PlayStation irá terminar produção de jogos físicos em 2028, lojas digitais da PS3 e PS Vita serão fechadas no ano que vem

Nestes últimos meses tem havido uma grande altercação no que toca à preservação dos videojogos. Em especial devido ao movimento “Stop Killing Games” que teve início de 2024 e cujo objectivo é a preservação de jogos online que tornam-se inoperáveis após os mesmos deixam de ser suportados por companhias. Desde o início deste ano que o movimento tem estado muito mais activo, estando em conversas com o parlamento Europeu e até com alguns Estados Americanos, trazendo alguns resultados positivos até recentemente onde após a Ubisoft decidiu ter uma conversa privada com ambos a história deu uma volta de positivo para negativo, trazendo uma enorme declaração falsa da intenção deste movimento juntamente com algumas opiniões completamente ignorantes.

Isto é relevante devido a vários motivos, primeiro, várias companhias fazem parte da ESA, incluindo a Sony PlayStation, embora aparentemente nem todos foram informados das decisões que a ESA e outras representantes tomaram, com algumas das caras que representam essas companhias a declararem que nunca foram contactados sobre o assunto, não sendo claro a opinião da Sony neste assunto apesar de recentemente ter anunciado que iria remover mais de 500 filmes das contas dos jogadores que os compraram através da PSN sem opção para os ver.

Segundo, recentemente houve uma pequena controvérsia com o DRM dos jogos digitais da PlayStation que foi inicialmente mal interpretada, levando os jogadores a pensar que as suas compras digitais tinham apenas um limite de um mês, sendo forçado a ligaram-se à internet periódicamente para não perder acesso aos seus jogos digitais. Algo que foi mais tarde possivelmente esclarecido (a Sony não foi bem clara) como uma medida preventiva para evitar que jogadores que fizeram reembolso de jogos digitais não terem acesso aos mesmo em modo offline, não sendo o fim do mundo mas dando um olhar sobre algo que poderia ser bem um pesadelo para muitos.

Terceiro, a Sony recentemente começou a testar “preços dinâmicos” onde o objectivo era o de testar descontos de jogos baseado nas acções que os jogadores tomam, algo que parece ser bom mas que criou alguma confusão e indignação por parte dos jogadores que notaram que os preços mostrados quando offline eram muito mais baixos comparado com quando entravam na sua conta, ou até que alguns amigos e familía pagavam menos por um jogo, criando um sentimento de injustiça para muitos. Mais uma vez a Sony não comunicou bem a maneira em como isto seria implementado.

Mais recentemente, algo que causou bastante controvérsia foi o facto de a Rockstar revelar que Grand Theft Auto VI não vai contar com um disco físico mas sim um código de download, frustrando jogadores que já estavam descontentes com as “Key-Cards” da Nintendo Switch 2. No entanto isso não impediu a Sony de anunciar que a partir de 2028 não irá produzir mais jogos físicos, isto não inclui apenas os jogos first party da plataforma mas todos os jogos, uma vez que a produção física dos mesmos tem de passar pelas mãos da Sony, ou seja, a partir de 2028 todos os jogos que forem lançados na PlayStation 5 e sucessoras serão exclusivamente digitais.

Como se não bastasse, no mesmo dia a Sony também anunciou outro grande problema que ironicamente demonstra o porquê de o fim de um formato físico é uma má ideia, revelando que as lojas digitais para a PlayStation 3 e PlayStation Vita serão fechadas permanentemente a partir de Julho do ano que vem. Isto não só elimina acesso a conteúdo como DLCs para jogos que os jogadores possuem como também vários jogos que estão disponíveis exclusivamente de forma digital, incluindo jogos de plataformas mais velhas como por exemplo o aclamado Xenogears (apenas na PSN Americana).

Tendo em conta tudo o que tem acontecendo actualmente no mundo, tanto dentro como fora das políticas, a industria dos videojogos está no seu pior estado de sempre, quer devido à invasão de AI generativa, o “formato hollywood” de vários jogos, o custo de produção que alcança número incrédulos, os vários estúdios que estão a ser fechados, o tempo de produção de jogos que continua a aumentar, o peso enorme dos novos jogos que acabam por ser maiores que 100GB, a obsessão de criar gráficos mais realistas, etc…; sendo uma altura crítica para os consumidores e um hobby que não só está a ficar mais caro como também mais incrédulo devido a múltiplas companhias quererem ter controlo sobre aquilo que o jogador possui e faz.

Mathias Marques
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