Mesmo sem contar com o facto de já ter sido lançado um Onechanbara antes, Onechanbara Z2: Chaos é um jogo que não pretende enganar ninguém.
Este claramente um jogo japonês, que mostra claramente que vão existir meninas com pouca roupa, uma história que faz pouco sentido, fan-service e muitos zombies para matar.
Onechanbara Z2: Chaos continua a história do original com as duas irmãs agora a terem de cooperar com as suas antigas rivais para sobreviver a uma nova ameaça.
Isto é o que é preciso saber da história, pois as personagens passam pelos estereótipos típicos, como a rapariga altamente convencida, a que gosta de picar, a simpática e aquela que parece frágil mas diz mais asneiras que todas as outras em conjunto.
Curiosamente, e mesmo com uma história parva e confusa por vezes, Onechanbara Z2: Chaos consegue bem tirar proveito das suas personagens exageradas e momentos cómicos. É verdade que nem todos vão perceber o que se passa se não jogarem o primeiro, mas também não é obrigatório que o façam para somar e seguir.
Onechanbara Z2: Chaos é um jogo de acção slash em up ao estilo de um Bayonetta ou Devil May Cry, embora nunca chegue perto da qualidade de qualquer um dos anteriores. O sistema de combate é satisfatório e variado, especialmente com a presença das quatro personagens que podem ser alteradas em tempo real, mas não se consegue desprender do sentimento de frustração e repetição que é destruído nos outros jogos do género com puzzles e alguns segmentos de plataformas.
Além do mais, os zombies e bosses tão depressa são carne para canhão, como logo de seguida conseguem tirar metade da vida com um golpe. O jogo não privilegia os jogadores que metralham os botões, pois convém ir mudando de estratégia e não sobrecarregar a espada com sangue. A estratégia é bem-vinda, mas não é tão recompensadora de aplicar quanto isso.
Outro problema está ligado à câmara que está demasiado próxima das costas da personagem e priva a visão mais ampla do cenário, ou retira possibilidade de atacar à rectaguarda. Por vezes, para impedir sofrer danos pelas costas, mais vale saltar ou correr em frente e meter a personagem contra a parede, o que mais uma vez não ajuda a câmara, mas coloca todos os adversários no campo de visão.
Além da história, Onechanbara Z2: Chaos tem uma série de desafios extra com missões e desafios para realizar. Não é conteúdo que justifique gastar muito tempo com o jogo, a não ser que queiram ganhar todos os troféus, fiquem mesmo fãs do sistema de combate ou tenham mesmo um gosto por exterminar Zombies bastante similares entre si.
Por falar em semelhanças, Onechanbara Z2: Chaos é um jogo bastante básico visualmente. Os cenários são muito simples e sem grandes detalhes e os inimigos são cópias constantes uns dos outros. Claro que o caso muda de figura com as personagens principais ou bosses mais importantes (especialmente se forem mulheres), pois os modelos são bastante sexy e usam um bom detalhe.
A banda sonora adequa-se bem ao jogo em si, com algum j-rock e música electrónica que compensa bem. Contra o que seria de esperar, as vozes em inglês são bastante aceitáveis e menos “incomodativos” que os gritinhos sexuais do costume no género.
Resumidamente, Onechanbara Z2: Chaos é mais um Guilty Pleasure. É tão honesto com o facto de reconhecer que é um poço de fan-service, que dificilmente o podem condenar por isso e consegue ser melhor que o primeiro. Não é do melhor que já joguei este ano, não é do melhor que já joguei na nova geração, mas também não me senti ofendido. Os fãs do género vão certamente ficar regalados.
Positivo:
- Personagens divertidas
- Reconhece ser exagerado e sexualizado
- Sistema de combate com alguma profundidade
Negativo:
- Combate repetitivo
- Câmara
- Visual simples no que não toca às personagens
- Phoenix Cyclops recebe data para MARVEL Tokon: Fighting Souls - Outubro 9, 2026
- A Game Freak não trabalhou apenas em Pokémon – Sabiam que…? - Outubro 5, 2026
- Review – Pokémon Pokópia: Bubbly Basin - Setembro 27, 2026







