Análise – Strider

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Para os mais novos, Strider pode ser um nome totalmente desconhecido, ou talvez um dos lutadores de Marvel vs Capcom, mas a verdade é que Strider é uma das várias personagens do passado da Capcom.

Depois de vários anos sem um jogo próprio, a Capcom recrutou a equipa da Double Helix (remake de Killer Instinct), para trazer Strider de volta à vida. O resultado acaba por ser bastante positivo e uma das boas surpresas deste início de 2014.

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Este novo Strider acaba por contar de uma forma diferente a mesma história do primeiro jogo. Aqui jogam como Strider Hiryu, uma espécie de Ninja futurista pertencente a uma organização. Como missão, Strider precisa de invadir Kazakh City e matar o vilão que domina esta cidade.

A história de Strider demora muito tempo a ser contada e a exposição sobre as personagens é muito pouca se jogarem apenas a campanha. Os inimigos mais importantes vão aparecendo de forma gradual e servem normalmente como bosses.

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A jogabilidade de Strider é uma mistura entre o sistema de plataformas e ataques clássicos, com algumas habilidades especiais à mistura que foram pensadas para este jogo. Podem invocar ataques especiais, chamar robôs para vos proteger, deslizar pelo chão, entre outras habilidades que, além de servir para dar dano aos inimigos, são ferramentas essenciais para explorar o mundo de jogo.

A forma como os cenários estão construídos em altura incentivam o jogador a explorar todos os recantos em busca de extras e melhoramentos para Strider. A personagem consegue deslizar por condutas, trepar paredes e tectos, entre outras habilidades que vão desbloqueando à medida que progridem na história.

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A exploração utiliza o sistema Metroidvania que tem vindo a ser incorporado em quase todos os jogos de plataforma de acção, ou seja, os cenários podem ter vários caminhos, mas alguns só podem ser acedidos após terem encontrado a arma ou habilidade correcta para essa determinada porta ou zona. Este sistema de progresso já é um clássico e funciona aqui muito bem, transparecendo uma sensação de escala, embora nos obrigue a passar pela mesma zona mais vezes do que devia.

A não ser que joguem em Easy, Strider não é um jogo fácil. Ao principio vão sentir que são os maiores e são imparáveis, mas Strider é um jogo à moda antiga que até faz lembrar Dark Souls, afinal não morrem apenas em bosses, pois por vezes até um grupo bem colocados de inimigos básicos conseguem tirar mais vida do que podiam desejar. O que não ajuda é a detecção de colisão que muitas vezes dificulta a jogabilidade, pensando que estamos a tentar agarrar a parede quando na realidade queremos descer, o que pode ser fatal quando três ou quatro inimigos estão a fazer mira sobre nós.

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Outra decisão que me parece estranha é a inclusão tardia de certas habilidades necessárias, como o Dash que é usado para esquivar, ou o Shuriken que é usado à distância. Estas surgem como ferramentas que ajudam a ultrapassar determinados obstáculos, mas deviam ser das primeiras a ser adicionadas dada a sua utilidade lógica neste estilo de jogabilidade.

Mesmo que não tenha cenários com tonalidades mais variadas. Strider ainda é um jogo com uma arte bastante interessante. Os modelos das personagens podiam estar um pouco mais polidos, especialmente na nova geração, ficando ao nível da geração anterior. De qualquer forma, gostei do ambiente do jogo e a mudança de zonas acaba por oferecer temas diferentes como, esgotos, estações de metro, bases militares e laboratórios bem ao estilo das cidades futuristas dominadas por regimes opressivos vistas em filmes.

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A banda sonora não é nada de especial e não ouvi muitas músicas que ficassem na memória. As vozes seguem os estereótipos do russo mauzão, da chinesa sexy e do cientista maluco, mas nada que fique realmente mal num universo de soldados robôs e Ninjas futuristas.

Sendo um jogo Arcade, Strider consegue ser batido em menos de 5 horas, mas aconselho que a vossa primeira experiência seja bem mais calma e levada numa de exploração dos cenários.

Não se deixem iludir pelo facto de Strider ser um jogo lançado apenas por Download. A Double Helix fez um grande trabalho neste Reboot e conseguiu trazer Strider de regresso à ribalta. Se são fãs de jogos de acção e plataformas ao estilo Metroidvania, então vale bem a pena viver as aventuras deste Ninja futurista.

Positivo:

  • Acção Arcadepn-recomendado-ana
  • Sistema Metroidvania bem implementado
  • Cenários com camadas para explorar
  • Vários segredos para coleccionar
  • Conteúdo ideal para o preço pedido

Negativo:

  • Picos de dificuldade desproporcionais
  • Alguns problemas na detecção de colisão
  • Habilidades essenciais aparecem a meio da campanha

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Kanudo

Sou capaz de arranjar este jogo muito brevemente.
Ninjas ciborgues é aquela cena ^^

Daniel Silvestre

Se gostas do estilo e género então go for it. Vale bem a pena.

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