Análise – Prison Princess

  • Plataformas: Nintendo Switch
  • Versão de Análise: Nintendo Switch
  • Informação Adicional: Imagens retiradas durante as sessões de jogo

Mistério, puzzles e dores de cabeça são um género que quase pode ser considerado de culto devido à sua presença quase invisível mas com uma boa quantidade de fãs que continuam interessados em experimentar jogos dentro do género. No que toca a puzzles estes oferecem sempre uma opinião mista, ou são simplesmente puzzles onde o jogador anda às cegas a tentar descobrir qual é o passo seguinte, ou existe uma espécie de história que não tem muito por one pegar.

Prison Princess começa com o ar de ser um jogo de puzzle simples e que não desafia o jogador, mas que apresenta um pouco de história para a situação na qual as personagens se encontram. O herói, que devia estar morto, aparece sob uma forma espectral e encontra duas princesas de dois reinos vizinhos presas no que supostamente é o castelo do Rei dos Demónios.

Tendo em conta que é o herói, este continua o seu dever de ajudar quem necessita e o objectivo do jogo obviamente acaba por ser o de resolver os puzzles para ajudar as duas princesas a fugir do castelo.

Em termos de história temos algo que é apresentado mas no fim não é muito explorado. De certa forma conta com um início, meio, fim, e até conta com cinco finais diferentes, mas o tema, mundo e personagens não são muito exploradas, deixando a desejar nesse departamento.

No que toca aos puzzles a início o jogo dá a ideia de ser demasiado simples, mas a dificuldade acaba por aumentar um pouco. Parte do tempo o jogador provavelmente vai passar da forma habitual, ou seja, a carregar em tudo o que encontra para descobrir a próxima peça do puzzle (literalmente).

Felizmente o jogador pode usar a habilidade “Thief Sense” para ver quais objectos os quais pode interagir com, o que acaba por ser tudo o que esteja no ecrã excepto que à medida que o jogador avança novas iterações são adicionadas a objectos que o jogador já tenha inspeccionado.

Os puzzles ficam divididos em “duas partes”, puzzles normais como xadrez e semelhante, e os puzzles de “iteração” que envolvem as duas princesas e na sua maioria recaem em descobrir a ordem correcta na qual premir os botões. Nestes puzzles o jogador pode “descuidar-se” e tocar nas princesas, algo que está ligado com os múltiplos finais do mesmo.

Estes momentos são escritos com fan service em mente, ou até o modo de exploração normal que apresenta um pouco de fan service. Mas estes momentos não são muito especiais nem oferecem uma grande quantidade de fan service, tendo em conta que o jogo vem de uma produtora de jogos adultos certamente poderiam ter feito melhor.

Prison Princess é um jogo curto que prometia com a sua história mas que infelizmente decide não alongar-se muito pela sua aventura. Os puzzles começam por serem fáceis mas depois a dificuldade aumenta a um bom passo, contando até com pistas que o jogado pode encontrar, sendo o problema o facto de o jogador ser obrigado a ressacar todos os cantos vezes sem conta para poder progredir. Se a produtora estivesse mais investida no jogo este até que poderia ser mais longo e contar com mais, mas da maneira como foi apresentado não passa de algo razoável.

Positivo:

  • História com múltiplos finais…

Negativo:

  • …que podia ter sido mais explorada
  • Por vezes o jogador anda às cegas

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