- Episódios: Season 1 – 12+4; Season 2 – 13+3
- Ano: 2010-2011/2013
- Produtores: Aniplex, Movic, AIC Build, Aniplex of AmericaL, ASCII Media Works, Jumondo
- Géneros: Comédia, Slice of Life, Harem
- Idades: +13
- Linguagem: Japonesa
O mundo do Anime é realmente vasto e consegue providenciar algumas boas surpresas. Recentemente, durante uma das minhas horas de almoço resolvi rever Tamako Market, uma série que adorei e que ficou marcada na minha memória.
Rever Tamako Market foi óptimo, mas também acabou por saber a pouco. Porque? A verdade é que, além de Kill la Kill, já não via Anime há muito. O bichinho voltou e com ele a vontade de ver mais coisas e essencialmente, coisas divertidas. Entre inúmeras sugestões Ore no Imouto foi uma das primeiras que dei atenção, não só por ter bom aspecto, mas também porque engloba videojogos e muita cultura Otaku. Volvidos alguns dias, eis que a série já está vista e resolvi que era uma boa forma de voltar a trazer análises de Anime até vocês.
A temática de Ore no Imouto é simples. Kyousuke e Kirino são irmãos que ao longo da sua infância começaram a criar um afastamento cada vez maior, ao ponto de mal se falarem. Certo dia, após um pequeno acidente caseiro onde esbarram um no outro, Kirino deixa cair da sua mala um DVD com um Anime Ecchi (coisas com teor pervertido) que Kiosuke acredita ser dela.
A parte interessante passa pelo facto de Kirino ser uma aluna e rapariga modelo que é boa em tudo e o centro de todas as atenções, para ela, jogar algo iria classifica-la como uma Otaku. Confrontada com a descoberta, Kirino resolve confessar ao irmão que não só é uma Otaku, como desenvolveu um gosto estranho por jogo perversos com “irmãs pequeninas”. A partir Kyousuke vê-se arrastado para este mundo desconhecido onde vai acabar por ter de interagir mais com a sua irmã que tanto o odeia.
Claro que nada disto é realmente visto de uma forma séria. Kyousuke é uma personagem realmente básica, que apenas se preocupa com o bem estar da sua irmã e com a sua própria sobrevivência perante os ataques “violentos” desta. Isto dá azo a situações hilariantes onde Kyousuke é visto como um perverso violador e abusador de meninas indefesas e com isso, acaba por ser sempre uma alma violentada por todas.
Quando digo todas, é mesmo todas, pois este é um Anime ao estilo Harem onde o herói se vê rodeado de mulheres. À medida que o Anime avança, vão sendo introduzidas mais personagens como Manami, a amiga de infância de Kyousuke, Kuroneko e Saori, duas novas amigas de Kirino do mundo Otaku, Ayase e Kanako que são amigas de escola de Kirino, entre muitas outras secundárias que aparecem ao longo da primeira e segunda temporada.
No geral, as personagens de Ore no Imouto foram muito bem criadas e conseguem oferecer uma boa evolução ao longo das duas temporadas. É possível ver como a interação entre si as faz evoluir de forma pertinente, adicionando muito não só à história, como também às outras personagens. É dificil sair daqui a odiar uma das personagens mais importantes, pois todas acabam por se mostrar interessantes.
Curiosamente, para mim foi mais difícil gostar de Kirino a início, sendo muito honesto, só me apetecia enchê-la de murros de tão parva e irritante que consegue ser, mas curiosamente, a balança começa a mudar e no final do Anime consegui gostar mais de Kirino do que Kyousuke, muito por culpa de algumas decisões que acontecem nos últimos episódios.
Tirando o dueto de irmãos principal, para mim o destaque vai claramente para Manami que é uma personagem bastante sólida e consegue ter momentos altos apesar da sua postura “sem sal” (além de que a família dela é hilariante), Saori que é uma das personagens que mais evolui ao longo da série e por fim e mais importante, Kuroneko, a personagem mais forte e com maior impacto em todo o Anime. A sua presença a início passa um pouco ao lado, mas com o avançar de cada episódio, a Kuroneko acabou por se revelar a melhor personagem de todas e a minha favorita por vários motivos.
Entre as duas temporadas, a primeira acaba por ser ligeiramente melhor que a segunda, mas isso também acontece por causa do final que dão à série, que a meu ver foi o pior que podiam ter escolhido, mas infelizmente, também o mais lógico. De qualquer forma, a segunda temporada ajuda a desenvolver muitas personagens importantes e dá ainda mais sentido ao mundo de Ore no Imouto.
Dá para ver que este foi um Anime com um elevado valor de produção. Não só a animação, desenho e cor é “topo de gama” como foram criados Openings ligeiramente diferentes para cada episódio e finais com músicas de Ending totalmente diferentes, o que mostra que existia muita confiança na criação deste Anime. É verdade que nenhuma das músicas de créditos me ficaram na memória, mas pelo menos a de abertura da primeira temporada é fica gravada na cabeça.
A banda sonora é composta essencialmente por músicas alegres e bem dispostas, que ficam muito bem com o ambiente descontraído. No geral, as vozes também são muito boas, mas podem contar com algumas mais “fofinhas” para certas personagens dos jogos e série de Kirino. Destaco novamente Kuroneko neste departamento pela sua voz realmente bem escolhida.
Apesar de não ser um Evangelion, um GTO, Naruto ou um Dragon Ball, Ore no Imouto conseguiu prender-me e entusiasmar-me como há muito não acontecia com um Anime (talvez com o de Persona 4). No final de cada episódio, só me apetecia ver o próximo e acabei por consumir as duas temporadas em poucos dias.
É impossível não recomendar Ore no Imouto aqui no PróximoNível, a temática tem tudo a ver com quem joga videojogos e é fã de Anime ou de coisas japonesas. É sem dúvida um dos grandes animes que vi nos últimos anos e merece que o comecem a ver mal acabem esta análise. Do que estão à espera? Vão ver!
Positivo:
- Situações hilariantes e embaraçosas

- Temática Otaku
- Muita exposição da cultura japonesa
- Personagens muito boas
- Desenvolvimento de cada elemento
- Kuroneko é “awesome”
Negativo:
- Decisões finais de Kyousuke
- Apetece agredir Kirino ao longo da primeira série
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