Tal como foi mencionado anteriormente, a industria dos videojogos tem estado numa luta contra os consumidores, juntamente com grande parte da Europa e América no que toca à privacidade online (começando até a afectar a vida real).
Representando os nossos direitos enquanto consumidores da industria dos videojogos, o movimento Stop Killing Games tem estado na vanguarda desde 2024. Este ano começou bem para o grupo, tendo apontamentos o Parlamento Europeu e até alguns Estados Americanos, resultando em notícias positivas. Mas tendo em conta que grandes companhias da industria fazem parte da ESA e de outras tal como a Ubisoft terem conversas privadas as coisas não estado com um bom aspecto para os consumidores, em especial com as mais recentes notícias onde a Sony planeia descontinuar os jogos físico ao mesmo tempo que indica que os jogos digitais são apenas alugamentos que podem ser removidos a qualquer altura, ou até a Microsoft que planeia um serviço onde os jogadores terão acesso a videojogos com publicidade, entre outras ideias que apenas tem a carteira do consumidor em mente.
O objectivo do movimento é o de garantir que jogos online que os jogadores tenham comprado ou gastado dinheiro continuem a oferecer um serviço após serem terminados através de um formato offline. Parte da industria tal como a Ubisoft diz que é uma situação impossível e que “custa muito” para manter os jogos em termos de produção e capital, tornado-se quase impossível de o fazer, algo que é facilmente desconfirmado com por exemplo Final Fantasy Resonance, Let it Die: Offline Edition, Brave Nine e muitos outros jogos semelhantes.
Como se não bastasse, alguns comentários das pessoas que estão a tentar passar algumas leis que apenas irão afectar a industria, em especial os consumidores fazem entender que as pessoas em controlo não entendem bem como as coisas funcionam, afirmando que coisas como por exemplo servidores privados são ilegais.
No mais recente vídeo da iniciativa, Ross Scott falou sobre a nova proposta da Europa com o nome de “EU KIDS ACT” (EU Keeping Internet Digital Spaces Accountable and Trustworthy), que apresentava novas propostas não amigáveis não só para os videojogos mas para a internet e privacidade em geral. Na altura o vídeo era baseado num documento que foi divulgado antecipadamente, mas a versão oficial foi desde então publicada e o conteúdo é tal e qual a versão que andou pela internet antes do tempo. Se estiverem curiosos podem ler a mesma aqui (conta com 99 páginas) ou ver o vídeo no final deste artigo para um breve resumo de alguns dos pontos mais importantes.
Tendo em conta recentes tentativas por parte da Europa para forçar a identidade digital, obrigado alguns países a forçar a apresentação de um BI ou scan facial (que é controlado por inteligência artificial e que já foi demonstrado que pode ser facilmente hackeado), ou bloqueando até acesso a redes sociais e outros serviços, os videojogos não são o único problema, sendo apenas o primeiro paço para um maior controlo digital que irá afectar não só o nosso hobby de videojogos mas muito mais. Algo que já tem sido afectado nestes últimos anos com vários movimentos contra jogos com temas mais adultos e pesados ou até a habitual luta entre as plataformas digitais e os bancos que continuam a tentar bloquear acesso a jogos com temas “controversos”, com a desculpa a ser sempre “proteger as crianças”, completamente ignorando o sistema PEGI que classifica os jogos para várias idades consoante os seus temas.
Desta vez, a nova proposta por parte da Europa poderá afectar o mercado Europeu, em especial os jogos online, apresentando várias cláusulas que criam imensa confusão e trabalho para as produtoras que estejam interessadas em publicar um jogo com serviços online na Europa, excepto as companhias mais grandes que recebem certas excepões. Algumas pequenas companhias já começaram a anunciar que esta proposta poderá ser o fim dos seus jogos na Europa ou até por completo. Curiosamente a VGE que anteriormente estava contra a petição de Stop Killing Games desta vez mudou de opinião e não está a favor da nova proposta por parte da Europa.
Em notícias mais boas, o estado da Pensilvânia começou a trabalhar juntamente com SKG de forma a garantir os direitos dos consumidores, algo muito bem vindo nesta nova era onde o governo quer controlar todas as nossas acções a todo o segundo.
Caso estejam interessados, podem assinar a petição contra esta proposta através deste link.
- Nova proposta do governo Europeu poderá afectar os jogos online e servidores privados - Outubro 2, 2026
- Persona 4 Revival adiciona Aika Nakamura do anime - Setembro 20, 2026
- Atelier Karia: The Night Kingdom & the Guide of Memories será lançado a 25 de Fevereiro - Setembro 8, 2026
