Análise – AeternoBlade

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O género Metroidvania é um dos que mais cresceu e foi ganhado fãs ao longo dos anos, tanto que foi explorado e expandido por N estilos e universos diferentes.

Vindo dos estúdios da Corecell chega AeternoBlade, mais um jogo que utiliza este género como seu tema principal de progresso e jogabilidade. Mas será que consegue competir com as outras ofertas do mesmo género que estão disponíveis na Nintendo 3DS?

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AeternoBlade conta a história de Freyja, uma guerreira que vê a sua aldeia ser destruída por uma entidade maligna. Movida pela vingança Freyja persegue este inimigo com uma espada capaz de alterar a ordem do tempo.

O sistema de jogo é o clássico de plataformas, com muito combate e uma forte vertente de evolução ao estilo de um RPG. Os cenários são compostos por “salas” e corredores interligados que vão ter de percorrem e explorar. Muitas das áreas estão inacessíveis até que encontrem uma habilidade como salto duplo ou a capacidade de fazer com que certos objectos fiquem fixos no tempo.

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Apesar de ter uma fluidez bastante boa, AeternoBlade sofre de um problema técnico irritante, cada vez que mudam de área, são brindados com uma imagem longade loading. Não é um grande problema quando encontram inimigos pelo caminho, mas se estão apenas a explorar um cenário ou regressar atrás para curar a vida, podem ter de levar com 4 ou 5 loadings de seguida que são aborrecidos.

A início, o combate de AeternoBlade parece fraco e simplório, mas com o passar do tempo este começa a ampliar e a ficar bem mais interessante. Os combates contra bosses são momentos altos que valem a pena. Com cada inimigo abatido ganham orbs que podem usar para evoluir os ataques ou a personagem e podem obter anéis que equipam para ganhar mais estatísticas de defesa, ataque, velocidade, etc.

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Com a AeternoBlade vão poder usar habilidades temporais com as quais podem retroceder nos ataques dos inimigos ou realizar puzzles, sendo até possível retroceder temporalmente para evitar a vossa morte iminente. É um sistema que não é propriamente inédito, mas surge aqui de foma bastante inteligente e bem pensada.

AeternoBlade é um jogo que ainda dura umas boas 5 a 6 horas a terminar, mas é muito favorecido com o seu incentivo à exploração e presença de caminhos alternativos. De qualquer forma, não é um jogo que incentive a uma segunda passagem.

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Visualmente, a Corecell criou aqui um misto entre a era da PSOne e PS2. Os cenários são maioritariamente pouco apelativos e recheados de texturas e objectos pouco polidos ou trabalhados. Os inimigos são básicos e também englobam pouco detalhe. Safam-se as personagens principais que ainda englobam um detalhe simpático.

A música não é nada por aí além e os sons de ataques são extremamente repetitivos. Curiosamente, não é nada que me tenha chateado e uma ou outra música trouxe a memória as boas músicas da era das 32-bits.

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Mesmo sendo um jogo completo com produção dedicada, AeternoBlade não consegue ser o melhor dentro do seu género e existe até na Nintendo 3DS bem melhor. Se gostam deste género e procuram mais na Nintendo 3DS, é uma opção a ter em conta se já jogaram o vastamente superior Castlevania: Lords of Shadow – Mirror of Fate.

Positivo:

  • Sistema de Metroidvania bem explorado
  • Enredo misterioso interessante
  • Faz lembrar os jogos das velhas 32-Bits
  • Sistema temporal bem pensado

Negativo:

  • Tempos de Loading
  • Visual datado
  • Combate pouco amplo
  • Conteúdo não compensa inteiramente o preço

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