Agora já transformada numa franquia, a série Killing Floor tem vindo a transformar-se numa referência nos shooters de sobrevivência em equipa. Sim, ao contrário da enxurrada de jogos competitivos, a ideia aqui é sobreviver a vagas de inimigos e chegar até ao boss final depois de vagas de inimgos (aqui conhecidos por Zed). Além de ser um jogo divertido e bastante sólido, Killing Floor também ganhou adpetos pelos seus personagens, perks e um humor bastante característico a roçar uma paródia britânica num universo negro e violento. Infelizmente, muito disso mudou para Killing Floor 3.
O cerne de Killing Floor 3 reside na sua jogabilidade, que continua a ser uma experiência de sobrevivência por vagas contra os Zeds. O jogo apresenta um sistema de classes (Perks) que procura adicionar uma camada de profundidade estratégica, onde cada jogador escolhe o seu papel e contribui para o sucesso da equipa. A jogabilidade é construída para ser gratificante, como um shooter sólido e um sistema de dano que recompensa os tiros certeiros. A escolha de classes para esta edição tem muitas das anteriores e adiciona novas, mas é estranho que tanta coisa tenha sido retalhada, como é o caso do Berserker que deixou de existir.
A variedade de armas é considerável, desde pistolas a metralhadoras e armamento futurista, o que permite adaptarem-se a diferentes situações. Os inimigos, os Zeds, foram redesenhados com novas aparências e ataques, e a sua inteligência artificial até não está nada má. As rondas de inimigos progridem em dificuldade, o que eleva a tensão e exige uma coordenação tática da equipa para sobreviver aos desafios. O design de níveis é outro ponto que contribui para a experiência, com os cenários a oferecerem oportunidades para criarem posições defensivas e emboscadas estratégicas. Infelizmente, ao contrário dos anteriores, as vagas estão limitadas a cinco rondas, havendo a possibilidade de jogar mais rondas seguidas no passado.
Em termos de performance e visual, a versão para PC de Killing Floor 3 beneficia do hardware da plataforma para apresentar a sua visão mais ambiciosa até à data. Os gráficos são bons, com modelos de personagens e Zeds que mostram uma fidelidade considerável. Os efeitos de iluminação e as texturas dos cenários contribuem para a atmosfera sombria e caótica do jogo. O desempenho é um fator crítico para um shooter de ritmo rápido como este, e a otimização do jogo permite que a maioria dos sistemas consiga alcançar uma taxa de fotogramas consistente e fluída se tiverem uma boa máquina. Porém, o jogo ainda sofre com vários bugs, clipping nos cenários e inimigos e quebras de fluídez muito frequentes.
Há uma vasta gama de opções gráficas que podem ajustar para equilibrar a qualidade visual com a performance na vossa máquina. A estabilidade do jogo é um dos seus pontos importantes, com um motor que consegue suportar as hordas de inimigos no ecrã sem grandes soluços mais graves. Os tempos de loading são rápidos, o que permite uma entrada mais ágil nas partidas, mantendo o ritmo da experiência.
O jogo online e a sua longevidade são elementos a considerar em Killing Floor 3. A experiência multijogador é o ponto central como é normal, e a qualidade da conexão é um dos seus pilares. Os servidores são consistentes, e o sistema de matchmaking procura colocar jogadores de níveis de habilidade similares nas mesmas equipas. A aposta da produtora no conteúdo pós-lançamento também é um ponto importante para a comunidade. O jogo foi lançado com um número considerável de mapas e armas, e o plano de conteúdo, que inclui a introdução de novos Zeds, classes e modos de jogo, demonstra um compromisso a longo prazo com a base de jogadores. Apesar destas promessas, o jogo ainda parece bastante vazio e parco de conteúdo, mas ainda fica pior.
Quando comparado com os jogos anteriores, Killing Floor 3 parece ainda estar em Early Access. Falta conteúdo que já existia nos anteriores, os especialistas (classes) e os seus personagens parecem básicos e algo sem vida, o dinheiro para upgrades aparece em pouca quantidade para evoluir. Depois existe a clara aproximação da TripWire aos jogos da moda, por isso podem contar com um pass, skins mais caras, loja que influência a gastar dinheiro real, entre outras coisas. Ter já estes sistemas num jogo com tão pouco conteúdo, não encaixa assim tão bem.
Em suma, Killing Floor 3 é um título que tenta honrar a fórmula dos seus antecessores e que consegue entregar uma experiência de shooter cooperativo que funciona bem. A sua jogabilidade, o seu desempenho técnico no PC são os seus pontos principais, mas precisa de algum polimento. Apesar de ser um sucessor, Killing Floor 3 está longe de ser uma evolução e para quem procura mais do mesmo, o melhor será ficar pelos jogos anteriores, pelo menos por agora.
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