Análise – Life is Strange – Episódio 1

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Depois de Remember Me eis que a Dontnod Entertainment lança um novo jogo para o público. Este estúdio francês está a dar os seus primeiros passos e agora vemos o seu segundo jogo a ser lançado num formato episódico, Life is Strange.

Neste primeiro episódio de Life is Strange de nome Chrysalis vamos conhecer a história de Max Caulfield, uma rapariga que fez 18 anos recentemente e viu uma sequência de eventos estranhos acontecerem na sua vida. Esta simples estudante da zona de Arcadia Bay em Oregon descobre durante uma aula que consegue recuar no tempo e corrigir eventos do passado recente. Desta maneira nós conseguimos controlar este feito extraordinário da rapariga e moldar alguns dos acontecimentos que ela se depara.

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Nesta aventura gráfica podemos navegar livremente pelo cenário bem como interagir com vários objectos que encontremos no caminho ao género point-and-click. Isto dar-nos-á a possibilidade de ouvir a opinião da personagem sobre o que está a ver e prosseguir na história com algumas interacções.

A mecânica de voltar atrás no tempo funciona bastante bem, no qual podemos carregar no gatilho do comando e retroceder alguns segundos para modificar ou evitar algo que tenha acontecido. O jogo permite que consigamos absorver e posteriormente usar informação através desta ferramenta, como responder a uma pergunta ao qual não sabíamos a resposta.

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Life is Strange possui também um sistema de acção e consequência no qual as nossas acções e escolhas terão repercussões futuras. Certas atitudes que teremos com outras personagens não serão esquecidas, mas neste episódio não conseguimos ver à grande escala o que as nossas opções trouxeram.

O que vamos testemunhar é o dia-a-dia de Max e certos acontecimentos marcantes que ficarão ligado à sua capacidade de voltar atrás no tempo. Este episódio oferece um bom ponto de partida para os que querem entrar nesta história e conhecer um pouco desta rapariga que é bastante tímida, insegura e mostra-se bastante assustada com o seu novo poder.

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Ela voltará a ligar-se com uma amiga que já não tinha contacto há bastante tempo ao qual irá confidenciar este seu poder e descobre que conseguiu prever um acontecimento trágico que irá abater a zona de Arcadia Bay. Este é um episódio com muita pouca acção mas que seviu mais como introdução.

A apresentação deste jogo cruza modelos 3D com um estilo aguarela e apesar deste fórmula ser pouco normal, funciona bastante bem. O jogo consegue ter uma apresentação cinemática bem convincente e que mantêm o jogo fresco durante grande parte do episódio. Infelizmente algumas expressões faciais não encaixam tão bem neste jogo parecendo um pouco dessincronizadas e um pouco rígidas.

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O trabalho sonoro está muito bem trabalhado e começamos com as actuações de voz. Grande parte do jogo ficamos no lugar de espectador e as vozes dão uma grande credibilidade às personagens para nos manter interessados. A banda sonora bastante serena e simples encaixa também neste tema de paz e harmonia na cidade de Arcadia Bay e da vida pacata de Max.

Life is Strange é sem dúvida um jogo que poderá prometer nos próximos episódios, mas se esperam que este primeiro começe “logo a abrir” então pensem bem. Este é um jogo com um futuro promissor mas terá que mostrar um pouco mais de garra daqui para a frente.

Positivo:

  • Mecânica de voltar atrás no tempo
  • Personagens e história interessantes
  • Toque cinemático bem conseguido
  • Banda sonora

Negativo:

  • Ritmo baixo
  • Não foi possível ver consequências das nossas escolhas

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