Análise – Pokémon GO FEST 2021: Dia 2

Se existe forma de catalogar o dia 2 do Pokémon GO FEST 2021, essa palavra é Stress. Se o primeiro dia foi mais calmo e requeria andar bastante para aproveitar o máximo, o segundo dia teve um bocado disso e toda uma gestão enorme de tempo e oportunidade.

Bem-vindos ao segundo dia, onde o caos reinou e afinal quanto mais horas tivesse, melhor tinha sido o evento para todos, pois se parece que uma hora dá para muita coisa, na verdade, fazer Raids demora mais que isso.

Vamos então directos ao assunto, duranto dia de hoje, conta a história que Hoopa misturou o tempo e o espaço (com direito até a efeitos giros no céu do jogo) e todos os lendários já lançados começaram a aparecer nos ginásios por horas distintas consoante o seu tipo e grupo. Tendo em conta que estamos a falar de uma grande quantidade de Pokémon e muita escolha, o que é bom e mau ao mesmo tempo.

Ou seja, para aproveitar este dia, seja com os passes oferecidos ao comprar o bilhete do GO FEST (estamos a falar em quase 20 passes gratuitos entre presenciais e remotos) ou só como um jogador regular, esteve sempre a acontecer demasiadas coisas ao mesmo tempo.

Dependendo da vossa disponibilidade (e a minha foi bastante reduzida por estar a trabalhar e só poder jogar a sério nos intervalos ou depois de sair), o Pokémon que queriam podia nem sequer aparecer no ginásio em vosso redor e se estavam a jogar sozinhos sem qualquer ajuda, não havia muito a fazer.

O evento depedeu imenso da sorte de aparecer os Pokémon que realmente queriam apanhar e lutar. Com toda a preparação típica de uma raid, esperar que todos tivessem capturado o Pokémon da raid anterior e gerir tudo com passes remotos ou aplicações que “emprestam” jogadores para se juntar a nós, cada espaço de raid podia durar 20 a 25 minutos facilmente, o que dá cerca de duas a três raids bem feitas com todos a participar por hora.

Por isso mesmo, quem esteve a trabalhar perdeu quase todas as grandes oportunidades de Lendários, quem esteve em casa fez apenas remotos se tivessem amigos a jogar e com o peso constante do FOMO, imagino que muitos tenham feito poucas pausas e mal se alimentaram para andar a correr de um lado para o outro.

De minha parte, ainda consegui fazer 20 raids muito apressadas e com bastante ajuda de programas para juntar jogadores internacionais. Como o evento estava a decorrer a horas distintas pelo globo, consegui apanhar alguns Lendários que queria de forma remota.

Outro ponto negativo foi o facto da maioria dos Pokémon não terem sido disponibilizados com os seus ataques especiais, como Mewtwo com o seu Psystrike e quem não conseguiu gastar todos os passes remotos que já tinha a tempo de resgatar a caixa com os três extras, ficou literalmente a perder. Custava muito deixar até ao final do dia?

Este conceito de Raids é uma boa ideia mas precisa de muito melhor execução. Foi confuso e atabalhoado e mesmo quando tive tempo, sentia que estava a ignorar os spawns que estavam a aparecer do meu Incenso. Se um deles me deu um verdadeiro Deino Shiny, talvez era onde devia ter passado mais tempo em vez de apanhar vários lendários com 2 estrelas.

A regressar no próximo ano, porque não fazer dois fim-de-semana, um de apanhar e um de Raids? Talvez desse mais tempo para respirar e aproveitar melhor os lendários. Manter o tempo de abertura das raids é uma óptima ideia, mas ter menos variedade a cada hora e talvez mais horas era uma boa idea.

Tendo em conta que foi bem mais fácil aproveitar o primeiro dia do Pokémon GO FEST 2021, o segundo dia dependeu de várias nuances e como tal, senti que o resultado foi inferior ao primeiro


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