Análise – PlayerUnknown’s BattleGrounds (PS4)

  • Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, PC, Mobile
  • Versão de Análise: PlayStation 4
  • Informação Adicional: Images retiradas durante as sessões de jogabilidade.

Por esta altura o género Battle Royale começa a ficar gasto devido às várias produtoras que tentam aproveitar a boleia do sucesso de PlayerUnknown’s BattleGrounds (PUBG para os amigos) e Fortnite. Mesmo que estes novos jogos tentem oferecer um “twist” ou apenas um tema diferente, muitos deles tem apenas em mente o seu objectivo final e provavelmente não irão sair de um estado “alpha” ou “beta”. Apesar de PUBG ter sido o jogo que popularizou o género, mesmo com outros jogos como Rust, DayZ, e mais que faziam uso do formato, a minha primeira experiência Battle Royale foi Fortnite ainda antes de este tornar-se popular. No entanto já era familiar com PUBG através de uns quantos criadores de conteúdo que seguia.

PlayerUnknown’s BattleGrounds é basicamente um destes jogos que teve início em estado “alpha” e “beta” mas que tem pés e cabeça. Na altura em que o jogo foi lançado existia muito que corrigir e hoje em dia os jogadores já podem contar com mais do que um mapa e até modos “third-person” e “first-person”. Mesmo que Fortnite tenha roubado a popularidade do género, PUBG continua a oferecer uma experiência diferente ao focar-se mais no realismo, algo que é notável tanto no combate como visuais.

O PróximoNível já teve a oportunidade de analisar o jogo quando este saiu na Xbox One durante o ano passado, sendo por isso que esta análise à versão PlayStation 4 vai focar-se mais nos aspectos técnicos e nas novidades que foram anunciadas ao longo de um ano. Caso queiram ver a análise anterior que foi feita pelo Daniel Silvestre sobre a versão Xbox One podem seguir este link: Análise – PlayerUnknown’s BattleGrounds.

A diferença de um ano já é notável, pois o jogo agora apresenta um pouco mais de “conteúdo”, em comparação quando foi lançado nas outras plataformas. Os jogadores agora podem contar com um “training mode” que disponibiliza todas as armas e equipamento do jogo para o jogador poder testar, excepto que continua a não haver um tutorial sobre como as coisas funcionam. Existe uma descrição do que cada botão no comando faz, e que a início ainda vai demorar umas partidas para se habituarem, mas o jogo não explica outros elementos que estejam presentes no mesmo como a opção de modificar armas ao equipar partes que encontram no campo. Por minha parte, apenas sabia disto devido a ter visto outras pessoas a fazer o mesmo antes de meter as mão ao jogo.

Quanto a modos de jogo existe por onde escolher, mas não é uma grande variedade, afinal de contas isto é um Battle Royale e não se afasta disso. Podem jogar a solo, em equipas de dois ou num esquadrão de até quatro pessoas ou até sozinhos neste modo, o que me leva a perguntar “Porquê?” uma vez que apenas estariam numa desvantagem ao jogarem sozinhos contra grupos de quatro. Sei que a versão PC conta com um modo de zombies, mas este modo não está presente na versão PlayStation 4 mas talvez fosse necessário para oferecer algo mais ao jogo.

Uma novidade, pelo menos em comparação à análise feita pelo Daniel Silvestre, é que agora existe mais do que um mapa, algo que vem oferecer um pouco de variedade aos jogadores já que a escolha do mesmo é aleatória de cada vez que iniciam uma nova partida. No entanto é por aqui que ficam as novidades, pelo menos em termos de jogabilidade, pois tudo o resto que exista será maioritariamente em termos de performance e jogabildiade, algo o qual não posso comentar pois ver e jogar são coisas diferentes, e esta é a minha primeira vez a controlar o jogo tal como já havia afirmado. Embora alguns problemas apontados na análise sobre a versão Xbox One também estão presentes na consola da Sony.

O maior problema será possivelmente o aspecto do jogo. Em comparação a jogos como Rust e semelhantes obviamente que é bastante superior, mas continua a pecar em alguns cantos. Se Fortnite tem um aspecto mais cartoon e jogabilidade mais simples, PUBG está mais virado para o realismo, algo que é notável tanto em termos de jogabilidade e visuais, mas que ao mesmo tempo é o seu calcanhar de Aquiles. O jogo tem um aspecto simplista e desprovido de “vida” ao contrário de algo como Fortnite que possui zonas temáticas num mapa apenas; e como se isso não bastasse, o jogo conta com vários problemas de textura, com algumas a demorarem imenso tempo a carregar e outras que nunca o fazem. Deparei-me imensas vezes com casos onde entrava num edifício completamente vazio para apenas dar de caras com móveis que apareciam como por magia.

O aspecto gráfico não é o único problema, com o jogo a ter alguns problemas de fluidez em raras ocasiões, e o departamento sonoro a não apresentar um grande menu por onde escolher, focando-se antes nos sons que os outros jogadores fazem e que apenas irão tirar um melhor partido ao usar um headset. No entanto acabei por levar algumas vezes com carros por detrás sem nunca os ouvir, apesar de conseguir posicionar o inimigo quando este está a disparar contra mim ou outra pessoa.

No final, PlayerUnknown’s BattleGrounds é um jogo para aqueles que querem algo mais realista, ao contrário de acessibilidade de Fortnite. No então é óbvio que a versão PC é aquela a qual os interessados devem focar-se, pois o jogo nas consolas não está a oferecer tudo o que pode, inclusive o facto de necessitarem uma subscrição para jogarem um jogo completamente online. Comparando-se ao lançamento da versão Xbox One do ano passado, a versão PlayStation 4 oferece nem uma mão cheia de novidades, estas que também já estão presentes na consola da Microsoft, enquanto que tudo o resto mantém-se igual, não sendo a melhor opção para os que estão interessados no género Battle Royale.

Positivo:

  • Jogo com pés e cabeça quando comparado a outros do género
  • Aspecto mais realista que irá agradar a alguns…

Negativo:

  • …mas desagradar outros
  • Aspecto visual não é o melhor
  • Versão PC é claramente a melhor opção

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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