Análise – Corpse Party: Blood Drive

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Corpse Party é uma das séries a qual tinha interesse em experimentar, mas havia ficado no esquecimento. No entanto, com o anúncio de Corpse Party: Blood Drive para a Europa, e a sua data de lançamento cada vez mais perto, decidi tratar do assunto como forma de preparação para o próximo capítulo da série.

Rapidamente fiquei fã da série ao jogar Corpse Party: Blood Covered que saiu na velhinha PlayStation Portable, tanto pela sua história, como jogabilidade, personagens e música. Criando assim expectativas para o novo jogo na PlayStation Vita.

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Corpse Party: Blood Drive vem pegar no capítulo final de Corpse Party: Book of Shadows e dar a sua conclusão à saga de Heavenly Host Elementary e as suas vítimas. Os sobreviventes continuam a adaptar-se à sua nova vida apôs os acontecimentos traumáticos dos jogos anteriores, bem como o facto de a existência dos seus amigos, que morreram na Heavenly Host, ter sido apagada da face da Terra.

Ayumi, não tendo desistido da ideia de os ressuscitar, decide regressar a Heavenly Host apôs as novas de que o Book of Shadows poderá se encontrar dentro das suas paredes. Iniciando assim uma corrida em busca do mesmo contra outras entidades que o desejam para os seus fins. Como um mal nunca vem só, a maldição de Heavenly Host começa a tomar efeito no mundo real.

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Corpse Party: Blood Drive decide regressar às origens e largar o formato completo de visual novel que Corpse Party: Book of Shadows havia adaptado. Mas desta vez num ambiente 3D e com algumas novidades.

Se jogaram alguma entrada anterior da série, já conhecem os cantos à casa, mas esta Heavenly Host possui uns truques novos. Tal como em Corpse Party: Blood Covered podem mover-se e explorar o cenário, mas desta vez é adicionada duas novas mecânicas à jogabilidade, a lanterna e a habilidade de correr.

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Havendo agora armadilhas que nos podem magoar, a lanterna é necessária para iluminar o caminho, no entanto o uso constante da mesma poderá acabar com a sua bateria. Sendo que para a recarregar é preciso usar as baterias que podem encontrar, caso caem em uma dessas armadilhas, poderão por sua vez usar ligaduras para recuperar vida, caso esta chegue a zero, recebem game over.

As perseguições fazem o seu regresso, os espíritos malignos podem surgir durante a vossa exploração de Heavenly Host. E caso não tenham talismãs para os eliminar, a única opção é correr para fugir dos mesmos e esconderem-se nos armários. Para além dos espíritos malignos poderá haver outros elementos que não irão oferecer descanso.

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Algo adaptado de Corpse Party: Book of Shadows é o Darkening, que neste caso vai aumentado à medida que vão investigando elementos, ou quando a personagem é apanhada por algum tentáculo. Caso o darkening alcance um nível alto o ecrã de game over aparece.

Em termos de história, este é o jogo da série com mais capítulos, tanto principais como especiais. A mesma continua a ser contada em forma de visual novel, havendo por vezes algumas escolhas, desta vez com tempo limite (bem limitado) que podem levar-vos aos vários wrong endings já bem conhecidos da série.

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O jogo oferece uns quantos extras, as habituais corpse tag, que funcionam como colecionáveis e indicam o destino das várias vítimas de Heavenly Host estão novamente presentes. E para complementar a história existe a Enciclopédia Obscura, que oferece uma descrição sobre várias personagens, locais e termos usados durante a história. Para além disso existe também os comentários dos actores que deram as vozes às personagens, bem como a possibilidade de ouvir a música do jogo e de rever as várias CGs.

Sendo a conclusão de uma saga, tenho pena de não poder falar do mesmo sem oferecer spoilers, sendo então algo que não irei fazer. Posso sim referir o percurso da história durante o jogo, que oferece bastante diálogo, já que procura introduzir imensa informação, tanto sobre as novas personagens, bem como os acontecimentos que estão a decorrer. Acaba por oferecer uns momentos à Corpse Party bem como alguns um pouco mais clichés.

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Apesar do novo visual 3D, o jogo tem uns problemas de frame rate, que já acontecia em Corpse Party: Blood Covered. Ao passar em certos locais que activam algo, como o exemplo do chão a ranger, ou quando um espírito maligno aparece, existe sempre uma pequena quebra de frame rate ao activar tal script.

Não ficando apenas por aí, existe também um problema com os loadings. Quer seja a abrir o menu, navegar o menu, ou a mudar de sala, existe sempre um ecrã de loading que dura uns segundos. Não é uma eternidade, mas estando sempre a levar com um desses ecrãs quando se está a jogar torna-se algo cansativo ao fim de algum tempo. Para além dos loadings, levei com uns raros crashes e freezes.

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Algo que tem vindo a ser um problema na série, pelo menos a meu ver, e tendo em conta que os Japoneses são um pouco assustadiços, é que quanto mais a história avança, menos assustador fica. Em contrapartida, a história vai ficando mais interessante, mas menos interessante neste capítulo da série são os wrong endings, que não chegam a ter o mesmo impacto que tinham nos jogos anteriores.

Mas algo que ajuda a manter o ambiente assustador, oferecendo uns arrepios, é o audio 3D. Sendo recomendável jogar com phones/headsets para tirar melhor proveito do mesmo. O que o audio 3D oferece é a sensação dos vários sons e vozes por vezes surgirem do nosso lado ou até atrás de nós, fui até enganado por uma vez, onde cheguei a olhar para a direita apôs ouvir “alguém” a falar no meu lado direito, antes de me aperceber que era uma personagem no jogo.

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Embora a banda sonora de Corpse Party: Blood Covered continue a ser a minha favorita da série, Corpse Party: Blood Drive também tem uma boa seleção, que fica na cabeça e tem o seu impacto quando é desejado.

No geral, continua Corpse Party: Blood Drive mantém-se fiel à série em termos de história, banda sonora e personagens. Continuando a oferecer bons arrepios pela espinha abaixo, principalmente com a ajuda do audio 3D.

[Todas as imagens presentes nesta análise foram captadas durante as nossas sessões de jogo]

Positivo:

  • História
  • Personagenspn-recomendado-ana
  • Banda sonora
  • Audio 3D

Negativo:

  • Vários loadings tornam-se cansativos
  • Pequenas quebras de frame rate
  • Wrong endings não tem tanto impacto como nos jogos anteriores

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Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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