Análise – The Witch and the Hundred Knight

 

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Se há coisa pelo qual os jogos da Nippon Ichi são conhecidos, é pelas suas personagens extrovertidas, ataques exagerados, história pouco comum e sistemas de combate profundos cheios de nuances.

Com The Witch and the Hundred Knight, é notório que a NIS tentou transplantar estes elementos para um jogo hack and slash, Dungeon Crawler ao estilo de jogos como Diablo. Está ideia pode parecer genial, mas a sua execução acaba por ficar um pouco aquém do que seria de esperar.

The Witch and the Hundred Knight coloca-nos no papel do Hundred Knight, uma entidade poderosa que tem de cooperar com Metallia, uma bruxa com uma atitude maquiavélica clara. A início, estas personagens prometem muito e o conceito de jogar como adjuvante de uma personagem claramente maligna é bastante interessante, mas infelizmente, difícil de se gostar, muito devido à sua personalidade exageradamente arrogante e nariz empinado.

Por seu lado, as outras personagens acabam por ser claramente mais interessantes, mas o próprio Hundred Knight devia ter uma personalidade bem mais forte e vincada, pois nunca vai bem além de ser um pau mandado.

Em termos de jogabilidade, The Witch and the Hundred Knight entra está enquadrado no sistema de RPG de acção isométrica, tanto quando visitam aldeias onde podem comprar coisas em lojas ou assaltar casas, como nas muitas masmorras onde lutam contra inimigos de vários tipos, bosses, encontram todo o tipo de despojos como armas, equipamentos e outras coisas que podem usar.

Ao bom estilo dos jogos da NIS, o sistema de combate consegue ser tão vasto quanto desejarem, ao ponto de ser demasiado vasto para os jogadores menos habituados a estas andanças, ou que queiram algo muito mais imediato. As primeiras horas de jogo tentam explicar de forma detalhada cada elemento de combate e a função de combos com cada estilo de arma, mas é tão longo que vão sentir que demorou uma eternidade até terem uma boa noção de todas as ferramentas à disposição.

A forma como o combate decorre, assim como a movimentação que podem executar está ao nível dos jogos do género, mas se há algo que me desagradou neste jogo é o sistema de tempo limite que surge ao entrar nestas áreas. Temporizadores não são os meus elementos favoritos desde que comecei a jogar os RPG da série Atelier os quais me deixam sempre desagradado por ter o meu tempo contado (é por isso que adoro RPG por turnos), pois é melhor fazer as coisas com tempo do que parecer que temos de fazer tudo à pressa. Este sistema pode até fazer sentido na história, mas não em jogabilidade.

Sendo que jogam com personagens com más intenções, quando interagem com os NPC vão receber Karma positivo ou negativo. Existem recompensas caso sejam bons e penalizações caso sejam maus. Este sistema não influência de forma esmagadora o progresso, mas é desafiante tentar não ser mau quando o que podem obter a curto prazo é muito mais útil.

A nível visual, The Witch and the Hundred Knight faz lembrar imenso os jogos da série Disgaea, seja pelo visual cartoon colorido e desenhos ao estilo anime, como pela sua música que podia muito bem ter sido utilizada no próximo Disgaea. Quanto às vozes, podem ouvir tanto em inglês como japonês, mas embora as vozes inglesas não estejam nada más, as japonesas encaixam perfeitamente nas personagens, por isso esta é a versão a escolher.

The Witch and the Hundred Knight ainda é um jogo bastante longo, com várias horas de exploração e muitas formas de explorar o sistema de combate ou realizar algumas missões secundárias. De qualquer forma, a longevidade fica assegurada por vários trechos de diálogo que ainda vão além dos 10 minutos de duração em muitos casos.

Confesso que as minhas expectativas para The Witch and the Hundred Knight estavam elevadas, mas ter jogado este jogo na ressaca de jogos como Dark Souls 2 e inFamous: Second Son não o favoreceu muito, pois enquanto os outros dois me continuavam a puxar para jogar mais umas horitas, The Witch and the Hundred Knight não me conseguiu prender da mesma forma.

Resumindo, se gostam de RPG de acção, o estilo japonês e Diablo é demasiado negro para vocês, então The Witch and the Hundred Knight é um jogo bastante bom, mesmo que demore um pouco a arrancar e a complexidade inicial esmagadora.

Positivo:

  • Visual agradável e colorido
  • Humor
  • Variedade de ataques e armas
  • Boa banda sonora ao estilo Disgaea

Negativo:

  • Demora a arrancar
  • Difícil apreciar Metallia
  • Complexidade exagerada em alguns momentos
  • Sistema de tempo contado

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