Análise – FIFA 18 (Switch)

Desde que o Game Boy foi introduzido há mais de duas décadas que muitos continuam a sonhar com o dia em que seja possível levar para qualquer lado em formato portátil o mesmo jogo que podemos jogar nas plataformas caseiras mais poderosas. Curiosamente, a Nintendo Switch foi o mais próximo disso que tivemos até hoje (mesmo que a Nintendo a promova como consola caseira).

Por isso mesmo, ter uma consola como a Switch no mercado, faz com que se possa imaginar com várias experiências típicas de consolas ou PC possam passar para o formato portátil sem perder muito. Esse é o caso de FIFA 18, que chega à consola da Nintendo numa altura em que quase todas as companhias querem apostar na consola, mesmo com jogos que só pareciam possíveis em outras plataformas.

No entanto, se estavam à espera que FIFA 18 na Switch fosse já uma versão consagrada e definitiva, então ainda vão ter de esperar mais uns anos para que a EA tenha tempo para conhecer a consola e criar algo que esteja mais próximo das outras plataformas. Por outro lado, FIFA 18 consegue, mesmo com uma pior prestação, ser dos melhores jogos de futebol portáteis que foi lançado até hoje.

É de estranhar a posição da EA em lançar um FIFA numeral como primeira aposta na Nintendo Switch, no passado, maior parte dos primeiros FIFA em consola nunca acompanhavam o número desse ano, mas a Switch é diferente. Mesmo que falhe em alguns modos e não tenha certas ferramentas, este FIFA 18 merece esse nome, mesmo que por pouco.

FIFA 18 para a Nintendo Switch é claramente um jogo criado à pressa para o lançamento da consola e isso é notório. Isto torna-o também mais impressionante, pois o das plataformas da nova geração correm em Frostbite, por isso existe aqui um misto entre a actual geração e a anterior, sendo um misto de magia na produção para que tudo esteja a correr tão bem como corre afinal.

É aqui que entra a dicotomia de FIFA 18, pois se é visualmente mais fraco e não inclui alguns dos modos da actual geração, por outro é altamente competente onde realmente importa, ou seja, no campo de jogo. No global o jogo corre com uma qualidade e fluidez muito boas e as partidas até nem são assim tão feias quanto isso. Claro que é claro que isto não é um FIFA com todas as melhorias e adições em termos de passe e fintas deste ano, mas é bastante promissor se formos a pensar que a Nintendo Switch ainda tem mais para oferecer.

Além de algumas ausências de ferramentas em modos como o FIFA Ultimate Team e partidas online directas com amigos, a maior ausência de FIFA 18 é o modo The Journey. Como este corre em Frostbite, a EA viu-se obrigada a cortar o modo, o que deixa um certo vazio, especialmente se tiverem as duas versões. Por outro lado, este é o jogo que vos permite levar o modo carreira clássico de FIFA e o FUT para qualquer lado, o que em si já é bastante impressionante.

Outra mais valia da Nintendo Switch é a forma como permite de forma simples jogar localmente contra outras pessoas. Seja em Switchs diferentes ou a retirar os joy-con para jogar directamente de forma local, este é o jogo ideal para levar para um encontro entre amigos que gostem de jogos de futebol. É verdade que os joy-con separados acabam por limitar a jogabilidade e não são tão práticos quanto isso para mais do que duas ou três partidas de seguida. De qualquer forma, se pensarem na possibilidade de rodar os comandos ou alguém ter mais comandos, a experiência fica bem melhor.

Como já referi, a experiência visual de FIFA 18 Switch é bem inferior ao que já estamos habituados, mas não se safa nada mal. Estamos aqui num cruzamento entre gerações que consegue ser bastante bom, pelo menos para já, dentro daquilo que é o catálogo da Nintendo Switch. A nível sonoro, é exactamente aquilo que podem esperar, com bons comentários, cânticos e uma banda sonora bastante agradável para quase todos os gostos.

Apesar de falhar em alguns departamentos, ter ausência de conteúdo e estar limitado claramente pelo tempo de desenvolvimento, FIFA 18 para a Switch é uma grande amostra de como a série FIFA pode vir a ter um lugar cativo na consola. Ao cumprir os requisitos mínimos e ao entregar uma jogabilidade fluída e divertida que pode ser aproveitada no metro ou no comboio, sozinhos ou acompanhados, este um jogo que merece a atenção de todos os que gostam de jogos de futebol. Eu sou um mero entusiasta e passei mais tempo com ele do que na versão PS4.

Mesmo sendo um lançamento apressado que podia ter sido muito mais trabalhado, FIFA na Switch é digno de ter o 18 ligado a ele e um bom presságio para o futuro. Fico com muita curiosidade para ver como vai ficar FIFA 19.

Positivo:

  • Jogabilidade fluída
  • Multijogador local imediato
  • Poder jogar FIFA em qualquer lado

Negativo:

  • Ausência de modos e ferramentas
  • Visual da geração anterior de consolas
  • Claramente apressado
  • Online básico e sem opção para convidar amigos

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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