Análise – Party Hard 2

  • Plataformas: PlayStation 4, Xbox One, Nintendo Switch, PC
  • Versão de Análise: PlayStation 4
  • Informação Adicional: Imagens e capturas de vídeo retiradas durante as sessões de jogo.

O conceito do primeiro Party Hard sempre foi algo que deixou-me curioso. A excentricidade que os NPCs demonstravam ao dançar sem grandes preocupações, enquanto alguém andava a assassinar os convidados a torto e a direito parece ter um tom parvo, mas ao mesmo o tempo Party Hard consegue ser complexo.

Party Hard 2 não muda muito a fórmula, apresentando uma nova história e algumas novidades em termos de jogabilidade. O modo co-op que foi adicionado ao primeiro jogo está presente de raiz neste jogo, permitindo a dois jogadores invadir as festas localmente, não havendo uma opção para online.

A história tal como o jogo anterior é contada em termos de narração, com duas personagens a falar de eventos que ocorreram desde o início da matança feita pelo protagonista até ao momento em que o apanharam.

Uma das novidades deste jogo é o sistema de crafting, permitindo aos jogadores combinarem items que encontrem pelo cenário como por exemplo gasolina com uma garrafa de álcool que irá resultar num cocktail molotov. Adicionando a habilidade de poder ter três itens equipados e novas maneiras e criar armadilhas, o jogador tem agora ainda mais opções para eliminar os seus alvos ou criar confusão.

Outra novidade é o facto de agora o jogador ter objectivos em cada nível. Onde anteriormente era apenas necessário eliminar todos os NPCs em cada nível, mas agora é possível escolher entre alguns objectivos. Por exemplos nos níveis iniciais o jogador pode escolher entre eliminar apenas traficantes de droga e motoqueiros ou então matar toda a gente, contando ainda com objectivos extra que requerem a exploração e interacção do ambiente.

Acaba por ser engraçado recomeçar o mesmo nível e ver que os NPCs estão a agir de forma diferente ou posicionados noutro local. Ou então por vezes um robô vindo do futuro (e possivelmente com sotaque) poderá aparecer de forma aleatória e perseguir-vos caso vos veja. Infelizmente os mapas não mudam, sendo sempre os mesmos apenas com um posicionamento diferente dos NPCs.

De certa forma a maneira em como cada nível mantém-se igual acaba por tornar o jogo num puzzle, onde o jogador tem de ver quais os locais que pode utilizar para criar as suas vítimas, caso esteja a seguir o caminho com menos mortes. O problema é que com a posição dos NPCs a ser aleatória dá imenso trabalho fazer um plano perfeito, e arranjar maneiras de os matar de uma forma limpa.

O objectivo sempre foi o de matar todos, por isso esta nova aproximação demonstra que o jogo ainda necessita de ser mais aprimorado para os objectivos com menos mortes. Pondo isso de lado é sempre engraçado ver o caos que é criado ao agir com a ideia de “não fui eu”, e também tendo em conta alguns eventos aleatórios que por vezes acontecem, excluindo o “robô” do futuro podem por vezes ver NPCs que iniciam uma luta, convidar um urso para dançar e muito mais. Ou se quiserem podem sempre colocar alguém bêbado ou dar dinheiro para criarem confusão.

O caso pode mudar de figura caso estejam a jogar com outra pessoa e decidem cooperar ao dividir tarefas, ou então fazer uma pequena competição amigável entre vocês apenas por pura diversão (o jogo não suporta qualquer tipo de modo competitivo). Infelizmente continua a não haver um modo online, sendo apenas o modo cooperativo local que está disponível e apenas para dois jogadores ao contrário do jogo anterior que contava com até 4 jogadores.

No que toca a termos técnicos, o jogo claramente tem um aspecto diferente do seu antecessor, contando com um novo visual que está mais elaborado que o primeiro jogo e também uma nova HUD que possui um melhor aspecto.

Em suma, Party Hard 2 continua igual ao primeiro mas com algumas novidades que tornam a jogabilidade mais interessante, com a adição de objectivos a ser a ideia mais interessante. A forma aleatória de alguns eventos e dos NPCs é sempre hilariante de ser ver, mas os níveis acabam por ser sempre os mesmos ao fim de algum tempo, com o jogo a necessitar de alguma variedade neste ponto. Uma interessante adição seria alguns modos de jogo diferentes, nem que fosse um pequeno modo de competição multijogador para tornar as partidas mais interessantes, no entanto estas continuam a ser festas interessantes e estão convidados a participar nelas.

Positivo:

  • Urso dançarino
  • Objectivos extra em cada nível

Negativo:

  • Por vezes é quase impossível eliminar apenas certos alvos sem causar grande confusão
  • Falta de um modo competitivo

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