Enquanto a série Dragon Quest mostra-se activa e relevante com lançamentos de jogos nas consolas e plataformas recentes através de novas aventuras, os jogos antigos não foram completamente esquecidos recebendo também novas versões que abrangem os smartphones até às portáteis da Nintendo. É de um desses jogos antigos que iremos falar já de seguida, aliás, um jogo que nunca foi lançado oficialmente em território Europeu numa consola, Dragon Quest 7: Fragments of the Forgotten Past.
Lançado originalmente no ano 2000 para a PSOne, o jogo teve uma recepção muito positiva inclusive no Japão, pelo que os Estados Unidos viram o jogo ser lançado um ano mais tarde na mesma plataforma. Este lançamento de Dragon Quest 7 na Nintendo 3DS vem duma certa fechar este círculo de jogos antigos lançados para plataformas modernas, visto que Dragon Quest 8 já se encontra em dispositivos móveis e chegará mais tarde à 3DS.
Neste jogo vamos conhecer a história de três jovens com vidas bastante diferentes, o protagonista filho de um pescador com uma vida bastante modesta e humilde, um príncipe de nome Kiefer que anseia por explorar o mundo e uma jovem de nome Maribelle que se junta a estes seus dois amigos.
Vivendo numa ilha que aparenta ser a única em todo o mundo, os três protagonistas vêem-se envolvidos numa aventura que lhes colocará a viajar no tempo para descobrir novos pedaços do planeta e desvendar o mistério sobre o seu desaparecimento. É um jogo que apesar de ter um sistema de progressão e exploração bastante banal para a série na sua essência, os vários tipos de pessoas, culturas e dilemas que iremos encontrar mantêm o jogo fresco na sua totalidade.
Dragon Quest 7 é um RPG por turnos que dá continuidade a elementos clássicos do mesmo introduzindo poucas novidades. Sendo assim, vamos evoluir as nossas personagens consoante os combates que fazemos, iremos melhorar elementos e descobrir magias que serão muito úteis em combate. O jogo tem também um sistema de classes ao género Wizard, Warrior, etc, que irá oferecer habilidades especiais e até novas maneiras de jogar este jogo que poderão ser mantidas se as personagens conseguirem aperfeiçoá-las ao máximo.
Os combates serão desencadeados ao nos cruzarmos com inimigos que aparecem no mundo do jogo, ao contrário do formato antigo em que os random-encounters nos colocariam a combater alguém aleatório sem a oportunidades de os vermos ou evitarmos se assim fosse a nossa vontade. Este é um dos aspectos mais modernos que foi introduzido no jogo e que abre novas oportunidades de abordar o jogo. Se quiserem combater contra inimigos específicos, agora podem fazê-lo, mas se quiserem evitá-los por completo têm aqui uma boa oportunidade.
Este é um jogo que está munido de conteúdo e isso irá traduzir-se nas várias horas de jogo que temos para vaguear, horas estas que poderão aumentar se por acaso decidirem efectuar cada uma das missões extra que nos estão disponíveis. Mesmo assim não se aflijam, pois consegue manter o jogador interessado durante grande parte do tempo, e isto graças à variedade no conteúdo que iremos encontrar durante a nossa aventura.
Um aspecto que teve uma evolução enorme e foi vítima de várias críticas quando foi lançado originalmente são os gráficos, pelo que os sprites em 2D foi trocados por modelos e cenários em 3D. Sendo assim, todo o jogo está agora em 3D e isso favorece de uma maneira muito positiva o jogo. Todo o jogo tem uma actividade visual muito mais interessante e viva, e isto graças à precisão e ao detalhe que foi inserida bem como às animações muito mais fluídas de todas as personagens.
A banda sonora recebeu também um tratamento brutal, visto que toda ela foi regravada pela Orquestra Sinfónica Metropolitana de Tóquio tendo feito um trabalho excelente. Mesmo na portátil da Nintendo, toda a música transpira um vigor e energia muito agradáveis que tornam o jogo muito mais mágico e interessante.
Dragon Quest 7: Fragments of a Forgotten Past é um convite muito bom para atrair novos jogadores a RPGs com elementos clássicos. Ao contrário dos anteriores lançamentos que chegaram à Nintendo DS, este remake mostra-se muito acima deles dada à transformação estética que recebeu, e faz desta aventura uma a não perder.
Se querem um bom RPG com uma enorme quantidade de horas e uma história cativante, então não vão mais longe, este é o melhor remake de um clássico desta série nas consolas modernas.
Positivo:
- Um RPG imenso e com muitas horas de conteúdo
- História interessante mantêm o ritmo do jogo e o jogador interessado
- Visual totalmente redesenhado para um formato 3D
- Alterações no tom da aventura
- Sistema de classes bastante interessante
Negativo:
- Mesmo para a altura, o jogo agarra-se demasiado aos elementos RPG clássicos
- Câmara pouco colaboradora mesmo com opções disponíveis
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