Análise – Bloodborne: The Old Hunters

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Se existe companhia que não nos “rouba” com DLC e expansões, essa companhia é a From Software.

Até agora, fosse com Dark Souls ou Dark Souls 2, sempre senti que o meu dinheiro estava a ser respeitado e que valia mesmo a pena investir no conteúdo como algo que criava uma melhor experiência.

Com o sucesso de Bloodborne e a relação de sucesso criada com a Sony, era uma questão de tempo até que fosse lançada uma expansão. Alguns meses depois de ter sido apresentada na Tokyo Game Show, eis que Bloodborne: The Old Hunters já chegou à PS4 e eu já lhe pude dar a volta.

Ao principio, Bloodborne: The Old Hunters parece mais do mesmo, e até chega a ser, pois a primeira área da expansão traça um caminho bastante linear por aquilo que é a visão de Yharnam no jogo principal, mas com caminhos diferentes a explorar zonas já algo conhecidas.

Temi que assim fosse pelo resto da expansão, mas com a mestria do costume, a From Software consegue juntar lugares e jogabilidades já bem conhecidos, com inimigos, armas e até certas fórmulas, que nos ajudam a manter o interesse e não desistir até que tudo esteja feito.

Vindo para a expansão a meio de um New Game Plus, consegui experimentar isto como devia ser, ou seja, numa versão muito mais difícil. Sejam os novos inimigos ou até os bosses, ainda me vi grego cada vez que encontrava uma nova ameaça. Bloodborne: The Old Hunters continua a puxar pela necessidade de aprender e experimentar até sermos bem sucedidos, mas curiosamente, nunca me senti tão frustrado ao jogar a expansão, pois senti sempre que os inimigos estavam bem mais fortes que eu e cada nova área conquistada e explorada foi mesmo uma vitória.

Existem três áreas no jogo, cada ela com novos inimigos e ameaças. A expansão acaba por tirar proveito das novas funcionalidades e ligações online, mas gostei de ver a possibilidade de invocar caçadores NPC para nos ajudar. É algo que faz sentido neste universo, especialmente aqui, pois estamos a explorar as origens da praga e o porque dos caçadores terem encontrado a loucura e sede de sangue.

Embora Bloodborne: The Old Hunters levante mais questões sobre a história do que esclareça, os cenários continuam a contar histórias sobre o que poderá ter acontecido. Estes continuam a ser deslumbrantes de forma sombria e desconfortante, com ligações e atalhos que fazem sentido, embora seja bem mais linear que o original.

Visualmente, Bloodborne: The Old Hunters é igual ao jogo principal, embora consiga trazer inimigos e zonas bastante impressionantes a nível visual. Os sons do meio ambiente e banda sonora continuam a ser bastante poderosos, com o estilo característico do género.

Dependendo dos jogadores, Bloodborne: The Old Hunters pode ir de 10 a 15 horas de duração, mas façam como eu, tentem enfrentar a expansão a meio de um New Game Plus, vão ter de suar bastante, mas vai ser bem mais divertido e desafiante.

Embora pareça mais do mesmo a certas alturas e comece por reutilizar zonas de Yharnam original, Bloodborne: The Old Hunters avança para territórios que vão agradar a quem gostou do jogo original e quem estava à espera de muito mais. É a expansão ideal para um dos melhores jogos do ano.

Positivo:

  • Mais Bloodbornepn-recomendado-ana
  • Novos modelos de inimigos
  • Algumas armas inspiradas
  • Possibilidade de invocar NPC
  • Cada área é um puzzle desafiante
  • Contreúdo para muitas horas

Negativo:

  • Começa de forma demasiado familiar
  • Linear em muitas zonas
  • Áreas podiam ter mais bosses

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