PN Jukebox #81 – NagiAsu

Já faz algum tempo que queria tocar no tópico de Nagi no Asukara (NagiAsu: A Lull in the Sea), algo que tenho pensado em como abordar devido a certos motivos que tornam falar do assunto um pouco complicado (nada de spoilers nos comentários).

A melhor ideia seria começar pela banda sonora, já que esta é o que está em destaque neste PNJ. Mas antes disso é necessário falar um pouco do tema e ambiente de NagiAsu, que acabam por ser complementados pela sua banda sonora e visuais.

[Blue Water]

Em NagiAsu existe dois tipos de humanos, os que vivem debaixo do Oceano, e os que saíram do Oceano há imenso tempo atrás, vivendo agora na terra. Tendo em conta que os membros do Oceano veneram o seu Deus e acham uma afronta a ideia de viver na terra, a amizade entre ambos não é a melhor, não estando ao nível de amigável mas também não chegando ao nível de hostilidade. No entanto é o suficiente para haver discórdia entre os estudantes do Oceano e os estudantes da terra a partir do momento em que estes tem de ir para a mesma escola.

Com o tema do mar presente é natural que a banda sonora se adapte ao ambiente, criando vários temas musicais que fazem realçar uma vida rural perto do Oceano, algo que até é possível observar com os nomes das várias músicas. Esta é uma banda sonora que por vezes até me fez lembrar de outros temas que aparecem em jogos como Final Fantasy X devido à sua dedicação ao mar (não se preocupem, o esperado PNJ de FFX está para vir).

[Surinukeru Kokoro]

NagiAsu acaba por ser um anime a recomendar por fazer as coisas excepcionalmente bem em todos os pontos. Não só a banda sonora é excelente como os visuais são bastante bons e até a história que segue um rumo interessante. É discutível se a segunda parte acrescenta ou não algo para o anime, mas certamente conta algo interessante e que raramente se vê feito de uma maneira destas, sendo este o motivo que torna tão complicado falar do assunto sem dar spoilers.

Outro dos pontos de destaque é certamente uma das personagens principais, Hikari, que a início era um pouco insuportável devido às ideias e influência que os adultos tinham sobre ele acerca dos humanos da terra, até que um par de episódios depois Hikari torna-se na personagem central que foca-se em apontar as ideias erradas que os mais velhos tem sobre as duas civilizações. De certa forma o tema da história acaba por ser a aceitação de qualquer cultura diferente pois o que mais interessa é os sentimentos das pessoas envolvidas.

[Soshite, ai de]

Este é um daqueles animes que podia bem ter terminado com metade dos episódios, mas o estúdio decidiu arriscar e continuar com a história, seguindo e concluindo outros temas que havia iniciado anteriormente. Na sua maioria acho que o anime funcionou bem e conseguiu fazer trabalhar o que tinha para oferecer, havendo realmente um número bastante mínimo de maus momentos a apontar. E é devido a isso que o anime torna-se ainda mais memorável após oferecer uma grande história em apenas meia dúzia de episódios.

Mesmo que no final a segunda metade ou até o anime inteiro fossem péssimos. não existem dúvidas de que tantos as aberturas como os encerramentos ficam na cabeça. Ambas as aberturas interpretadas por “Ray” e os encerramentos realizados por “Nagi Yanagi” são uns dos meus favoritos ao ponto de ter ficado contente ao ouvir novamente a mesma cantora noutro anime após estes anos (evitem ver a segunda abertura pois vão dar de caras com spoilers).

 

Honestamente parte de mim deseja ver um pouco mais sobre NagiAsu e forma de sequela, embora não existe muito por onde pegar já que todas as histórias foram encerradas no final. Por outro lado nunca foi bem esclarecido quantos aldeias debaixo do Oceano existem, e seria interessante explorar outra, ou então ver uma prequela sobre certos eventos. No entanto, se gostam de drama e romance este é certamente um anime a ver pois vão ficar surpreendidos com a sua história.

Mathias Marques

Editor oficial desde Agosto 2014 Para além de videojogos também gosto de anime. Podem ver-me a apregoar sobre ambos os assuntos no site em forma de notícia, artigo ou análise. Tenho a sorte de encontrar momentos parvos enquanto estou a jogar, ou de os criar eu mesmo.

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