PróximoNível ao Domingo T2 – Artigo 20 por Silver4000

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Vamos là deixar de pensar em fazer uma intro e começar a fazer uma intro, fui eu que iniciei os PróximoNível ao Domingo da comunidade e sempre disse que estes deveriam chegar ao numero 20, e então cá vim eu para realizar esse feito.
Se se recordam, no meu primeiro PND escrevi exclusivamente sobre animes, para fugir um pouco à temática de videojogos que havia em todos os PNDs, queria pensar em como fazer outro PND diferente, mas o Daniel colocou-me logo no início da lista quando eu disse que ia pensar, não faz mal até porque eu já tinha umas ideias, e embora não seja um PND diferente, também não será um Modding Zone, será algo mais ‘’pessoal’’ desta vez. Falando de algo mais do que simplesmente animes.

Para Jogar:

Podia falar do South Park The Stick of Truth, o jogo super hilariante que saiu no inicio deste mês, ou do Final Fantasy X/X-2 HD Remaster que saiu à dois dias atrás, mas vou falar de um jogo que saiu à mais tempo e que comprei à duas semanas atrás na PS Store, numa promoção que ainda está a decorrer, falo de Far Cry 3: Blood Dragon.

Nada tem a ver com o jogo original, é algo que muitos acharam serem uma piada quando foi anunciado, até porque foi anunciado no dia das mentiras. Numa sátira aos anos oitenta o jogo decorre num mundo ‘’retro futurístico’’ com ciborgues por todo o lado, com diálogos hilariantes, imensas referências a filmes dessa mesma década e uma boa jogabilidade, embora sendo pequeno.
O protagonista é um humano que foi trazido de volta à vida sendo transformado num ciborgue, de nome Rex Power Colt, é enviado numa missão para uma ilha englobada em caos, com animais transformados em ciborgues, dragões ciborgue que disparam raios lazer e outros humanos ciborgue.
Sacai a demo, jogai e comprai!
Se isso não é suficiente, este vídeo com a cortesia do Kanudo pode ajudar-vos a mudar de opinião… ou não…

(Não tive intenções secundarias na escolha do video :3)

Para ler, ver e ouvir especial:

É especial porquê? Porque queria mesmo falar disto e não sabia qual das três secções recomendar…

Vi e li à cerca de um mês atrás, Beck. Uma história sobre um rapaz que se junta a uma banda.

Começando pela OST, é a primeira vez que gosto de uma banda (embora as da manga/anime sejam fictícias, as musicas foram todas feitas pela mesma banda Japonesa, Beat Crusaders) e de música com letra, porque originalmente sou um tipo de instrumentais… a opera também tem o seu charme.

Bem, deixo aqui a OST para irem ouvindo enquanto lêem o resto.

http://www.youtube.com/watch?v=gRccuGkTrPk

(Jà agora Fox, tudo ok se te roubar esta ideia das legendas por um bocadinho?)

Indo para o Anime:

Beck: Mongolian Chop Squad (Beck é o nome da banda no Japão e Mongolian Chop Squad é o nome no estrangeiro, o anime adoptou este titulo para evitar confusões com o cantor de mesmo nome, pessoalmente adoro Mongolian Chop Squad, tem a sua piada) este teve uma adaptação de 26 episódios, não chegando a metade da manga, sendo esse um dos dois pontos negativos que tenho a referir.

Estando uma adaptação muito boa da manga, só no início tem um ou dois acontecimentos um pouco alterados, e podem calhar por ver a versão censurada, onde irão ouvir menos ‘’Fuck you’’ tal como podem ler muitas vezes na manga.

E porque escrevi fuck you? Não foi para não dizer a palavra em Português, ou por ter visto com legendas em Inglês, é porque é mesmo assim que o dizem no Anime, mas o anime é Japonês, e isto foi uma surpresa para mim, e algo que me agradou bastante, tanto falam Japonês como Inglês!

Pois é, dois tipos de Inglês para ser preciso, o bem falado, e o mal falado que mal se percebe, uma das boas surpresas do anime, sim na manga havia a diferença das línguas, mas podia não ter sido assim no anime.
A historia começa quando Tanaka Yukio, com alcunha de Koyuki, um rapaz com catorze anos, que se achava aborrecido (isto já é uma novidade, normalmente o protagonista está aborrecido) e que ninguém reparava nele, sendo a sua existência indiferente, na opinião dele.

Chega o dia em que se cruza com um rapaz que tinha vivido no estrangeiro, Ryusuke Minami, de dezasseis anos, e desperta a sua paixão pela música. Começa a praticar guitarra e então entra na banda recém-criada por Ryusuke, Beck (nome inspirado no cão de Ryusuke), sendo que então Koyuki descobre que tem um talento inato para cantar, com uma voz que surpreende todos.

A história desenrola com a criação da banda, os treinos da banda, os problemas da banda (falta de dinheiro, e os inimigos que fizeram na industria, chegando até a problemas entre os membros), até ao primeiro grande concerto e sucesso da mesma.
E ai situa-se o problema, o anime acaba mesmo no fim desse concerto, dado num festival, sendo que resumem a tour Americana, que vem depois, em fotos, passando por muita parte que merecia estar feita em episódio, e acabam assim com um resumo de uma ‘’arc’’, e sem continuar o resto.

O estilo artístico não é nada especial, mas é diferente do que se costuma ver, e achei que criava ambiente e gostei imenso. E não preciso falar da banda sonora, porque já foi feito ali atrás.

(Pray or you will become prey. Nice one)

Falando da manga, é só ler tudo aquilo ali atrás, a história continua apos a tour Americana, onde a vida não é fácil para a banda. Mas nem tudo é sobre a banda, também é apresentada a vida amorosa de Koyuki, com Maho Minami, a meia-irmã mais nova de Ryusuke, os problemas de Ryusuke com gente perigosa, a quem roubou o cão Beck e a guitarra Lucille (se reconhecem o nome, sim é a mesma, mas a historia é diferente), as imensas situações embaraçosas que Koyuki faz, algo hilariante, mesmo naquele tipo de cena de alta tensão ou emocionante, lá lhe calha o azar de tropeçar ou algo do género, e até mesmo os problemas amorosos do professor de guitarra de Koyuki.

Verão também várias referências a wrestling e claro, músicos, sendo que a banda visita até três locais famosos relacionados com certos músicos (não digo quais para não estragar a surpresa).

O desenho a início é um pouco estranho, tal como o anime, é diferente dos estilo de hoje, mas isso não causa problema nenhum, os únicos pontos negativos são não se poder ouvir a música sendo isto uma manga sobre música, e de acabar, com um final em aberto, pois isto podia ir e ir e ir, que eu continuaria a acompanhar, que é o que costuma acontecer com este tipo de manga casual, que é o meu género favorito.

É melhor não me alongar mais, já foi imenso só para isto, que mais parece uma análise, se isto não vos despertou a curiosidade… não sei o que fazer…

Para recordar:

Chegou o momento da nostalgia, desta vez peço-vos para recordarem o videojogo que mudou a vossa vida, e que vos fez olhar para os videojogos com outros olhos.

E é agora que falo de Final Fantasy X (não é algo que tinha de falar, tenho feito várias referência e vocês já sabem que este é o jogo que levo para a cova, mas lembrei-me deste tema que achei que seria bom falar, e então lá vem o jogo).

Era eu criança quando vi o meu primo jogar uma vez, passados alguns anos, eu lembrava-me mal do jogo, mas parecia-me interessante, e então um dia quando estava em casa dele perguntei se me podia emprestar, após jogar um pouco na PS2 dele, ao qual me responde ‘’podes ficar com ele, eu não gosto’’ (omg k thanks yay <3), pois… ele é mais virado para jogos de futebol, carros e isso. Sorte a minha.

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(como tem sido muito texto, deixo uma imagem para pausa, esta é a capa da versão PS Vita com ambos os jogos, e da caixinha de cartão da limited edition da PS3, é simplesmente linda *.*)

E então lá fui eu jogar, e à maneira que jogo, descubro que os videojogos são mais do que simples entretenimento e premir de botões. Não quero com isto dizer que é difícil, e não quero com isto dizer que é fácil, quero com isto dizer que o jogo me impressionou com o que apresentava.

Eram personagens com história e desenvolvimento, era uma linda história na qual participava, locais magníficos que dava vontade de explorar, uma gameplay das melhores que vi até hoje, pois podia planear bem os meus ataques (e até fazer ‘’batota’’ para adiar o turno do inimigo vezes e vezes sem conta, dentro dos limites possíveis, pois a mesma estratégia não resultava duas vezes seguidas), e, a coisa que foi mais importante para esta experiência e reviravolta que presenciei, a banda sonora.

Final Fantasy X não seria o mesmo sem a sua banda sonora, era magnífica, tocava nas alturas ideais, e combinava com os locais e acontecimentos, foi esta banda sonora que me abriu o interesse para a música… instrumental (uau, já é a 2ª vez que falo dos meus ideais de musica, será que é cedo para dizer que ando com ideias de comprar um baixo e o Rocksmith 2014?).

Devo dizer que foi o filme do Senhor dos Anéis que fez a primeira reviravolta na minha vida e me despertou o interesse para a era medieval e rpg’s, e o Final Fantasy X veio reforçar essa reviravolta, e desde ai nunca mais olhei para um videojogo simplesmente como algo de puro entretenimento, pois as produtoras também se esforçam para criarem experiências imersivas e únicas.

E com o Remaster do X já nas prateleiras, e a minha limited edition em mão, é a partir de agora que vou novamente jogar o meu jogo predilecto (embora a ost tenha sido remasterizada) e recordar os bons momentos, ou então ver se afinal mudei de ideias… (o sistema de combate continua a ser bom).

Para ler:

Pois como já sabem, sou um homem de mangas, e por isso venho recomendar uma que li à algum tempo atrás, sendo esta a primeira obra do criador de Fairy Tail.

Rave Master é o nome da manga da qual irei falar onde vou tentar não me alongar tanto como fiz com o Beck.
Haru Glory é um rapaz que vive com a sua irmã e… uma espécie de… planta? Colada à sua casa. Que certo dia quando estava a pescar, apanhou um… cão? Insecto? Boneco de neve? Uma coisa estranha, mais tarde revelado que se chama Plue.

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(E vocês o que acham?)

O dono de Plue aparece, um velho chamado Shiba, possuidor de uma espada chamada de Dez Comandamentos, e de uma pedra chamada Rave. Depois de certos acontecimentos Shiba diz que Haru é o novo herdeiro do poder de Rave e entrega-lhe a espada e a pedra, e também Plue, que possui o poder de Rave. Sendo agora o objectivo de Haru recolher as restantes pedras Rave e destruir os Dark Brings, umas pedras que oferecem poder, mas tornando quem as usa numa pessoa malévola.

No início da sua jornada Haru encontra Elie, uma rapariga que perdeu a memoria, e os dois juntam-se para concluírem ambas as metas, a de Haru e a de Elie, que é recuperar a sua memoria.

Durante a sua aventura, eles fazem mais companheiros, como por exemplo Hamrio Musica, um Silver Claimer, ou seja, consegue moldar prata (pensem no Edward Elric de FullMetal Alchemist, ele faz o mesmo mas com metal), e fazem inimigos, nomeadamente a Demon Card, o grupo inimigo das primeiras arcs, que possui Dark Brings, sendo eles então um dos objectivos de Haru, enquanto procura as pedras Rave e a ‘’mãe’’ de todos os Dark Brings.

A história vai-se desenrolando, introduzindo novos objectivos e personagens, tendo muitas situações cómicas, e imensas reviravoltas bastante interessantes, sendo a história da Elie a melhor delas todas, e tenho a referir duas personagens bastante boas, o Hamrio Musica, a minha preferida, que esteve envolvido numa boa historia, e Sieg Hart, que obteve um crescimento enquanto personagem e um final de que não estava à espera, tenho também uma outra personagem mas não vou dizer pois seria um spoiler, só digo isto: Fez-se à irmã do Haru.

Acabo por aqui, dizendo que o autor teve mais alma nesta manga do que está a ter no Fairy Tail onde só é fan service, algo raríssimo nesta.

Para ver:

Agora venho falar de três canais do youtube que me fazem rir e que conseguem alegrar o meu dia.
Com adaptações e piadas hilariantes, que mesmo os fãs adoram.
Sendo o primeiro CardGamesFTW, o pioneiro das Abridged Series que agora abundam pelo youtube.

Antes conhecido por LittleKuriboh, onde um dia, foi lançado um vídeo com o título de YuGiOh The Abridged Series, e ainda mais e mais saíram, sendo o propósito de resumir, parodiar, apontar as ‘’censuras’’ americanas em relação à versão japonesa e entreter os espectadores.

De momento a série encontra-se no clímax do duelo entre Yugi e Marik, os primeiros episódios podem mostrar uma má qualidade, mas foi melhorando ao longo dos tempos, espreitem.

A segunda é outro canal de abridged series, TeamFourStar, sendo este canal dedicado a Dragon Ball Z, sendo também hilariante (babei-me e fiquei a rir durante dias com uma certa piada) e estando de momento perto da introdução do Cell.

O último canal também é um de paródia, mas a filmes. Sendo este PistolShrimps, com 2 jovens Noruegueses (se não me estou a enganar, mas o conteúdo é feito em Inglês), eles e mais uma equipa fazem uso do ecrã verde e inserem-se em vários momentos de filmes, tais como Harry Potter e Senhor dos Anéis, os filmes que mais usam, e inserem-se como personagens, usando as falas dos filmes para criarem vídeos hilariantes, tudo na forma de trailers de filmes. Altamente recomendadíssimo.

Para ouvir:

Não venho recomendar nenhuma banda nem algo do género, já o fiz ali em cima, vou partilhar duas peças (eram para ser três) da banda sonora do anime The Melancholy of Haruhi Suzumiya 2009, sim, é outro anime casual, o meu favorito dentro do género.

A primeira é tocada num dos episódios onde a escola realizou um festival cultural, para captar a vossa atenção.

A segunda é uma que toca várias vezes ao longo dos episódios, acompanhadas sempre pelos monólogos narrativos do protagonista, Kyon, e eu acho que é a música perfeita para ser tocada no nosso dia-a-dia completamente normal.

Bem… talvez houvesse algo mais para falar, mas vamos deixar por aqui, ficam para um outro ProximoNivel ao Domingo, ou para um Modding Zone.

O que eu gostei de escrever este PND, ser algo pessoal deu mais gosto de o fazer, já que gosto de escrever e falei de coisas que gostava imenso, agora é comentar sobre os assuntos e esperar pelo próximo PND, mesmo que não tenham jeito para escrever inscrevam-se, fazendo assim algo diferente do vosso dia a dia, que ficará marcado como uma nova experiência, que é sempre algo bem vindo nas nossas vidas.

Até à próxima.

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