Análise – Deep Rock Galactic

  • Plataformas: Xbox One, PC
  • Versão de Análise: PC
  • Informação Adicional: Imagens retiradas durante as sessões de jogo.

Existem sempre ideias para jogos que ou funcionam com um único jogador ou com um espírito de cooperação e competição activo, mas uns poucos conseguem safar-se tanto de uma maneira como de outra. Simplesmente acabam por ser melhor apreciados em equipa ao invés de uma experiência solitária. Deep Rock Galactic é um desses jogos, sendo possível apreciar o mesmo numa aventura a solo ou então a trabalhar com uma equipa com mais três pessoas.

O objectivo do jogo é bastante simples, explorar o planeta de Hoxxes IV e fazer o trabalho para o qual qualquer anão nasceu, criar túneis e minar todos os materiais preciosos que encontrarem. Para o realizar terão de aceitar missões que vos irão levar até a uma caverna do planeta onde poderão começar a mandar com a picareta em tudo e todos. Estas missões variam entre coleccionar certo tipo de pedras preciosas, recolher flora a recuperar ovos das várias formas alienígenas que existem no planeta.

Infelizmente não existe um grande número variado de missões, sendo estas três a maioria do que irão encontrar, mas por outro lado são livres de explorar o planeta à vontade para recolher minerais extra que são necessários para melhorar a vossa personagem.

Podem personalizar o aspecto da vossa personagem à vontade e também melhorar o vosso equipamento, sendo aqui que todo o trabalho que tem a recolher os materiais começa a compensar pois permite que melhorem a vossa oportunidade para sobreviverem o perigoso ambiente de Hoxxes IV porque irão encontrar mais do que simples calhaus que podem destruir e recolher.

Estas grutas, que são processualmente geradas, estão infestadas por vários insectos aliens que irão dar trabalho caso não tenham cuidado e que serão um inferno vivo nas dificuldades maiores. Melhorar o vosso equipamento ao adquirir novas habilidades para as vossas armas e também para a MULE e BOSCO irá ajudar nas situações mais complicadas.

Caso estejam a fazer uma aventura a solo serão acompanhados por BOSCO, um pequeno robô que poderão comandar para ajudar a minar ou combater contra aliens. Para além de BOSCO também podem contar com a presença de MULE tanto sozinhos como acompanhados por outros jogadores já que a MULE tem o papel importante de depositarem tudo o que recolheram.

Se decidirem optar por uma aventura com outras pessoas então BOSCO não estará presente, mas por outro lado existe um total de quatro classes que podem escolher. Scout que foca-se mais em explorar o caminho adiante, Driller que pode minar por paredes com mais facilidade, Gunner que tem mais experiência em combate e Engineer que pode criar turrets para defender os jogadores.

Podem optar por cada um pegar numa classe diferente para melhor cooperação ou então adaptarem uma estratégia que envolva classes iguais. Se por exemplos tiverem uma missão que vos obrigue a enfrentar grande hordas de inimigos fortes o melhor será talvez ter mais Gunners na equipa ao invés de uma equipa mais balançada em termos de classe.

Neste momento cada aventura acaba por ser uma nova experiência e dependendo de estarem sozinhos ou não, é sempre interessante. No entanto o jogo poderia contar com novas adições em termos de conteúdo. Diferentes tipos de missões, algo extra como BOSCO para quem está a aventurar-se a solo, e até novos tipos de equipamento ou lugares a explorar seriam muito bem vindos para incentivar mais quem está a jogar sozinho e criar novos desafios para quem está a jogar em equipa.

Opinião adicional por: Alexandre Barbosa

Deep Rock Galactic é extremamente divertido, todas as missões contam com objetivos simples cuja execução é o verdadeiro desafio. O jogo conta com alguns princípios básicos, cada anão pertence a uma de 4 classes, cada classe tem as suas próprias armas e engenhocas, e todos têm uma picareta.

Anões e picaretas são os melhores amigos na gíria desde há muito, e Deep Rock Galactic faz dessa relação uma das mecânicas de jogo mais satisfatórias dos últimos tempos. A minha parte favorita é a necessidade de muitos objetivos forçarem os jogadores a pensarem fora da caixa, literalmente. Muitos dos objetos que temos de recolher estão colados ao teto, para lá chegar, podemos tentar a sorte com cordas, criar uma escada com plataformas ou, a minha favorita, cavar um túnel nas paredes das minas.

Claro está que isto seria uma tarefa bastante mundana e sem pressas, não fossem as minas espaciais estarem repletas de monstros que nos querem matar, por vezes de formas criativas. Aranhas gigantes, aranhas com armaduras, aranhas radioativas, aracnídeos explosivos, aranhas que lançam teias, alforrecas voadoras elétricas e ainda, mosquitos que viram demasiados documentários de vida selvagem sobre águias a largar as suas presas das alturas, são apenas alguns dos inimigos que iremos enfrentar. E não, não recomendo a quem padeça de arachnophobia.

Outro ponto que vale a pena referir é que todos os níveis são gerados aleatoriamente, pelo que dificilmente irão jogar o mesmo nível duas vezes. Mesmo quando falhamos, podemos voltar a repetir a mesma missão, mas o mapa irá mudar. Este é o fator que faz de Deep Rock Galactic um vencedor, com a sua jogabilidade bastante divertida e com níveis novos constantemente, cada descida às minas é sempre uma animação.

Na minha experiência é sempre divertido jogar com vários jogadores, caso estejam sozinhos têm a ajuda de um parceiro robô chamado BOSCO, mas não é a mesma coisa. Deep Rock Galactic é também bastante carismático e faz do seu centro espacial um paraíso dos mineiros bastante descontraído. Na verdade, quase poderia ser apresentado como uma estância de férias para mineiros. Para além de um quarto com computador e acesso à Internet, podem também utilizar o bar e a pista de dança, jogar uma espécie de barril ao alvo, desligar a gravidade e se as coisas ficaram séries até existe um hospital a bordo. Se, por outro lado, forem anões com um maior requinte podem também visitar o museu espacial. Mesmo fora das missões, continuamos a divertir-nos e a julgar as danças dos nossos companheiros.

Conforme jogam e angariam pontos, o vosso nível sobe e irão desbloquear tanto melhoramentos para armas, como novas peças de indumentária. Este acaba por ser o ponto onde tenho algumas queixas, o progresso é demasiado lento no desbloquear de novas roupas e não só, mesmo quando temos novas peças para comprar, muitas delas são demasiado mundanas para valerem a pena o esforço.

Este é um jogo cooperativo onde o caos, é o rei. A pressão exercida sobre os jogadores, faz com que existam muitas situações engraçadas, de risco e recompensadoras. Esta é uma experiência mais do que recomendada para qualquer amante de jogos cooperativos de ação.

 

Opinião adicional por: Daniel Silvestre

Que boa surpresa que Deep Rock Galactic acabou por ser. Se a início nos parecia que era apenas “mais um” jogo que não chamou a atenção de qualquer elemento da equipa, a verdade é que ficámos totalmente rendidos.

Não é uma questão de ser um jogo com um conceito simples que o limita, pois é mesmo agarrando no seu conceito básico de explorar cavernas e recolher materiais enquanto matamos bichos que o torna em algo tão viciante. São os pormenores de como o fazemos, de como trabalhamos em equipa, do que recolhemos e de como chegamos ao objectivo que o fazem brilhar.

Claro que este jogo não seria tão bom se não fosse possível jogar com outras pessoas e foi isso exactamente que nos convenceu. O facto de podermos trabalhar em conjunto e sobreviver em conjunto é um dos pontos altos deste jogo e a forma como o podemos fazer é demasiado vasta. À medida que os mapas ficam mais complexos, descobrir a melhor forma de explorar e ter tudo pronto para fugir assim que a enchente de monstros chega é uma grande experiência.

Sim, se não forem jogar com outras pessoas, Deep Rock Galactic é bastante limitado e muito menos divertido, no entanto, com amigos, é uma uma diversão tremenda que vai desde o defender dos colegas numa fuga apertada para a nave de resgate até ao partilhar de umas cervejas enquanto dançam no lobby.

Positivo:

  • Minar é estranhamento divertido
  • Personalização dos anões
  • Tanto funciona bem em equipa como a solo
  • Minas aleatórias funcionam bastante bem

Negativo:

  • Progresso demasiado lento

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