Análise – Killzone: Shadow Fall

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Quando Killzone foi lançado originalmente na PS2, eu fui um dos felizardos que teve acesso à fase de testes Beta, conseguindo jogar a campanha e online antes de toda a gente.

Na altura, o que se dizia era que Killzone era o jogo que ia destronar Halo e embora tenha feito muito por isso, acabou por ficar uns furos a baixo. Recuperando fulgor à medida que promessas eram feitas e cumpridas.

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Agora com um reinado mais sólido e sendo uma das séries porta-estandarte da Sony, Killzone: Shadow Fall fez parte da lista de lançamentos da PS4 em Novembro e ajudou a lançar a consola. Terá sido uma aposta bem concretizada?

Killzone Shadow Fall continua a história de Killzone 3, onde a luta entre os ISA e os Helghast levaram à destruição do planeta Helghan. Aos sobreviventes foi oferecida guarida em Vekta, mas as cicatrizes de guerra nunca chegam a sara completamente.

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Agora com Vekta divida em duas zonas, cabe ao personagem principal, um Shadow Marshall, ajudar a mediar o confronto e guerra aberta que se avizinha.

A diferença entre um Shadow Marshall e os soldados dos jogos anteriores é claramente visível ao longo da campanha. Ser um Shadow Marshall diz que agem sozinhos, mas que podem utilizar algumas habilidades ou engenhocas que não estão ao alcance de todos.

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Em Killzone: Shadow Fall vão poder usar vários estilos de armas novas e realizar novos tipos de ataque furtivos contextuais, mas a maior novidade é a presença do OWL, um drone que podem ordenar para diversas funções, sejam elas coisas simples como desactivar um terminal ou entrar em combate disparando contra inimigos ou curando a nossa personagem quando ficamos incapacitados.

Se a início o OWL parece um extra engraçado, à medida que o jogo avança é que se percebe realmente a sua utilidade. Dei por mim a usá-lo constantemente e muitas vezes fui salvo por ele, o que mostra que não é apenas mais uma “gimmick” engraçada. É verdade que a selecção de modos do OWL através do Touchpad não é realmente prática, mas é funcional o quanto baste.

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Killzone Shadow Fall também tenta ser ligeiramente diferente em certas alturas, variando entre espaços fechados, zonas abertas e áreas espaciais com gravidade Zero. A variação é bem-vinda, e as diferentes abordagens são ao mesmo objectivo são uma mais valia, mas os cenários no espaço acabam por ser algo aborrecidos e pareçam deslocados.

Se ainda não experimentaram uma PS4, então tenho a dizer que os FPS ficam a ganhar bastante com o novo comando. Este é bem mais ergonómico, especialmente graças aos novos gatilhos. Jogar Killzone: Shadow Fall no Dualshock 4 é confortável e não incomoda em longas sessões, algo que não é só importante para a campanha, mas também para o modo online.

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Falando em longas sessões, não nos podemos esquecer do modo Online. Embora não seja tão viciante e imediato como o de Call of Duty, este tende a aproximar-se do multijogador mais ponderado e táctico ao estilo de Halo, o que é positivo e o afasta dos concorrentes que forma lançados na mesma plataforma.

Os modos online são bons e oferecem bons desafios, especialmente em equipa e com missões vairáveis. Mas um dos grandes trunfos são as partidas com missões e objectivos construídos pelos jogadores, sendo que os mais jogados aparecem normalmente como uma opção de modo recomendado.

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Caso tenham PS Vita, não se esqueçam que podem jogar Killzone: Shadow Fall em remote play. Não é tão ergonómico como o Dualshock 4, mas é uma boa forma de continuar a jogar caso a TV esteja a ser usada para outros fins.

Com o salto para a nova geração, Killzone Shadow Fall tinha a responsabilidade de mostrar trabalho e essa é uma realidade. O motor de jogo pode ser uma versão melhorada do utilizado na PS3, mas consegue mostrar bem o potencial da PS4. Mesmo nesta fase incial, já consegue oferecer gráficos bastante impressionantes, com faces credíveis, pormenores nos cenários, roupas e uma excelente iluminação, especialmente visível no contacto com as texturas.

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Sonoramente, não existe muito a apontar. O nosso Shadow Marshall podia parecer um pouco mais interessado naquilo que se passa em seu redor, mas de resto, seja a nível vocal ou musical, o trabalho da Guerrilla Games é altamente positivo.

Killzone Shadow Fall não é o melhor FPS de sempre, mas para já é o melhor FPS lançado na PS4 (tendo em conta todos os problemas de Battlefield 4). Este é o melhor exemplo visual do que a PS4 consegue fazer e mostra que Killzone está disposto a continuar a lutar para um dia conseguir vencer Halo. No fim de contas, quem acaba por ganhar, somos nós.

Positivo:

  • Boa demonstração do poder da PS4pn-recomendado-ana
  • Cenários com várias abordagens
  • OWL é uma boa ferramenta
  • Online estratégico e inteligente

Negativo:

  • Personagem principal parece estar a passar um frete
  • Zonas espaciais aborrecidas
  • Ausência de suporte para clãs no online

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