- Plataformas: PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch 2, PC
- Versão de Análise: PC
- Informação Adicional: Imagens retiradas da página Steam.
Granblue Fantasy: Relink é mais um daqueles jogos que demorou o seu tempo a ser lançado, tendo sido inicialmente anunciado em 2016 o jogo foi adiado vezes sem conta até finalmente ver a luz do dia em 2024, dois anos mais tarde e uma expansão de nome “Endless Ragnarok” foi publicada, trazendo novo conteúdo para o endgame do jogo base.
Para aceder ao conteúdo de Endless Ragnarok vão então necessitar de concluir o conteúdo de Granblue Fantasy: Relink, tanto a sua história principal como o endgame que desbloqueia as sidequests de dificuldade maior, e após terminar um dos confrontos mais exigentes do jogo, vão então desbloquear o conteúdo central de Endless Ragnarok, mais confrontos exigentes.
Começando então com Granblue Fantasy: Relink, o jogo é baseado no browser gacha Granblue Fantasy, tendo lugar no mesmo universo e trazendo algumas das personagens principais e populares da série para um jogo de acção. O jogo faz um pequeno sumário dos eventos iniciais da história de Granblue Fantasy, introduzindo o mundo e as personagens caso os jogadores não sejam familiares com o mesmo, oferecendo também pequenos episódios dedicados a cada personagem jogável para melhor explorar as mesmas. Quanto aos eventos do jogo a história em si tem lugar num local diferente e oferece uma nova narrativa e personagens inéditas que não estão presentes no jogo original.
A história principal de Relink não é muito longa e a de Endless Ragnarok também não é grande, no entanto para o bem ou para o mal, a atracção principal são as quests que os jogadores terão de repetir vezes sem conta para coleccionar items que podem ser utilizados para tornar as vossas personagens mais fortes. Basicamente Granblue Fantasy: Relink decidiu trazer um dos aspectos mais conhecidos do jogo original que é o “grind” por materiais, e enquanto que não está ao nível do infame Guild Wars ainda vão contar com várias horas de grind, e este é o aspecto principal do jogo, o que infelizmente torna tanto o jogo base como a expansão Endless Ragnarok difícil de recomendar para todos uma vez que apenas os fãs de Granblue Fantasy irão adorar o tipo de conteúdo que o mesmo oferece.
Não estou a brincar quando refiro que a repetição e grind das quests são o foco principal de Granblue Fantasy: Relink, uma vez que quando a história for terminada (algo que durará cerca de 15h), o que resta a fazer é as quests que tanto vão desafiar o jogador (ou jogadores se as fizerem online) como ajudar a tornar as suas personagens mais fortes para então atacar quests ainda mais poderosas. Por si não seria assim tão mau, a jogabilidade tem os seus momentos bons mas o jogo está mais perto de ser semelhante a algo como Monster Hunter ao invés de RPG tal como é indicado pela produtora.
O grande problema é a repetição destas quests, com a maioria a serem versões mais fortes dos mesmos bosses encontrados durante a história principal, e mesmo com o novo conteúdo de Endless Ragnarok grande parte continua a ser uma repetição dos mesmos bosses e sem algo novo para oferecer, sendo ainda pior quando grande partes destes bosses ou são do tipo aéreo, ou seja, estão a voar, ou são do tipo que nunca está quieto num sítio, forçando os jogadores a perseguir o inimigo de um canto ao outro. Algo que qualquer pessoa que experimentou vários jogos de acção e que as produtoras ainda tem complicações a entender é que ninguém gosta de inimigos aéreos ou que não estejam parados por um segundo neste tipo de jogo, pois o combate acaba por ser mais tedioso e frustrante que divertido.
Uma outra novidade em termos de jogabilidade é a adição do Conflux, um novo modo de jogo ao estilo rogue like que é desbloqueado durante o sexto capítulo de Granblue Fantasy: Relink e que oferece grandes recompensas, ajudando a tornar as personagens mais fortes a um paço mais rápido para o conteúdo de Endless Ragnarok. É uma onda de ar fresco bem vinda tendo em conta o grinding repetitivo das mesmas quests que o jogo contém, mas não tem muito a oferecer, necessitando de um pouco mais de conteúdo e variedade para destacar-se como uma boa adição ao jogo, no entanto continua a ser bem vindo pois os jogo necessitava de algo novo.
Obviamente que esta expansão também oferece novas personagens, a maioria a ser desbloqueada à medida que os jogadores avançam durante a história de Endless Ragnarok mas também é possível adqueri-las mais cedo com os tickets caso os jogadores desejam jogar com a sua personagem favorita mais cedo. Uma vez que as novas personagens recrutadas estão ao mesmo nível da vossa personagem mais forte não existe grande problema em adquirir algumas mais cedo.
Falando em adições à equipa, é agora possível invocar alguns Primals de Granblue Fantasy, embora estes sejam exclusivos das quests de dificuldade Chaos juntamente com o Conflux. Alguns dos summons são controlados automaticamente, juntando-se à equipa e atacando os inimigos presentes, enquanto que outros podem ser controlados directamente pelo jogador. Ainda dentro do tema de summons, existe uma forma avançada de summons chamada Primal Burst que funciona de maneira semelhante ao Full Burst, onde sob certas condições os jogadores poderão invocar summons ainda mais poderosos. Tendo em conta os desafios ainda mais difíceis que esta expansão oferece, estas duas adições são muito bem vindas.
Com o lançamento de Endless Ragnarok, Granblue Fantasy Relink recebeu suporte para crossplay entre todas as plataformas, não sendo necessário a expansão para poder jogar com pessoas ou amigos que estejam em outras plataformas. Tanto o online como o crossplay funcionam bem mas poderão ter alguma dificuldade em encontrar jogadores que estejam a fazer as quests de um nível mais baixo, tendo mais sorte com as quests endgame de Relink ou de Endless Ragnarok.
Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok faz umas mudanças necessárias que o jogo base necessitava, juntamente com algum novo conteúdo, infelizmente este conteúdo não é variado o suficiente para oferecer uma boa experiência, algo que o jogo já sofria. O ponto mais negativo do jogo é a sua insistência em repetição das mesmas quests e do imenso grind que os jogadores são forçados a fazer apenas para encontrar mais do mesmo. Embora seja algo que os fãs já estão habituados esta era a oportunidade perfeita para fugir um pouco dessa fórmula e criar algo novo e interessante dentro do universo de um dos jogos mais velhos do género.
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