Análise – Call of Duty: Black Ops Cold War (PS4)

Call of Duty: Black Ops Cold War é o novo jogo da famosa franquia da Activision, lançado no passado dia 13 de novembro, disponível para PlayStation 5, Xbox Series X/S, PlayStation 4, Xbox One e PC. Este novo Call of Duty marca o regresso da série Black Ops às suas origens. A versão que estivemos a analisar enviada pela Playstation foi a da PS4.

Começamos esta análise por avisar que é um grande desafio instalar o jogo, está dividido por capítulos, modos de jogo e o total de espaço que precisamos é de 215 GB (Gigabytes). Call of Duty: Black Ops Cold War, como disse, está bastante fragmentado, o modo campanha contém 6 capítulos, temos o modo online, o modo zombie está de volta e ainda integraram o Call of Duty: Warzone (jogo free to play em battle royal).

Antes de começarmos a falar do modo campanha, é interessante entender a linha temporal da série Black Ops. O novo Call of Duty retorna aos tempos da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, foco do Call of Duty: Black Ops lançado em 2010, e é uma continuação direta dos acontecimentos do que se passou no jogo, marcando o reegresso de personagens como Alex Mason e Frank Woods.

Inspirada em eventos reais, mas com personagens fictícias, a história é focada num espião da CIA Russell Adler, este agente é autorizado pelo presidente dos EUA, Ronald Reagan, a montar uma operação para capturar Perseus, nome de código de um agente soviético. Além de Woods e Mason, Adler recruta o agente Bell, que é o agente que vamos personalizar e utilizar para fazer esta campanha. Entre esta novidade, o jogo traz a possibilidade de cenas com múltiplas opções de diálogo. O jogador pode decidir o que a personagem faz ou fala, alterando um pouco o rumo da história, que possui mais do que um final. E para sermos sinceros não sabemos quantos finais tem no total.

Sem dar spoilers a história é envolvente, e a possibilidade de interferir nos diálogos dá uma sensação de imersão no jogo. Algumas missões têm partes em modo stealth, que podem pedir uma dose extra de paciência para completar (disparar primeiro e perguntar depois pode ser uma opção, mas pode ser um desafio nos níveis de dificuldade Hardened ou Veteran). Também há casos em que os objetivos são pouco intuitivos e precisam ser encontrados pelo cenário.

O jogo traz ainda missões paralelas que não são obrigatórias, mais conhecidas pelos os jogadores, por side quests. É possível apanhar “evidências/provas” ao longo de algumas das missões principais, de modo a permitir a resolução dessas “side missions”. Quem costuma assistir a filmes e séries com base ou factos na Guerra Fria deve sentir o clima de espionagem proposto pelo jogo.

Para concluirmos este ponto, o modo campanha é um dos melhores dos últimos tempos, a história está muito bem feita e os vários finais muito bem pensados, tenho alguma pena de durar poucas horas para o tempo que demorou a instalar, mas volto a frisar, divertimo-nos muito.

O Call of Duty: Black Ops Cold War traz os já consagrados modos de Campanha, Multiplayer e Zombies, além de um atalho para a versão gratuita de Warzone. Além da Campanha, tratada no tópico anterior, boa parte dos olhos dos fãs vão sempre para o Multiplayer.

Neste modo, algumas novidades foram introduzidas, como por exemplo, o modo de cada equipa chegar ao jogo num tanque ou helicóptero, em vez de simplesmente aparecer “do nada” no mapa. No início de cada partida fica claro em que local o jogo ocorre: se é em Berlim da Alemanha Oriental, em Miami ou na União Soviética, por exemplo. Mas tirando essas pequenas alterações e o cross play, continua a ser o velho modo multi jogador. Continuam a existir alguns mapas que facilitam a vida dos campers e algumas armas também favorecem os mais experientes. Nos primeiros dias de jogo, já é possível encontrar jogadores a fazer quick scope, explorando os diversos explosivos ou escondidos em cantos estratégicos do mapa. Para um novato as coisas complicam muito, tirando a desvantagem de haver o cross play e estar a jogar contra pessoas no PC, ainda temos que perceber como os mapas são para tirar a melhor vantagem deles e isso fica muito difícil.

Para terminar este capítulo do Multiplayer, o modo Zombies está de volta, por enquanto com apenas um mapa tradicional, com a opção de limitar o jogo a 20 rounds ou não. A clássica música Damned dos menus de Zombies da série Black Ops e alguns easter eggs marcam presença como seria de esperar. Além do mapa principal, o Dead Ops Arcade também está de volta e é uma excelente opção para divertir com amigos.

O novo Call of Duty tem o desafio de ser compatível com duas gerações de consolas, podendo ser considerado um jogo “de transição”. Como já referimos anteriormente, esta análise foi feita toda na PS4 e graficamente é o que poderíamos esperar, boas texturas, boa definição e boas performances, nada que não seja já o que se espera da série. Mas durante todas as sessões de jogo apercebemo-nos que Call of Duty: Black Ops Cold War está feito a pensar na nova geração (PS5, Xbox Series X) por isso como jogo, está preparado para ambas as gerações e não vai desagradar os fãs ou qualquer plataforma neste tópico.

Na questão do som, o jogo tem efeitos bem concebidos, mas alguns com volume padrão muito mais altos que outros. Ao definir um volume bom para os diálogos, por exemplo, há o risco de os tiros que levamos ficarem muito altos, com algumas modificações é possível fazer alguns ajustes nas configurações de áudio do jogo. Contornadas as diferenças, a experiência sonora é bem interessante, principalmente se tiverem à disposição um home theater ou um bom headset gamer. Com alguns destes conseguem ajudar bastante a experiência de imersão em Call of Duty Black Ops Cold War.

Em suma, se são fãs antigos da série Call of Duty: Black Ops, terão uma experiência interessante neste novo jogo. Acompanhando a evolução da franquia, Black Ops Cold War é bem diferente e mais complexo que o Black Ops de 2010, mas o jogo pode valer pela nostalgia e pela possibilidade de jogar um novo CoD na nova geração de consolas ou PC.

Positivo:

  • Visuais bastante bem feitos
  • Campanha incrível
  • Cross play com outras plataformas
  • Modo Zombies está de volta

Negativo:

  • Modo Zombies tem só um mapa
  • Níveis de som mal regulados por definição
  • Atalho para Warzone desnecessário

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