Análise – Dishonored: Definitive Edition

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A Arkane Studios é um estúdio com um percurso um pouco tímido desde a sua fundação em 1999. Até ao seu mais recente lançamento, o estúdio foi responsável por jogos como Arx Fatalis ou Dark Messiah of Might and Magic entre outras colaborações. O estúdio foi catapultado para as luzes da ribalta com o lançamento de Dishonored em 2012 e agora o mesmo jogo volta ao activo.

Foi revelado recentemente que o jogo da Arkane Studios receberia uma versão de nome Definitive Edition e que basicamente pega no jogo original e transporta-o para as consolas da geração actual. Esta é uma grande oportunidade para experimentar um dos melhores jogos do ano de 2012 e agora nas novas consolas como PS4 e Xbox One.

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Em Dishonored vamos conhecer a história de Corvo, um guarda-costas que vê a sua vida dar uma enorme cambalhota para o pior. Graças a uma enorme pressão política, Corvo não consegue evitar a morte de quem jurou proteger, a imperadora Jessamine Kaldwin bem como o rapto da filha da vítima, Emily Kaldwin. Com o intuito de afastar Corvo, a culpa da morte da líder é colocada no guarda-costas no qual é obrigado a fugir.

Esta teia política faz com que Corvo se junte a um grupo de rebeldes para estabilizar a cidade de Dunwall não só recuperando a jovem Emily para que se torne imperadora, como também curando uma enorme praga que está a afectar os cidadãos com doenças e afins. A história ganha contornos interessantes mais para a frente e é o fio condutor deste jogo.

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O jogo foca-se numa acção furtiva com visão na primeira pessoa. Corvo é um assassino que está munido de algumas armas como um punhal, pistola e uma besta. Para além disso tem inúmeros poderes que são usados para seu benefício, como teletransporte, invocação de ratos e até controlar inimigos. Dependendo da nossa abordagem nos níveis e no jogo, temos um arsenal de “ferramentas” ao nosso dispor.

A abordagem ao jogo fica também ao nosso critério, pelo que irá alterar não só a pontuação que recebemos no final de cada como também o final do jogo em si. O que se aconselha e torna a experiência mais entusiasmante é fazer uma travessia pouco espalhafatosa tentando não dar nas vistas. Para isso podemos incapacitar os inimigos colocando-os a dormir ou então inconscientes.

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A morte nem sempre é a melhor solução para este jogo, pelo que se formos “caçados” em plena fuga ou assassínio, nunca teremos um único inimigo a correr atrás, seguindo-se um pelotão de outros mais que nos perseguem. Uma fuga rápida ou eliminação de um elemento alarmante poderão atenuar a situação e deixar-nos continuar a nossa missão.

Apesar de poder ser um jogo que se poderia tornar repetitivo, a possibilidade de podermos escolher livremente o nosso caminho para conseguir acabar a missão fica ao nosso critério, dando uma vasta variedade de opções. Isto não só em termos da maneira como abordamos o inimigo mas também nos caminhos que iremos percorrer para conseguir acabá-la.

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Depois de feitas as missões, poderemos regressar ao nosso esconderijo onde podemos também evoluir todo o nosso arsenal. Podemos apanhar dinheiro nos cenários ou até cumprir objectivos extra nas missões principais e isso irá dar-nos a possibilidade de ficarmos mais fortes.

A apresentação em Dishonored sempre foi um dos pontos mais interessantes do jogo por possuir um estilo gráfico que roça o cel-shading, algo que até assenta bem com todo a direcção artística do jogo e um ambiente um pouco ao género steampunk. A narração e a banda sonora estão também muito boas e tornam esta experiência ainda mais memorável.

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No que toca a performance fiquei um pouco desapontado com o jogo. A Arkane Studios não conseguiu empurrar os jogos para os 30fps, mas o problema maior nem se centra aí. Em cada transição para outra zona somos apresentados a um loading um pouco irritante e existem muitos pop-ups de items a acontecer – draw distance – e a uma distância média.

Dishonored: Definitive Edition é sem dúvida uma boa maneira de voltar a pegar neste clássico da Arkane Studios. Apesar de ter algumas arestas por polir, esta é uma maneira excelente de voltar à cidade de Dunwall para voltar a libertá-la do mal.

Positivo

  • Ambiente e direcção artística fenomenais
  • Experiência bastante intensa
  • Diferentes abordagens às várias missões
  • Desenvolvimento da história
  • Jogo de cores e apresentação coerente
  • Inclusão de todos os DLCs lançados anteriormente

Negativo

  • Performance do jogo deixa um pouco a desejar para uma Definitive Edition

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