Modding Zone – Artigo 12: Caudas de fada e cães de duas cabeças

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Bem-vindos à dúzia, uma dúzia de Modding Zones, uma dúzia de sábados, uma dúzia de rubricas sem acento, uma dúzia de… qualquer coisa.
Nesta DÚZIA, porque nunca é demais dizer dúzia, temos a ultima parte da tábua cronológica sobre Jak and Daxter, seguido de um especial sobre um anime, depois temos outro Press Play, aquele cantinho onde mostramos um video, e no final, a 2ª parte da nossa história interactiva.

Agora “duziem” lá para baixo (ok trocadilho mal feito…)

Tàbua Cronologica:
Jak and Daxter Parte IV

E em Março de 2006 a Ready at Dawn lançou um novo jogo dentro da série de Jak and Daxter.

Desta vez tratou-se de um título para a PSP, chamado Daxter, sendo este uma prequela a Jak II Renegade, contando o que se passou entre a chegada dos nossos heróis a Haven e dois anos depois da altura em que realmente começamos o jogo. Apesar deste ‘’spin off’’ não ter sido realizado pela Naughty Dog, foi bem recebido, tendo notas melhores que Jak X.

Neste jogo, mantendo o mesmo estilo de Jak 2 e Jak 3, o centro da história é Daxter, que acaba por trabalhar como exterminador de insectos para um velho amigável. Daxter obtém então duas armas que terá de usar durante o jogo e também para concluir puzzles, um mata moscas eléctrico, que serve como ataque básico, e um pequeno ‘’tanque de exterminação’’, que Daxter pode usar para lançar spray sobre os insectos, sendo que este recebe upgrades mais tarde, tais como um lança chamas.

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O jogo ainda tem uns minijogos de combate de insectos, e outros de sátira a filmes conhecidos, tais como Senhor dos Anéis, Matrix e Brave Heart.
Devido ao seu tamanho, só uma pequena parte de Haven City está livre para ser explorada.

Foi um jogo que fez vender PSP’s, e um tempo de antena bem cedido a uma das personagens que é a alma da série.

Em Novembro de 2009 surge um jogo que não é amado por todos os fãs.
Produzido pela High Impact, já que a Naughty Dog estava ocupada na altura com o Uncharted, Jak and Daxter: The Lost Frontier toma o nome como 4° jogo da série, sem contar com os spin-off.

Nesta aventura, Jak, Daxter e Keira partem em busca de uma solução para resolver o problema de falta de Eco no mundo, acabando por encontrarem piratas aéreos.

A jogabilidade passou a ser de plataforma linear, sem uma cidade para explorar, não havendo a tal sensação livre e de exploração dos jogos anteriores, isto deve-se sobretudo ao facto do jogo ter sido feito a pensar na PSP, embora na altura do lançamento tenha saído para PS2 e PSP, a versão PS2 pode ser vista como as nossas agora habituais versões HD.

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O jogo trouxe de volta os outros poderes eco, sendo que agora Jak não podia usar o seu alter-ego negro e branco, tendo que usar os velhos eco verde, azul, amarelo e vermelho para puzzles.

Outra nova introdução foram as batalhas aéreas, onde Jak controla um aeroplano enquanto tenta destruir outros aeroplanos inimigos.

A última introdução que menos agradou aos fãs foi as sequências de Dark Daxter, onde o Ottsel acabou novamente numa poça de Eco Negro e se transformou numa espécie de Taz-Mania versão grande e negro.

A história acabou por não ser muito interessante e o jogo fácil, ao contrário dos seus antecessores. Tendo as mesmas notas que Jak X.

Ainda para mais furor dos fãs, a Naughty Dog veio mais tarde dizer que se pudesse teria feito Jak and Daxter The Lost Frontier de maneira diferente, e que não estão contentes com o que foi produzido, que poderia ter saído algo melhor.

Desde então que nunca mais saiu nenhum jogo da série, os fãs esperam por uma novo capítulo, que seja o verdadeiro 4° jogo, já que muitos se recusam a aceitar o Lost Frontier como mesmo. A Naughty Dog já veio dizer que pensou em fazer um novo jogo antes de produção de The Last of Us, tendo até revelado algumas ilustrações do projecto abandonado numa conferência sobre The Last of Us. Explicando que exploraram muitos conceitos para fazerem um reboot.

Se pensarmos um pouco sobre a série, este é um caso onde o facto de um estúdio não ser o verdadeiro detentor de um IP acabou por o estragar. Ou seja olhemos para o que aconteceu aqui, a Sony pede um novo jogo, a NaughtyDog não consegue desdobrar a sua equipa, o projecto é entregue a outra produtora com os habituais paninhos quentes: “Ei não vai acontecer nada de mal, vocês vão poder guia-los no desenvolvimento!” Finalmente quando a empresa volta a ter tempo não sabem como emendar a trapalhada deixada por outros, e o que resta? Reboot.

É claro que nem todos os casos são maus, Sly Cooper Thieves in Time foi um sucesso, mas isso é assunto para outro dia.

Opinião:

Fairy Tail (Anime/Manga)

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Fairy Tail, a manga e anime de sucesso de agora, começou a 23 de Agosto de 2006, é a segunda manga de Hiro Mashima, criador também de Rave Master.
O Anime começou a 12 de Outubro de 2009, e acabou em 30 de Março de 2013, mas a segunda temporada iniciou-se a semana passada, e é por isso que nesta edição vamos falar da série.

Apesar de serem temporadas diferentes os acontecimentos entre uma temporada e outra são seguidos, no entanto as diferenças são imediatas, havendo diferença visual em algumas personagens.

Mas vamos lá falar sobre o que se trata em Fairy Tail, para começar somos apresentados a Magnólia, a cidade que alberga a guilda de magos mais “destrutiva” do mundo. A razão pela qual destrutiva está contida em aspas é porque o destrutivo se aplica a danos colaterais, se a missão é salvar um gato de uma árvore o mais provável é que a árvore seja arrancada sacudida para o gato sair e arremessada contra uma parede…

A história desenrola-se à volta das três personagens principais, Lucy, uma rapariga que andava à procura de uma guilda para entrar, em especial, Fairy Tail. Durante a sua viagem acaba por encontrar Natsu, um mago dessa mesma guilda, que anda à procura de um Dragão chamado Ignel, com a companhia de Happy, um gato azul, que sabe falar, e voar. Acabando assim por entrar nessa guilda.

Conforme a história avança descobrimos que Natsu é um DragonSlayer, uma magia especial mesmo entre magos, no caso de Natsu as artes do fogo. Já Lucy conta com dois poderes, o primeiro é o invocar espíritos celestiais para lutarem ao seu lado, o segundo a maior magia de todas… FAN SERVICE, e se não sabem ao que me refiro… enfim temos pena de vocês… Por outro lado Happy, é um pouco como o ATV (do Twitch Plays Pokémon) carregando Natsu pelo ar.

À medida que a história avança acabamos por conhecer outras personagens que se tornam regulares da série, Gray, um mago especializado em magia construtiva de gelo, ou seja cria objectos de gelo, e que tem uma habilidade inata de ficar em tronco nu, e Erza, que começa por ser introduzida como um demónio, (obviamente um exagero) que revela ser uma maga que se especializou no uso de várias armaduras e armas, fazendo uso das habilidades das mesmas. A magia que ela usa acaba por ser o mudar de equipamento rapidamente mesmo a meio das lutas.

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O anime foi ganhando fama e consequentemente foi tendo luz verde para mais episódios seguindo o manga, durante cerca de 4 anos e meio. No entanto e devido a uma excelente atitude por parte da companhia responsável pelo anime, uma vez que estavam já muito próximos da manga decidiram parar o anime, e assim durante um ano o mesmo esteve em pausa, e tal como foi dito no início voltou recentemente.

Algo que é de louvar num anime desta dimensão é a quase ausência de fillers especialmente comparando com outros animes com esta dimensão, existindo apenas uma arc de filler’s e 2 ou 3 episódios de fillers soltos. Conta ainda com OVA’s que na sua maioria se dedicam áquilo que Fairy Tail faz de melhor, comédia. Apesar de contar uma história bastante profunda e cheia de sentimento, a comédia encontra sempre um lugar na história.

Mas e então, o que há de especial em Fairy Tail?

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Opiniões pessoais:

Tylarth – Quando comecei a ver Fairy Tail, já o anime tinha cerca de 20 episódios, no entanto sabia da sua existência desde o primeiro episódio, o que me levou a não começar a ver de imediato foi o nome… Às duas por três com tanto zumzum pelas maravilhosas terras da Internet, lá acabei por ir ver e enfim, fiquei agarrado. Quando finalmente apanhei o comboio não resisti e comecei a ler a manga. Fairy Tail transformou-se mesmo no meu anime favorito, chegando ao ponto de ser o único que eu via.

Silver4000 – Eu quando ouvi falar de Fairy Tail, já a manga andava a metade do que anda agora, e sempre percebia uma coisa diferente do que é. E a razão pela qual comecei a ler a manga, foi porque estava sem nada para fazer, a início não via nada de especial para me agarrar, mas continuei a ver e fui-me agarrando à série, as personagens são óptimas, está cheio de comédia, e fanservice exagerado… Mas a série absorve aquele elemento RPG que vemos nos jogos.

Quando cheguei ao ”fim” da manga, comecei a ver o anime, a banda sonora é excelente, o estilo de animação é bom, e as vozes também, embora de inicio me tenha feito “comichão” a voz do Natsu, mas logo me habituei, agora é acompanhar semanalmente tanto o anime como a manga.

Press Play:

Vídeo partilhado pelo Vitus na shoutbox, uma nova aventura de Conan O’brien no mundo nos videojogos.
https://www.youtube.com/watch?v=kggBy9WZE2g

História Interactiva:
O sítio onde o Sol não brilha

O olhar do cão é assustador, mas se eu fugir é certo que ele me apanhará. Aperto a espada numa mão e ergo o escudo na outra, sinto a respiração de Orthus cada vez mais próxima. Sem pensar, faço um movimento rápido e desfiro um golpe no focinho de uma das cabeças, ele rosna de dor, é a minha oportunidade!

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Corro para trás da fera e com um movimento de espada, corto-lhe a cauda, a fera rosna ferozmente, vira-se e dá-me com a pata, sou atirado para o lado, as minhas costas embatem num pedregulho, a minha armadura está estragada, mal consigo respirar dentro desta carapaça amolgada, levanto-me a arfar e dirijo-me até à besta novamente, mas a sorte não está comigo, os meus pesados passos encontraram um buraco, e o ímpeto do momento não me deixa parar. Conforme escorrego pelas paredes lamacentas da caverna a fraca luz do sol poente extingue-se, e a minha visão de nada vale agora.

Acabei por cair num monte de lama, os uivos de Orthus ecoam pela escura caverna, decido continuar, encharcado faço uso de todas as minhas forças para me ver livre da sucção deste lamaçal, com dificuldade desaperto as tiras de cabedal da armadura e deixo-a para trás. Percebo de imediato que se quero sair daqui vivo tenho que encontrar outra saída, coloco a minha mão numa das paredes, afinal tal como num labirinto se nunca largarmos uma das paredes estamos condenados a encontrar uma saída.

Há muitos sons aqui em baixo, por vezes baixo a cabeça ao ouvir morcegos, enquanto avanço lentamente tacteando caminho com a minha mão livre, os meus pés embatem num corpo, fico hirto á espera de um sinal de movimento, baixo-me e quando lhe toco o som metálico de moedas que acabam de cair no chão ecoa pela caverna, consigo encontrar uma e ponho-a no bolso. Continuo a avançar.

Mais há frente sinais de luz fraca, lentamente vou-me habituando à felicidade da luz. Vejo o que outrora seria uma poça de sangue agora seca e olho para cima, a luz vem de um sistema rudimentar de espelhos, devo ter passado toda a noite a percorrer estes túneis.

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Um pequeno cachorro está a dormir junto á poça de sangue, tão pequenino não deve ter mais do que 3 semanas, ao aproximar-me e para minha surpresa reparo que tem duas cabeças, os focinhos… parece que levaram um murro… pergunto-me como é que este cachorro se vai transformar num daqueles monstros…
Junto á poça jaz uma folha de um papel grosso amarrotado, apanho-a e enquanto tento perceber o que contém deparo-me com 3 caminhos distintos. No meu lado esquerdo o túnel é escuro como uma noite sem luar, o do meio está fracamente iluminado por uma luz ao fundo, e o da direita… escuro e um rasto de sangue seco entra pela escuridão a dentro.
Olho mais uma vez para a folha na minha mão, e é então que ouço um rosnar, Orthus não está longe… tenho que me apressar a escolher.

Na folha embora manchada pelo sangue consigo perceber que se trata de uma representação apressada do dilema que tenho diante de mim, apesar de todos os símbolos que estão cravados nestas pedras não me posso dar ao luxo de parar, se o cão pequeno está aqui a mãezinha dele não deve demorar muito a aparecer, se conseguir sair daqui rapidamente ainda posso aproveitar a luz do dia para chegar à reunião, na folha há um X desenhado sobre o caminho à minha esquerda, e parece que quem quer que tenha deixado a folha para trás escolheu o caminho da direita… E há algo mais na folha, está um pouco manchado pelo sangue mas parece que alguém escreveu “A MORTE ESPERA-TE NO FIM”. Bem a morte espera-me igualmente se ficar aqui, agora que caminho escolho?

Ao dar um passo em frente sinto algo a puxar-me a perna, o canito acordou… – Bem tu até davas uma bela montada… se bem treinado claro.

Pego no cão colocando-o debaixo do braço e toda a caverna estremece com o uivo, no entanto este uivo foi muito mais profundo que o de Orthus veio mesmo de um dos 3 caminhos á minha frente.

  • Escolha:

O caminho da esquerda, o do meio ou o da direita?

  • Escolha bónus:

Que nome dar ao “pug” de duas cabeças?

 

E chegou ao fim outra du… outro Modding Zone.

Relembra-mos que agora é mais curto, para não vos maçar nestes Sábados onde não fazem nada.

Até ao próximo!

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