Análise – Conception 2: Children of the Seven Stars

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É muito mais comum ver um RPG chegar ao mercado com uma temática medieval do que como algo passado numa era que podemos associar ao actual.

A verdade é que é possível criar RPG em todo os estilo de universos, seja uma epopeia espacial como Mass Effect, uma história de espionagem como Alpha Protocol ou um retrato da vida moderna como Persona.

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Curiosamente, são estes RPG que conseguem trazer uma lufada de ar fresco ao género, pondo de lado armaduras medievais e os típicos inimigos dos contos de fantasia.

Conception II: Children of the Seven Stars é um dos RPG que segue a linha de algo como Persona, embora numa vertente um pouco mais futurista. Estamos a falar de um RPG tipicamente japonês com combate por turnos e interacção social entre personagens. Curiosamente, é também um dos melhores RPG da PS Vita e da Nintendo 3DS lançados este ano.

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Antes de mais, tenho de dizer que alguns dos temas de Conception II: Children of the Seven podem ser algo estranhos para aqueles que não são grandes fãs de jogos japoneses ou anime, isto porque este é um jogo feito especialmente a pensar neste estilo de público que está bem mais à vontade com temas de cariz sexual e piadas parvas, mas mais adultas.

A história de Conception II: Children of the Seven Stars revela um mundo dominado pelo medo de serem atacado pelas criaturas formadas dentro dos Dusk Circles, labirintos onde os ninhos originais são gestados antes de serem expelidos para a superfície para funcionar como uma espécie de colmeia. As únicas pessoas que podem combater a origem destes mostros, são aqueles que apresentam uma marca na mão, o que faz deles candidatos para a guerra.

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A personagem principal é então integrada numa escola/academia onde vários adolescentes com a mesma marca lutam para esterilizar os Dusk Circles.

O jogo está dividido em duas vertentes, a de interacção social e a de exploração dos labirintos dos Dusk Circles. Enquanto na cidade, podem visitar uma série de edifícios, como a Academia, lojas, os laboratórios e zonas de treino. Normalmente, cada um destes locais é o local de paragem de certos NPC com os quais podem interagir e criar relações de amizade.

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De qualquer forma, em Conception II: Children of the Seven Stars, o mais importante é interagir e ganhar a amizade das outras raparigas de Ranking S, estas são as únicas que podem entrar connosco nos labirintos e o seu humor vai influenciar o seu grau de amizade com a nossa personagem, isto não só influência a sua prestação em combate como a capacidade para criar filhos.

A criação das Star Children é um dos elementos fulcrais do jogo. A personagem principal pode fundir a sua energia com uma parceira compatível para criar “filhos” que lutam como uma equipa quando estamos em combate ou a explorar as masmorras. Embora não envolva nada de sexual, a concepção é também usada como um momento de comédia, pois as personagens pensam nesta actividade como algo íntimo que precisa de ser feito por necessidade.

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Embora não vá despertar o mesmo estilo de vontade em todos os jogadores, toda a interactividade possível entre personagens foi algo que me manteve preso ao jogo. As personagens seguem imensos estereótipos, mas a sua personalidade, diálogos e histórias fazem lembrar um Anime ao estilo Harem, por isso os fãs do género também vão gostar certamente de interagir com as personagens criadas para Conception II: Children of the Seven Stars.

No que toca aos combates, os fãs de Persona também vão encontrar aqui muitas semelhanças com a tal série da Atlus, pois as masmorras são divididas em níveis e cada nível é composto por várias salas e corredores infestados de monstros e items. Os monstros estão representados no mapa e por isso podem escolher combater ou fugir deles caso consigam.

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Ao entrar em combate, começa um sistema típico de turnos onde cada equipa de personagens tem direito a atacar. Normalmente o herói e a rapariga que escolhem para vos ajudar é uma equipa, enquanto até três Star Children podem fazer uma segunda equipa.

Cada personagem tem a sua própria classe, armas e equipamentos, por isso, é possível criar todo o estilo de combinações e habilidades por equipa, as quais podem tirar partido dos posicionamentos em redor do inimigo ou com os outros aliados que estejam no mesmo painel. O combate engloba várias nuances e consegue ser profundo caso tirem partido das variações do Ether e não só.

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Visualmente, Conception II: Children of the Seven Stars é um jogo bastante forte. Existem muitas cinemáticas em Anime e os diálogos são acompanhados por desenhos que respiram e se mexem quando falam, piscando olhos e mexendo o corpo, algo que sempre me perguntei porque não tinha sido feito mais vezes até hoje (mesmo sendo apenas cosmético, até os seios maiores das personagens femininas se mexem).

Já no que toca às masmorras, a qualidade geral não é tão boa, mas tendo em conta que o mesmo motor de jogo foi usado para a PS Vita e para a Nintendo 3DS, consigo perceber que a Vita tenha ficado um pouco presa no seu visual quando falamos dos modelos em 3D das personagens.

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Em termos sonoros, a banda sonora é bastante boa, com uma mistura entre instrumental e j-pop/rock típico dos jogos da Atlus. Quanto às vozes, acho que não ouvia um conjunto de diálogos em inglês tão bom para um RPG japonês desde que joguei Persona 4 Golden. Os actores fazem um trabalho muito bom e merecem um louvor por isso mesmo.

Confesso que fico muito surpreendido por algumas notas que Conception II: Children of the Seven Stars levou a nível internacional. A minha experiência revelou um jogo bastante sólido, divertido e um grande exemplar de um RPG que os fãs do género vão adorar. Conception II: Children of the Seven Stars já faz parte da lista de jogos que mais gostei de jogar este ano.

Positivo:

  • RPG socialpn-recomendado-ana
  • Combate por turnos com algumas variantes
  • Conception é uma ferramenta interessante
  • Personagens parecem saídas de um Anime
  • Bom trabalho vocal
  • Cinemáticas e desenhos

Negativo:

  • Tem todos os clichés de rpg japonês
  • Visual em 3D perde um pouco na PS Vita
  • Masmorras mais longas são aborrecidas

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