Análise – Sayonara Umihara Kawase

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Se existem grandes blockbusters japoneses que demoraram a chegar ao ocidente, então imaginem todos aqueles que são considerados Indies até aos olhos da indústria dos videojogos no Japão.

Apesar de ser um jogo de culto por terras do sol nascente, Umihara Kawase é uma série de plataformas bastante própria que tem vindo a gozar de vários lançamentos desde que foi disponibilizado originalmente para a SNES.

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Com tantos anos volvidos, Umihara Kawase chegou à Nintendo 3DS e a Agatsuma resolveu testar a abertura do ocidente a este universo com Sayonara Umihara Kawase. Seremos realmente nós que nós estamos preparados para este jogo, ou é Sayonara Umihara Kawase que não está preparado para nós?

Apesar de ter várias personagens e até uma temática escolar, estranhamente, Sayonara Umihara Kawase dispensa qualquer tipo de enredo ou descrição do que se passa. Quando começamos a jogar somos logo atirados para o primeiro nível e as únicas coisas que são explicadas são as mecânicas de jogo. É estranho, especialmente porque o mundo de jogo é estranho e nada é feito para explicar o porque.

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Sayonara Umihara Kawase é um jogo de plataformas na verdadeira essência e só destoa ligeiramente com a introdução do Hook, ou literalmente, uma linha de pesca com a qual podem explorar os cenários, usando a linha como uma corda ou gancho. Esta linha funciona em termos de físicas, mas estas não são tão parecidas como as físicas reais, respondendo de forma estranha por vezes.

A jogabilidade é bastante lenta a início, mas os puzzles mais avançados começam a exigir combinações precisas entre saltos e utilização do gancho. Estes momentos são de grande tensão, pois a resposta da linha não é a ideal, funcionando de formas diferentes nos mesmos momentos e nós mesmos locais, as diagonais são especialmente complicadas de fazer e em alguns momentos, o mesmo salto e a mesma distância fizeram com que um gancho chegasse à parede e noutro momento não.

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Os problemas com o gancho são cruciais, pois este é utilizado constantemente em quase todos os níveis e sentir que em alguns casos dependemos mais da sorte do que perícia consegue ser muito frustrante. O simples facto de existir um contador de mortes por cenário mostra que morrer é natural nesta série.

Ao contrário de um certo jogo muito difícil lançado este ano, aqui nunca senti realmente que estava a ficar melhor, mas sim a repetir uma tarefa que falhei por pouco ou que tive um golpe de sorte em que a linha seguisse a direção correcta. Isso acaba por ser bem mais frustrante do que recompensador.

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Também a nível de apresentação, Sayonara Umihara Kawase não vai ganhar grandes prémios. O visual é bastante simples e tanto os cenários como personagens são extremamente básicos. A música por seu lado também não é nada de especial e não faz nada para criar uma experiência ainda mais apelativa.

Sayonara Umihara Kawase é uma espécie de Tetris dos jogos de plataformas, não existe aqui história nem lógica para o que se está a passar, o que interessa são os puzzles e a jogabilidade, como falha bastante no último ponto, não é um jogo que me tenha agradado ou que vá recomendar a quem não seja um fã do género.

Positivo:

  • Plataformas puras e duras
  • O gancho é uma ferramenta divertida
  • Três personagens com habilidades diferentes

Negativo:

  • Imprecisão e físicas do gancho
  • Falta de enredo ou exposição
  • Conteúdo non-sense

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