Análise – htoL#NiQ: The Firefly Diary

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Depois de ter crescido a jogar jogos difíceis, foi bom ver uma corrente recente de jogos mais exigentes ganharem o seu espaço no mercado.

No caso de htoL#NiQ: The Firefly Diary (sim este é mesmo o nome do jogo), estamos perto de um projecto que podia muito bem ser um Indie, especialmente pela forma como pretende ser complicado por vontade própria, enquanto nos tapa os olhos com um visual bonito.

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Estão a ver a dificuldade e tentativa/erro de jogos como Dark Souls ou Limbo? Bem, htoL#NiQ: The Firefly Diary está longe disso. Muito por culpa do seu modelo de jogo extremamente punitivo, inesperado e comandos de movimentos que respondem de forma mais lenta que um tanque.

Aqui jogam como duas fadas, Lumen, a fada da luz e Umbra, a fada da escuridão. Cada uma destas fadas é usada para movimentar ou ajudar Mion, uma miúda frágil e com aspecto adorável, que acaba por morrer de todas as formas possíveis e imaginárias. Muitas vezes por culpa própria.

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Quando movimentam Lumen, Mion avança na sua direcção, seja para andar em frente, subir plataformas, escadas, empurrar caixas, entre outras coisas. O grande problema está ligado ao posicionamento, pois a resposta e velocidade de tudo neste jogo é bastante lenta e se por acaso deixam Lumen demasiado afastada por terem de fazer algo com Umbra, Mion continua a andar, mesmo que à sua frente esteja um monstro, um precipício ou uma serra eléctrica gigante.

Lumen é controlada com o ecrã táctil, mas por outro lado, Umbra só é activada com o toque do painel traseiro, o que não é 100% prático. Umbra pode usar todas as sombras para se movimentar e aceder a sítios e objectos com os quais podem interagir. O problema deste elemento passa mais uma vez mais pela precisão, pois dei por mim a carregar algumas vezes sem resposta, ou a carregar num ponto de interacção, apenas para sair das sombras e ser apanhado por um monstro.

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A início pensei que podia ser problema meu, mas acabei por perceber que não, htoL#NiQ: The Firefly Diary é mesmo assim, é um jogo de tentativa erro, onde até os comandos tentam dificultar a tarefa. Certamente não é a melhor decisão de design de jogabilidade.

O problema é que htoL#NiQ: The Firefly Diary é um jogo bonito e interessante de se jogar. Alguns momentos são acessíveis e intuitivos de jogar, mas logo de seguida, somos colocados à prova com algo que requer tempos exactos em 2 ou 3 passos, os quais precisam de repetir SEMPRE quando falham. Nem no Limbo perdi mais de 10 vezes de seguida em qualquer puzzle, aqui, certas zonas, foram uma autêntica matança, mas desta vez sem a culpa ser apenas minha.

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htoL#NiQ: The Firefly Diary está recheado de momentos mágicos e diferentes, como a possibilidade de ver momentos de história difusos numa visão isométrica. Na maioria dos casos, a história não é clara e são os cenários que dão a entender o que se passa, mas no geral, o mundo é macabramente belo.

Claro que o visual ajuda, pois o desenho e arte são bastante bonitos. Nem sempre é o mais prático e na maioria dos casos, algumas cores até ajudam a “esconder” o que precisamos de fazer ou ver. De qualquer forma, htoL#NiQ: The Firefly Diary é bonito e ainda mais em movimento. A banda sonora é extremamente minimalista, embora com alguns momentos bonitos ou sons mais perturbadores.

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Quando comecei a jogar htoL#NiQ: The Firefly Diary, confesso que estava à espera de um jogo de exploração com progresso por puzzles, mas nada me preparou para todos os momentos de frustração que me levaram a parar de jogar e voltar mais tarde, não por ragequit, mas porque me fazia perder o interesse.

htoL#NiQ: The Firefly Diary funciona e é jogável, mas só deve ser jogado por pessoas que adoram puzzles cheios de tentativa/erro e que não percam a paciência tão cedo.

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Positivo:

  • Arte e estilo visual
  • Conceito minimalista
  • Ambiente desconfortável
  • Utilização das sombras

Negativo:

  • Tudo parece responder em câmara lenta
  • O ecrã e paínel táctil nem sempre respondem bem
  • Mortes constantes que obrigam a repetir muitos passos
  • Muita tentativa/erro

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