Review – Death Stranding 2: On the Beach (PC)

  • Plataformas: PlayStation 5, PC
  • Versão de Análise: PC
  • Informação Adicional: Imagens e capturas de vídeo retiradas do site oficial do jogo. Análise feita baseado num código

Faz quase dez meses desde que Death Stranding 2: On the Beach foi lançado na PlayStation 5, chegando agora a vez de a versão PC ver a luz do dia. Uma vez que a versão original do jogo já foi analisada pelo Daniel Silvestre, esta versão não vai focar-se muito nas novidades que o novo jogo tem ou na nova narrativa que é apresentada, focando-se mais na sua performance na nova plataforma e adições para esta versão.

Posso dizer que quando joguei o primeiro jogo (também no PC) achei que era um jogo complicado de analisar, no entanto isso não quer dizer que não tenha gostado do mesmo, muito pelo contrário, Death Stranding é certamente o meu jogo favorito de Hideo Kojima.

Com o anúncio de Death Stranding 2: On the Beach estava curioso em saber como a sequela iria melhorar o que foi apresentado no primeiro jogo. Mais que a história, queria saber de qual maneira a jogabilidade seria melhorada, e fiquei mais que surpreendido com o resultado final, em especial com alguns dos aspectos técnicos que foram apresentados na versão PC.

Provavelmente a primeira questão que irá surgir na cabeça de todos assim que a versão PC é mencionada será a qualidade gráfica do jogo. Death Stranding 2: On the Beach possui uma qualidade incrível, ainda mais que o primeiro jogo. Com a versão PC a contar com novidades como Ray Tracing, suporte para frame generation e várias opções para customizar a qualidade gráfica, posso dizer que é o melhor jogo em termos gráficos que experimentei no PC e mesmo com a maioria das opções no máximo o jogo correu incrivelmente bem e nunca encontrei qualquer tipo de problema técnico ou de performance, algo que hoje me dia costuma ser um milagre nas versões PC de qualquer jogo.

No entanto, mais que os gráficos, quero destacar o trabalho sonoro. A versão PC (não esquecer que algumas destas novidades também foram adicionadas à versão PlayStation 5) conta com suporte para spatial sound, e posso dizer que é uma função bastante necessária para este jogo. Uma vez que grande parte de Death Stranding é travessar vários tipos de terreno e por vezes evitar uma multitude de inimigo, spatial sound é uma adição excelente.

Estar a navegar por uma floresta e ouvir claramente o som da folhagem a ser pisada por Sam juntamente com a água a correr à distância num rio que nem consigo ver foi uma experiência que não esperava e que espantou-me muito mais que a qualidade gráfica. Quem quer que seja que esteve ao encargo de trazer o jogo para o PC fez um trabalho excelente em termos de qualidade e performance.

Uma das novidades que foi introduzida com a versão PC é um quinto modo de dificuldade “To The Wilder“, tornando-se no modo mais difícil após Brutal. Death Stranding 2: On the Beach assume que o jogador é familiar com o primeiro jogo, uma vez que oferece vários materiais e equipamento logo a início ao invés do primeiro jogo que atirava Sam para um mundo desolado sem qualquer tipo de preparação.

Devido a isso Death Stranding 2 é por vezes um pouco mais fácil, em especial no combate uma vez que o jogo adopta um pouco mais alguns dos elementos presentes em Metal Gear Solid V: The Phantom Pain. Tendo iniciado a minha jornada no modo normal tal como fiz com o primeiro jogo deparei-me de imediato com uma grande facilidade na travessa do cenário ou combate com inimigos, chegando ao ponto onde comecei a criar algumas restrições para mim mesmo.

Tendo em conta isso, To The Wilder oferece um maior desafio, tanto a stamina como o equipamento de Sam gastam-se muito mais rapidamente, e quando digo mais rápido quero dizer MUITO MAIS RÁPIDO. Apenas um par de segundos à chuva e o equipamento degrada-se por um terço, sendo necessário ter em conta não só o ambiente como o equipamento disponível e os desafios que serão encontrados.

Para além disso os inimigos tanto humanos como BTs são mais terríficos. Demorando mais tempo antes de desistirem de perseguir o jogador, prestando mais atenção aos seus redores e tendo uma melhor visão à distância, e tal como é habitual, também são mais poderosos, fazendo mais dano ao jogador e com uma maior capacidade para absorver dano. Brutal á uma boa experiência para quem acha Normal demasiado fácil, no entanto To The Wilder é a experiência definitiva para aqueles que querem dedicar-se à vida de Porter.

Outras novidades incluem um modo de treino tal como a versão Director’s Cut do original adicionou, a opção de reviver certas batalhas e, possivelmente a parte mais importante, o facto de o “Chiral Cat” agora aparecer no quarto de Sam, muitas vezes estando apenas a dormir na sua cama (isto sendo escrito por mim no mesmo exacto momento em que os meus gatos estão a dormir na minha cama).

Death Stranding 2: On the Beach é um bom upgrade em termos de jogabilidade, e as adições que a versão PC oferece tornam o jogo numa experiência ainda mais brilhante. Não só é um porte com mais opções e melhor qualidade gráfica e sonora como também conta com uma óptimia optimização e estabilidade, tornando o jogo num porte de qualidade.

Mathias Marques
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