Olá e bem vindos ao 2º Modding Zone. Desta vez lançado no seu horário fixo, todos os Sábados às 17H podem vir cá ao PróximoNível para ler a nova edição desta rubrica!
Desta vez estreamos com novos segmentos, o Jogo Esperado, onde cada um de nós falará do jogo que mais anseia nesse mês. A continuação da nossa Tábua Cronológica sobre Sonic, uma recomendação sobre a longuíssima série Doctor Who, a final do nosso debate sobre Reboot’s, e! Com marcação fixa no início de cada mês, uma votação!
Ora toca a ir ler.
Jogo esperado:
Plants VS Zombies Garden Warfare – Silver4000
Desde que foi apresentado na E3 de 2013 que eu fiquei com imensa vontade de o jogar.
Do que se trata este jogo? Para quem conhece a série, sabe que é uma espécie de Tower Defense, onde temos de semear plantas para derrotar zombies. Ora a PopCap Games e a EA decidiram tornar isso num Third Person Shooter, com modo cooperativo até 4 pessoas (onde jogam com as plantas, a derrotar 10 hordas de zombies), um modo chamado de Gardens and Graveyards, onde podem ter até 24 jogadores, equipas de 12 VS 12 entre zombies e plantas onde é preciso conquistar bases adversárias e até um modo Deatmatch onde terão de matar a equipa adversária até determinada pontuação.
A jogabilidade está muito bem conseguida, baseada na mecânica da série, e está bastante engraçado.
É só esperar pelas reviews e de um possível (por favor) lançamento para as consolas Sony.
Thief – Tylarth
Apesar de a série já ser “antiga” esta nova entrada promete muito, embora não tenha tido contacto com os jogos anteriores e na altura do anúncio me ter levado a crer que se tratava de um rip-off de Dishonored, uma rápida pesquisa fez desaparecer as minhas dúvidas.
O teaser feito em CGI e apresentado na E3 torna o tema do jogo interessante mas como tudo o que é “bonito” faz-nos elevar as expectativas para patamares elevadíssimos com chão de vidro e tenho estado a desviar-me das fendas desde então. Então perguntam vocês, porque é que eu estou há espera deste jogo? A resposta a isso não poderia ser mais simples. Depois de ver as demonstrações ao vivo e de ter sido decepcionado, o que é que pode descer mais as minhas expectativas? Mais vale passar um bom bocado agarrado ao jogo e aproveitar o que possivelmente será um excelente jogo de stealth mas não um verdadeiro next gen (este será um tema a ser discutido num futuro MZ) como fora prometido.
Ao mesmo tempo que fico deslumbrado com maneiras interessantes e por vezes inteligentes de executar ou passar por inimigos sem ser detectado, penso que estes jogos são muito bons por isso mesmo as diferentes maneiras de completar uma missão, incluindo sempre maneiras de passar sem matar nenhum guarda ou sem ser detectado para um fã de jogos de estratégia é sempre aliciante. Também fico algo desiludido porque quando se fala de um jogo next gen e olhamos para o jogo e vemos que a única evolução é gráfica torna-se um pouco complicado estar tão ansiosamente à espera.
Espero estar enganado e que uma das evoluções que mais espero seja uma IA mais aguçada. Em jogos como Dishonored ela é relativamente boa, mas demasiado robotizada e criar estratégias que nunca funcionariam na nossa cabeça, tornam-se possíveis devido a essas falhas. Assim, só com o jogo em mãos é que poderei tirar estas dúvidas, mas acredito que serão umas horinhas bem passadas.
Tábua Cronológica: Sonic Parte II
Após o lançamento de Sonic the Hedgehog, o sucesso fora imediato e os criadores começaram a desenvolver uma sequela. Em Novembro de 1992 Sonic The Hedgehog 2 tomou o mundo de assalto. Devido ao enorme sucesso do título anterior e à vontade da SEGA de continuar a crescer, foi desenvolvido um plano para que Sonic 2 chega-se a todo o mundo ao mesmo tempo, os planos para o primeiro lançamento mundial e provavelmente um dos primeiros videojogos a conseguir um “midnight launch”. O jogo foi um enorme sucesso e mais uma vez, planos para um terceiro jogo começaram de imediato.
A 24 de Fevereiro de 1994, Sonic The Hedgehog 3 chega até ao público, por esta altura Sonic era tão ou mais famoso que o rato Mickey, teve direito a brinquedos do “happy meal”, teve planos para bandas desenhadas e desenhos animados e conseguiu também ser a primeira personagem de videojogos a participar na parada de balões de acção de graças (feriado americano). Tudo isto claro a somar a peluches, malas, cobertores, enfim…o que quer que fosse, podia ter um Sonic estampado.
Oito meses após o lançamento de Sonic 3, foi lançado Sonic & Knuckles, este cartucho para a MegaDrive trazia consigo um segredo, através de um encaixe na parte superior do mesmo era possível conectar os 3 jogos anteriores e jogar como Knuckles nos níveis de Sonic 2, se juntarem Sonic 3 com este terão acesso ao verdadeiro final do jogo caso coleccionem todas as esmeraldas.
No entanto a era dourada ficou-se por aqui, por esta altura Sonic não conseguiria subir muito mais alto, mas existe uma coisa que ninguém consegue parar, a evolução da tecnologia. Numa era em que todos os videojogos teimaram em fazer a transição para um mundo a 3 dimensões, Sonic não acompanhou este ritmo, na verdade só o voltaríamos a ver num título de série principal muito mais tarde em 1999. Juntem-se a nós na próxima edição, onde vamos investigar uma era de lançamento de sonhos.
Recomendação: Doctor Who (série)
–Tylarth–
Doctor Who é uma série que detém o record do Guiness na categoria para mais longa série televisiva de ficção científica. O primeiro episódio da série vai para o ar em 23 de Novembro de 1963 e foi então que começou um grande sucesso. Na altura a série era apenas sobre um “alien humanoide” que salvava cidades, planetas e galáxias com o auxilio de uma chave de fendas sónica, uma caixa azul que viaja no tempo chamada “T.A.R.D.I.S.”, e ainda uma companheira humana.
Com o passar dos tempos e tendo em conta que estamos a falar de um alien, um Time Lord, os truques e capacidades deste Ser seriam infinitos e assim ao longo dos anos, fomos conhecendo mais sobre esta personagem, chegando até à primeira grande revelação, a regeneração. A regeneração é hoje uma das marcas da série mas na altura em que o primeiro Doctor interpretado por William Hartnell se regenerou num outro Doctor interpretado por um actor diferente, os fãs ficaram chocados, pois provavelmente nunca antes acontecera uma substituição de actor consciente mesmo dentro da série. Como os companheiros de viagem vão e vêm, também agora o Doctor podia ser mudado e é isto que fez com que a série pudesse ter tal recorde. Por outras palavras é a única série onde os reboot’s fazem parte da história.
A série original é emitida até 1989, ao longo de todos estes anos vemos 7 actores a tomar o papel de Doctor cada um trazia consigo uma nova interpretação do papel, renovando a magia da série. Em 1996 é feita uma tentativa em formato de filme para trazer a série de volta, apresentando um novo Doctor, não correu da melhor forma e só veríamos o regresso da mítica personagem em 2005. Na minha opinião não vale a pena rever todos os episódios desta série clássica, a verdade é que está datada e muitos dos inimigos presentes durante todos os episódios estão na nova série.
A verdadeira mudança ocorre num simples factor, entre a pausa que ocorreu entre o filme e a nova série de 2005 ocorreu uma grande guerra e o Doctor é agora o último da sua espécie. Assim recomendo que deem uma vista de olhos em alguns episódios, talvez ver os episódios que correspondem às regenerações e terão uma boa ideia sobre o que se trata nesta série. Quanto à nova série, vou deixar que o Silver a dê a conhecer com todos os wibbly-wobbly, timey-wimey que lhe correspondem.
–Silver4000–
Comecei eu a ver a nova série e nem sabia de existência da original.
No entanto não foi isso que me impediu de apreciar, compreender e gostar da série, apesar de ser a primeira vez que via, sem conhecimento da clássica, esta apresentou-se como nova, explicando quem era o Doctor, dando uma nova trama, a Time War, que acontecera entre o 8º e o 9º Doctor (o da nova série), onde os Time Lords e os Daleks (os arqui inimigos do Doctor) combateram até só restar o Doctor, como único sobrevivente.
Não era preciso então ter conhecimento da antiga série, apenas para algumas personagens e referências, e se quisessem saber o que aconteceu antes.
Chega então o momento da primeira regeneração da nova série, fui apanhado de surpresa com isto, uma mudança de actores para o papel principal, e a série tratava isso de forma normal!
Ao longo desta nova série foram aparecendo antigos inimigos, como os Dalek, Cyberman, algumas criações novas e bastante boas, tais como os Wheeping Angels ou o Vashta Nerada. Antigos companheiros, tais como novos. Um vasto leque de personagens para adorar, odiar, temer, em especial o Doctor, é sempre triste ver o nosso favorito “morrer”, mas temos sempre curiosidade em ver como será este novo, pois a sua maneira de ser é completamente diferente.
Não acho que seja necessário ver os episódios antigos, pois a nova série, mesmo continuando a história, introduz-se também como algo novo, criando a sua própria história. Podem ir ver por curiosidade, tal como eu, ou espreitar os momentos mais memoráveis, como a primeira aparição dos Daleks, ou dos Cyberman, a primeira perda do Doctor, as suas regenerações, ou mesmo episódios importantes que revelassem coisas sobre o mesmo.
–Tylarth e Silver4000–
Com os 50 anos da série veio um especial, que com Steven Moffat por trás do guião só poderia querer dizer uma coisa “PLOT TWIST”. Este episódio deu a volta a tudo aquilo que em que fomos acreditando ao longo do tempo. Presentemente existe um novo Doctor ainda por se estrear nas suas próprias aventuras que deverão começar em Agosto de 2014.
VERSUS
Na última edição, foi começado o debate sobre se os Reboot’s seriam bons ou maus, com Tylarth no lado de quem é a favor, e Silver4000 no lado de quem é contra.
Foi uma acesa discussão, invocando até os demónios de Devil May Cry.
Fiquem então com a conclusão.
Tema: Reboot’s. Um mal necessário?
Silver4000– Alguns reboots até podiam ter nome diferente.
Tylarth– Mas são reboot’s logo tem que ter o mesmo nome, porque tratam o mesmo tema com uma abordagem diferente.
S- Então e achas bem as empresas que falharam em dar um final a uma série simplesmente se meterem a fazer algo novo com o mesmo nome? Só porque sabem que assim vai vender. Então vamos agora pegar no Tomb Raider, tal como o nome indica, explorador de tumbas, onde é que no novo jogo se explora tumbas? Tem uma ou duas, diferente da série anterior.
T- As empresas que optam pelo reboot estão muitas vezes a dar a sua última cartada a fazer com que a sua ideia vinque no mercado. Eles também têm interesse em dar o melhor que podem.
S- Não me espantaria se o God of War fosse o próximo a ter reboot, fizeram tanto bacalhau no último jogo da série, e depois anunciam um novo que afinal é prequela. E fariam reboot só porque já é um nome conhecido. E sabem que iriam comprar.
T- O novo Tomb Raider, tem o mesmo conceito que o anterior até certo ponto, uma aventura onde o sobrenatural se encontra com a sobrevivência e a aventura, é lógico que numa era onde os jogos se aproximam cada vez mais de filmes seja necessário boas personagens, e a antiga Lara Croft, era um vaso de ferro, “pumpumpum” tás morto, era uma personagem que o que podias dizer sobre ela era o que vias à primeira vista, não tinha profundidade, era desinteressante e os últimos jogos antes do reboot estavam com uma jogabilidade bastante datada. Se não houvesse um reboot da série, seria necessário uma mudança inexplicável da personagem em si. Uma vez que estava mais do que construída.
S- Ou seja, tal como já disse, usar o nome já conhecido só para espremer mais dinheiro. Deixando a série original sem um fim.
T- Jogos como Tomb Raider não precisavam de um fim, cada jogo era apenas mais uma aventura.
S- As companhias deviam de pensar nos fãs que acompanharam a série durante anos, e fazer-lhes o final que merecem.
T- Os reboot’s são e sempre serão opções, e sempre existirão opiniões diferente em relação aos jogos e filmes que sofrem esse processo, uns porque ficam datados outros porque ficam desnecessariamente complicados, e acabam por dar aos fãs algo diferente mas baseado naquilo que os levou a gostar da série ao mesmo tempo que a actualizam e atraem novas pessoas para os seus mundos.
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Termina então o 2º Modding Zone, e com ele, o tema reboot’s, façam da vossa justiça e digam o que pensam sobre o tema.
Até à próxima.
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