Antevisão – The Last of Us

Os Zombies estão na moda, uma moda que parece não querer passar e uma moda (novamente) que parece chegar a tudo quanto é jogos, filmes, séries e até caixas de cereais.

The Last of Us da Naughty Dog está prestes a chegar numa altura em que a sobrevivência após um apocalipse zombie, já foi explorada em vários estilos de media, e embora possa parecer algo inspirado em The Walking Dead, a versão de antevisão que experimentámos, parece ter ainda algo para oferecer.

Esta demo (que será certamente a mesma que vai ser desbloqueada para quem comprou God of War Ascension), permitiu explorar duas zonas diferentes da história, Lincoln e Pittsburgh.

Lincoln começa numa zona mais rural onde Joel e Ellie atravessam uma área de floresta antes de chegar às habitações. Pelo caminho pude experimentar um dos pequenos puzzles que envolvia transportar uma madeira para utilizar como passadeira entre telhados. Nada de inovador, mas é sempre interessante ver que os objectos utilizados não funcionam como LEGOs quando são pousados nos locais de objectivo. O mesmo sucede com os objectos espalhados pelo cenário que podem ser apanhados em andamento e sem recorrer ao clássico parar para apanhar que tem vindo a desaparecer ao longo dos anos.

Ao chegar à cidade fui logo apresentado aos Clikers, os “zombies” cá do sítio, parasitas ao estilo de fungo que se alojam no corpo humano e o transformam numa espécie de criatura que só pensa em alimentar-se. Os barulhos escolhidos para os Clikers são incomodativos no bom sentido e o som criado é uma característica que vejo a fazer parte das situações mais tensas do jogo.  Joel pode chamar a sua atenção com objectos de arremesso ou até sentir o seu movimento através de uma habilidade que foca a posição dos inimigos.

Apesar de englobar algumas sequências de acção, o cenário de Lincoln foi incluído para demonstrar como a exploração e sequências de plataformas vão funcionar em The Last of Us. Joel não é um saltador nato como Nathan Drake e é claramente menos capaz e aventureiro, mas consegue interagir bem com os cenários e proporcionar uma jogabilidade fluída. Por vezes vão ter de interagir com Ellie para abrir portas ou escapar de armadilhas, mas a rapariga ainda consegue ajudar em situações mais caóticas.

O combate não está muito distante de Uncharted e isso foi possível experimentar no segmento de Pittsburgh que começa com o carro da equipa a ser abalroado por um grupo de caçadores que tentam a todo o custo matar Ellie e Joel. Neste segmento podem abordar o combate em corpo-a-corpo ou em formato de tiroteio. O facto de ter morrido algumas vezes nesta sequência foi benéfico pois tentei várias abordagens diferentes para tentar sobreviver e em algumas delas aconteceram coisas inéditas, como iludir os inimigos escondendo Joel, ou ver Ellie a atirar um tijolo contra alguém que estava a disparar sobre mim.

Embora tenha sido pouco explorado nesta Demo, foi possível ver que vão poder criar e melhorar armas e equipamentos que Joel pode usar durante a aventura. Estes melhoramentos são essenciais pois além de dar mais dano, as armas vão perdendo a sua resistência com cada utilização.

No que toca à construção do jogo em si, o argumento pareceu forte e as personagens são realmente credíveis. Joel é um homem claramente marcado pelo passado, que por alguma razão precisa de ajudar Ellie. Esta é a típica rapariga que nunca viu o mundo e tudo o que encontra é algo que a maravilha, é uma mistura entre rapariga e mulher, que tanto fala de fadas e gnomos como insulta verbalmente alguém enquanto lhe dá com um cano.

O visual, como não podia deixar de ser, já se mostra bastante bom, com sequências de jogo que mais parecem cinemáticas e uma utilização de cor e luz realmente soberbas. Tanto as vozes como o som prometem muito e só tenho pena de não ter ouvido mais da banda sonora.

Gostei bastante do que joguei nesta antevisão de The Last of Us. As parecenças com Uncharted e a temática de The Walking Dead são mais que muitas, mas numa era em que é difícil inovar, é de louvar que a Naughty Dog se arrisque nesta área para tentar criar uma visão diferente de um mundo onde os homens recorrem aos seus instintos primários para sobreviver.

O resultado final, esse vamos ficar a saber quando The Last of Us chegar em exclusivo à PS3 a 14 de Junho.

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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