Análise – Until Dawn: Rush of Blood

Ao contrário do que podia parecer à primeira vista, Until Dawn acabou por se revelar um dos jogos mais inteligentes e empolgantes do género de terror.

Quando algo corre bem, é costume ver sequelas e spin-offs com fartura, mas nunca ia imaginar que a série fosse dar origem a um shooter on-rails para o PS VR.

Sim, se jogaram Until Dawn, podem esquecer um seguimento lógico ou até mesmo a jogabilidade do original. Além de várias referências a personagens e locais do original, este é um jogo novo e bem diferente.

until-dawn-rush-of-blood-analise-review-pn_00001Until Dawn: Rush of Blood coloca-vos numa feira popular dentro de um vagão que percorre salas e salas cheias de horrores. Pensem nele como um comboio fantasma Hardcore, onde usam armas para não morrer pelo caminho.

Como usa o Playstation VR, o movimento do vosso corpo/cabeça vai contar para a jogabilidade, havendo momentos em que precisam de se desviar para não bater contra obstáculos, olhar em redor para apontar, entre outras coisas do VR. Como tudo está literalmente a tapar os vossos olhos, é mais fácil assustar o jogador, embora os sustos não sejam assim tão fortes.

Until Dawn: Rush of Blood é mais um jogo com visual pesado e sinistro do que um jogo de terror em si. Podem contar com alguns sustos ocasionais, mas é tudo muito batido dentro do género. Como estão dentro de um vagão e o movimento é automatizado, não são raras as vezes que chegam a salas já preparadas da melhor forma para criar medo ao jogador.

until-dawn-rush-of-blood-analise-review-pn_00005Por isso mesmo, jogar Until Dawn: Rush of Blood faz lembrar jogos como Virtua Cop, Time Crisis e House of the Dead, isto porque a ideia é disparar para sobreviver. Para isso podem usar o comando da PS4 ou os PS Moves. Os dois funcionam bastante bem, mas como gosto de estar sentado quando jogo, acabei por usar mais o Dualshock 4.

Como existem sempre objectos para atingir e manter o multiplicador de pontos, acabamos sempre por estar a fazer alguma coisa. Por outro lado, o impacto é menor em momentos chave, onde estamos mais ocupados a destruir coisas do que a construir ambiente para apanhar sustos.

Until Dawn: Rush of Blood funciona também como um jogo arcade clássico, pois o motivo que nos leva a jogar mais vezes do que é preciso, é mesmo a procura pelas melhores pontuações. Este é mesmo o motivo principal para voltar a jogar, pois em si, Until Dawn: Rush of Blood não dura mais do que duas horas, o que é bastante curto, mesmo tendo em conta o preço mais reduzido.

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Apesar de todos os solavancos da viagem, Until Dawn: Rush of Blood até é um jogo que se joga bem com o PS VR (sem grandes enjoos também). Algumas zonas são demasiado escuras para se perceber o que se está a passar, os gráficos não são nada de outro mundo mas são competentes e por vezes a leitura é dificultada pela resolução do VR.

Por seu lado, o som ambiente e a banda sonora são bons o suficiente para ajudar a criar o ambiente sinistro necessário para assustar o jogador.

Quando o joguei na experimentação do PS VR, fiquei algo decepcionado com Until Dawn: Rush of Blood, agora que o joguei, posso dizer que gostei mais dele do que estava à espera, mas não deixa de ser um jogo de terror básico e limitado, por isso mesmo, só destinado aos fãs do género e quem goste de Shooters arcade à moda antiga.

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Positivo:

  • Tema de feira popular
  • Boa utilização do PS VR
  • Imersividade
  • Tabelas de pontuações para vencer

Negativo:

  • Muito curto
  • Visual esborratado
  • Move deixa de ser detectado por vezes
  • Leitura dificultada pela resolução

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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