Análise – Bravo Team

Durante a era dos comandos com movimentos, não faltaram jogos que tentavam tirar partido da tecnologia, apenas para ser mais um a tentar ganhar algum dinheiro no meio da moda. Curiosamente, esta tendência está a aparecer no universo VR e o Playstation VR tem sido alvo de bastantes investidas neste ponto.

Um dos grandes focos do VR tem sido claramente os FPS ou jogos na primeira pessoa no geral. Entre todas as opções disponíveis de qualidade (e muitas que não são assim tão boas), já existem amostras de que se consegue fazer bem. Depois existem jogos como Bravo Team.

Se bem se lembram, até agora, foram poucos os jogos que gostei mesmo de jogar em VR, mas ainda tenho na memória o terrível Here They Lie como uma experiência que quero esquecer, no entanto, tendo em conta que Bravo Team vinha da Supermassive Games (Until Dawn), nunca estaria à espera de ver algo ao mesmo nível daquele péssimo jogo de terror.

Bravo Team tem muito a jogar contra ele, pois é na realidade um shooter básico e não tenta sequer dar a liberdade de um FPS convencional. Os veteranos vão logo encontrar aqui ligações com jogos como Virtua Cop ou Time Crisis, dois clássicos dos shooters “on-rails”, que servem de bom exemplo para descrever Bravo Team.

É possível jogar com Dualshock 4, Move ou o comando Mira, mas a primeira opção é claramente a melhor. Já para não falar que o Mira estava a sofrer de constantes problemas de calibração. Como o avanço entre cobertura é quase automático, a mira acaba por ser aquilo com o jogador mais precisa de se preocupar.

Infelizmente, Bravo Team é um dos shooters on rails mais básico e sem vida que me recordo de ter jogado até hoje. A história e personagens são banais, os cenários não apresentam nada de especial, os momentos de acção são repetitivos e tudo parece altamente desinspirado, como se este fosse apenas mais um jogo VR para encher catálogo.

Existe a hipótese de jogar com um aliado controlado pelo computador ou com um humano, mas infelizmente não consegui experimentar esta opção, pois nunca encontrei alguém a jogar online, por isso tive de me aborrecer sozinho ao longo das poucas horas de jogo (ao menos não demora assim tanto tempo a terminar).

A juntar a isto, ainda existe a ferida aberta de Bravo Team me fazer lembrar Socom US Navy Seals, um jogo que era vastamente superior em todos os aspectos e ainda tinha um dos melhores modos online da sua geração. Ver potencial desperdiçado pela Sony neste jogo, só mostra que Socom irá ficar para sempre relegado ao esquecimento.

Bravo Team ainda consegue apresentar um visual interessante, especialmente para um jogo VR, mas não se consegue destacar dentro dos seus elementos genéricos e jogabilidade pouco inspirada. Se querem um bom jogo on-rails podem ir por Until Dawn Rush of Blood ou DOOM para um FPS mais normal.

Positivo:

  • Nada mau visualmente
  • Pode ser jogado com outra pessoa…

Negativo:

  • …Mas não se encontra gente online
  • Desinspirado
  • Repetitivo
  • Problemas de calibração
  • A Supermassive é capaz de bem melhor

 

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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