Análise – Ori and the Blind Forest

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Ori and the Blind Forest apanhou todos de surpresa na E3 que decorreu no ano passado. Um jogo da Moon Studios que atraiu grande parte da atenção dos possuidores de uma Xbox One e PC e que agora vê o seu lançamento ser consumado. O jogo também está a ser produzido para a Xbox 360 mas ainda não tem uma data de lançamento definida.

Felizmente mantive-me um pouco afastado do jogo – por razões de hype – e acabei por ficar muitíssimo surpreendido com o que me foi apresentado no seu lançamento. Moon Studios é um estúdio independente que subitamente foi catapultado para as luzes da ribalta, mas será que Ori and the Blind Forest corresponde às expectativas?

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Neste jogo somos apresentados a uma pequena criatura-espírito de nome Ori que é adoptada por outra criatura bem maior chamada Naru. Infelizmente a floresta onde vivem começou a ficar cada vez mais corrompida por um mal e as coisas não correm bem para os dois protagonistas no qual Naru falece por falta de recursos. Ori quase que sofre o mesmo destino sendo ressuscitada por uma árvore de espíritos. Após recuperar, Ori fará de tudo para recuperar o estado desta sua floresta.

Ori and the Blind Forest é um jogo inspirado no género Metroidvania, onde a exploração e plataformas são o prato do dia. Basicamente a nossa protagonista irá percorrer toda a floresta, derrotar os vários inimigos que lá se encontram e evitar todos os restantes perigos que nela se encontram. O mapa cumpre também um papel fundamental, sendo este completado sempre percorremos as várias zonas e servirá como ponto de referência sempre que precisamos de voltar atrás no jogo para explorar uma zona que tenhamos deixado para trás.

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O jogo funciona também como um RPG no qual Ori irá recolher experiência dos inimigos que matar e essa experiência servirá para aumentar o leque de habilidades entre outros benefícios. Ao início podemos apenas saltar uma vez e ter um simples ataque, mas com o passar do tempo podemos desbloquear outras habilidades como duplo salto, respirar por baixo de água e até fazer ataques muito mais potentes.

Nesse aspecto a árvore de habilidades onde iremos gastar a nossa experiência funciona como um sistema de escolhas e evolução que irá determinar o nosso tipo de personagem. Podemos escolher aumentar as habilidades físicas ao máximo e fortalecer os restantes parâmetros de uma maneira mais pequena, ficando ao nosso critério a maneira como evoluir Ori.

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A maneira como o mundo de Ori está desenhado dá aso a muitos regressos para zonas que já tenhamos percorrido e isto porque o mal encontra-se espalhado por toda a floresta. Não só isso permite uma exploração em várias direcções pelo cenário como também permite que os jogadores no futuro cheguem a zonas anteriormente inacessíveis. Isto é possível também graças ao facto de irmos desbloqueando habilidades que nos deixam chegar a sítios outrora impossíveis de chegar.

Incrível é também a dinâmica que o jogo consegue oferecer ao jogador, não se limitando apenas a destruir inimigos e a evitar obstáculos, oferecendo também momentos únicos como certos momentos onde as plataformas e os reflexos tomam o papel central – evitando spoilar qualquer situação – ou em resolução de puzzles. Sempre que se pensa que o jogo começa a ficar aborrecido ou repetitivo, aparece uma mecânica nova que torna a experiência fresca.

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A jogabilidade está muito bem trabalhada e responde suavemente a quaisquer instruções que sejam dadas pelo jogador. A maneira como o jogo decorre requer bons reflexos e alguma destreza de movimentos mas a Moon Studios conseguiu encontrar um bom equilíbrio no que toca à jogabilidade para facilitar toda a tarefa do jogador. Peripécias e desvios milimétricos são possíveis graças a uma óptima resposta do jogo e um grande polimento neste departamento.

Apesar de ser um jogo bastante acessível, a dificuldade por vezes faz das suas. O jogo começa por ser bastante acessível e subitamente ganha picos de dificuldade que poderão fazer-nos atirar com o comando para o chão. Felizmente não são tão frequentes como poderiam ser, mas de vez em quando deixam-nos com a atenção e raiva em alta.

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Ori and the Blind Forest é um dos jogos mais belos deste ano e que eu alguma vez tenha jogado. Tudo desde a direcção artística até à banda sonora estão simplesmente fantásticos. A apresentação 2D é um autêntico regalo para os olhos, onde esta floresta possui uma grande variedade no que toca a cores, técnicas que brincam com a profundidade até aos mais pequenos detalhes gráficos. Tanto poderemos encontrar zonas sombrias com um ambiente genuinamente tenebroso como partes mais brilhantes capaz de encher a vista.

A banda sonora cumpre também um papel espectacular e entra na categoria daquele tipo de jogos onde é necessário ter a banda sonora à parte para ouvir em casa. Apesar de grande parte ser orquestrada, sempre fiquei com a sensação de haver um certo elemento Disney nelas e havendo instrumentos que predominavam e guiavam todas as melodias, como acontece frequentemente com os instrumentos de sopro.ori-and-the-blind-forest-rev-6-pn

Depois dos rasgados elogios que dei neste análise, é facil dizer que Ori and the Blind Forest é um dos melhores jogos deste ano. Apesar de esta aventura ser altamente inspirada em jogos como Metroid, existe um enorme charme que consegue destacar-se por ser único.

Ori and the Blind Forest é um jogo obrigatório! Se têm uma Xbox One ou um PC então não têm qualquer tipo de desculpa e se por acaso esperavam por razões para comprar a nova consola da Microsoft então têm aqui um argumento de peso.

Vejam também a nossa vídeo-análise a Ori and the Blind Forest

Positivo:

  • Uma aventura com momentos épicospn-recomendado-ana
  • Apresentação simplesmente brilhante
  • Banda sonora fantástica
  • Mecânica de jogo vai alternando oferecendo frescura
  • Excelentes níveis e puzzles

Negativo:

  • Pode ser demasiado difícil em certas zonas

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