIFA 15 já toma total partido do Ignite Engine da EA, mas tenho a dizer que fiquei algo decepcionado com a apresentação visual. No que toca a equipamentos, relvado e tecidos, FIFA soma e segue, mas no que respeita a representações visuais dos jogadores, estas ficam bastante a desejar. Só as grandes vedetas estão parecidas e jogar com uma equipa como o Benfica um Porto ou Sporting, tem apenas jogadores parecidos. Até a seleção nacional deixa a desejar. Ainda para mais tendo em conta que já experimentei o jogo da concorrência, a coisa ainda piora.

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Claro que por outro lado, ver a vasta maioria das equipas licenciadas com os seus equipamentos e afins é uma grande vantagem e para mim, um dos pontos mais fortes e positivos de FIFA no geral.

Sonoramente a coisa também está muito boa, com bons relatos e sons dos estádios. A forma como a EA procura trazer os cânticos e ambiente dos estádios para o mundo virtual merece aplausos. Curiosamente, a versão de PS4 a que tive acesso não tinha nem relatos nem menus em português, o que é uma ausência estranha depois de tantos anos com esse material.


Vejam também a nossa vídeo-análise de FIFA 15!

A versão deste ano de FIFA 15 tenta ser uma evolução quando devia realmente ser uma revolução. A primeira investida a sério do Ignite Engine no departamento do futebol devia ter sido muito mais aproveitada e trabalhada. FIFA 14 teve carta branca por ser o primeiro a trilhar este caminho, mas o mesmo não pode ser feito para FIFA 15, que embora continue a ter qualidade e seja recomendado para os fãs do género, perdeu algum do seu brilho na edição deste ano.

Positivo:

  • Ligas licenciadaspn-recomendado-ana
  • Jogadibilidade exigente
  • Melhoramentos no sistema de colisão
  • Possibilidade de contratar jogos no FUT
  • Online continua a ser uma experiência desafiante

Negativo:

  • Jogadores presos no Uncanny Valley
  • Bugs e glitches ocasionais
  • Só os jogadores mais importantes estão bem retratados
  • Onde está a opção para português?

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