PróximoNível Jukebox 14 – Monaco

 

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Monaco é um jogo de acção furtiva que foi lançado no ano passado. O que o destacava dos demais era a sua apresentação altamente retro, uma utilização – e por vezes exagerada – de cores que era impossível virar a cara. O humor estava sempre presente e as missões eram espectaculares. Foi um dos melhores jogos que joguei no ano passado.

Para além do minimalismo na apresentação gráfica, a banda sonora também passou por este tratamento. O que mais chama a atenção na banda sonora é o facto de ter sido feita pura e simplesmente com um piano. Raramente temos a inclusão de um orgão electrónico ou vibrafone, mas em 98% do jogo não vamos ouvir mais nenhum instrumento neste jogo e o facto do piano ter um ligeiro efeito de eco de vez em quando, faz lembrar filmes noir ou mudo.

Cada situação do jogo tem uma música a acompanhar, seja ela uma cena de tensão, de fuga ou até de missão efectuada com sucesso, mas a verdade é que a invulgaridade de toda a banda sonora no geral e a maneira como foi pensada, tornam esta experiência única.

Sempre que estamos numa cena um pouco mais sossegada, a música no piano toca suavemente e cria um clima de tensão excepcional, mas quando as coisas começam a complicar para a personagem, seja o pisar de um alarme ou caso tenhamos sido descobertos, passamos para músicas muito mais energéticas. Espectacular.

Nenhuma música é igual, e grande parte das melodias compostas para este jogo têm uma certa peculiaridade e estão tão coloridas que é impossível estar a jogar este jogo sem bater o pé. Para acabar em grande esta banda sonora, somos introduzidos a uma performance vocal ao estilo blues/jazz juntamente com o piano para.

A banda sonora ficou a cargo Austin Wintory, um compositor que trabalhou noutros jogos como flOw, Journey, The Banner Saga e muitos mais. A ideia que ele projectou para a banda sonora neste jogo encaixou centrou-se num sentimento de nostalgia misturado com algum humor e afirmou: “Quando é que voltarei a ser perguntado para fazer algo deste género?”.

Podem ler também a minha análise a Monaco: What’s Yours is Mine aqui.

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