Análise – Contrast

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A imaginação é algo muito forte, a força de vontade desta consegue destruir barreiras e resolver os puzzles mais complicados que existem.

Ao menos é isso que Contrast nos ensina, um dos grandes jogos Indie deste ano que chegou de rompante ao PC e algumas das consolas presentes no mercado (incluindo a PS4 e Xbox One).

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Contrast usa um mundo muito próprio e uma temática ao estilo dos filmes Noire do século passado, com um toque aos filmes de detectives e vida de Cabaret.

No meio de todo este mundo recheado de violência e oferta do corpo vive Didi, uma criança que habita numa casa desfeita pela separação dos seus pais, o que a leva a criar uma amiga imaginária, Dawn, que tem a estranha capacidade de se transformar numa sombra e assim criar novos caminhos e desvendar vários puzzles.

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O mais interessante desta relação entre Didi e Dawn é que apenas Didi pode ver Dawn, mas esta consegue materializar o mundo em seu redor por alguma estranha razão e claro, seremos nós a controlar todos os movimentos desta amiga imaginária.

Contrast funciona tal e qual um jogo de plataformas em 3D quando estão a navegar pelos mapas e um jogo de plataformas em 2D quando se transformam numa sombra e percorrem as paredes. Para isto acontecer, precisam de usar o posicionamento das luzes e as sombras em vosso redor passam a ser plataformas na parede que pretendem percorrer.

A início, estes puzzles são realmente simples e lineares, mas com o avanço do jogo, vão poder movimentar holofotes e objectos nos cenários para criar novas plataformas ou mudar a posição das sombras. É um sistema divertido e desafiante, mas que sofre de alguns problemas de jogabilidade em termos de aproximação quando tentam usar algumas plataformas em modo de sombra.

Infelizmente, esta mecânica começa a ficar algo gasta com o passar do tempo e algumas missões conseguem ser realmente chatas de completar antes de nos dar acesso a uma parte mais interessante da história de Didi e dos seus pais. Existe uma séria tentativa de adicionar mais elementos, mas não consegue ser tão bem sucedido como algo como o recente The Legend of Zelda A Link Between Worlds, por exemplo.

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Depois de algum tempo de jogo, e quando as coisas começam a encarrilar de forma mais expressiva, Contrast acaba, deixando um sabor ligeiramente agridoce, pois nunca chega a ser tão majestoso como parece prometer.

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Visualmente, o tema ao estilo dos anos 20 é realmente luxoso e consegue ser bastante apelativo, porém, está longe de conseguir puxar por qualquer uma das plataformas mais avançadas de nova geração ou pelo PC, que foi a versão de análise.

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Quanto às vozes e banda sonora, tenho a dizer que gostei bastante da maioria das vozes dos actores secundários, mas a voz da Didi consegue ser algo irritante em algumas ocasiões. A música é realmente boa e até existem alguns números de Cabaret bem feitos.

Como jogo Indie, Contrast é uma opção bastante forte, mas é visível que todo o jogo podia ter sido algo mais se não tivesse sido distraído pela gula de estar pronto a tempo da chegada da nova geração. Mais uns meses e podiam ter sido corrigidos alguns erros e sido dada mais vida a muitos dos cenários, que parecem fazer parte de um mundo fantasma e abandonado.

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Se gostam de jogos de plataformas diferentes, Contrast é uma aposta interessante e sólida (e obrigatória caso tenham PS Plus na PS4), mas existem jogos melhores no mercado para satisfazer a vossa sede por jogos Indie do género.

Positivo:

  • Boas mecânicas de plataformas
  • Alguns puzzles inteligentes com as sombras
  • Ambiente Noire
  • Boas vozes dos actores secundários
  • Excelente banda sonora

Negativo:

  • Novidade da mecânica das sombras desvanece depressa
  • Alguns objectivos desinteressantes
  • Vários glitches nas passagens entre sombra
  • O mundo parece desprovido de vida por vezes
  • Acaba depressa

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Silver4000

” o que a leva a criar uma amiga imaginária, Dawn”
“O mais interessante desta relação entre Didi e Dawn é que apenas Didi pode ver Dawn”

Hum hum, tell me more.

Foi uma boa escolha para ser oferta do PS Plus na PS4. Quando estiver barato um dia eu compro.

Daniel Silvestre

I see what you did there. Mas eu destaquei isso por ser estranho que uma personagem imaginária consiga interagir com o cenário e com objectos sólidos e só ela a possa ver xD

Silver4000

Hehehe, mas por acaso também achei isso ”estranho”, especialmente quando é na parte das sombras.

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