Análise – Tales of Symphonia Chronicles

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Como grande fã de RPG que sou, sou sempre apologista que jogos mais obscuros ou menos conhecidos do género, acabem por ter o seu destaque merecido.

Não que Tales of Symphonia seja um RPG desconhecido da maioria dos jogadores mais dedicados, mas o facto de ter sido lançado na Gamecube acabou por privar muita gente desta experiência.

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Vários anos passados, a Namco Bandai resolveu meter mãos à obra e converter o Tales of Symphonia original e Tales of Symphonia Dawn of the New World da Wii para HD. Assim nasceu Tales of Symphonia Chronicles.

Caso tenham jogado qualquer um dos dois, não existe aqui nada que seja realmente novo. Alguma da fluídez foi melhorada, mas o que foi realmente alterado foram os gráficos. Ambos estão visivelmente melhores quando comparados com a versão original, mas Tales of Symphonia Dawn of the New World é claramente quem beneficiou mais com esta conversão.

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O Tales of Symphonia original sofre um pouco mais, pois as personagens não incluem um grande detalhe, assim como os cenários. É uma pena, mas também seria complicado fazer muito melhor para um jogo que foi lançado no ciclo inicial das 128-Bits.

De resto, tudo permanece praticamente inalterado. O sistema de combate é o clássico da saga, misturando elementos fortes de RPG de acção com combates em arena onde os timings são preciosos. É verdade que depois de jogar um jogo mais recente como Tales of Xillia, tanto Tales of Symphonia como Tales of Symphonia Dawn of the New World parecem mais presos e não tão polidos em termos de combate, mas estes são dois dos jogos que ajudaram a definir o que iria ser usado em Tales of Graces, Vesperia e Xillia, seja pelo sistema de tácticas e estratégia de Symphonia, ou pela introdução de movimentação livre em Dawn.

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Entre os dois jogos, Tales of Symphonia é claramente o melhor em termos de personagens e história. A demanda de Lloyd e Collete é bem mais interessante que a Emil e Marta, além disso, Lloyd é um protagonista bem mais forte que Emil que é demasiado refilão e faz-se passar por vítima.

Apesar de se manter igual a si mesmo, caso tenham o ficheiro gravado de Tales of Xillia, serão galardoados com vários fatos de outros jogos lançados entretanto. São um extra bem valioso para aqueles que acompanham a série desde sempre. Quanto às campanhas em si, cada uma dura cerca de 50 a 80 horas de jogo, por isso existe aqui muito para fazer.

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Outra opção que vai agradar aos fãs é a inclusão de Dual-Audio, permitindo que joguem com vozes em inglês e japonês. Eu já estava habituado às versões originais da Gamecube e Wii e até são bastante boas, mas poder optar entre as duas variantes é muito bom.

Resumindo, Tales of Symphonia Chronicles já valia a pena apenas pelo clássico incontornável que é Tales of Symphonia, mas com o melhoramento HD e com a inclusão de Tales of Symphonia Dawn of the New World que também surge melhorado, esta é uma colecção a não perder, ainda para mais pelo preço convidativo a que se encontra. Se nunca os jogaram ou planeiam jogar novamente, então é uma compra ideal para quem gosta de JRPG.

Positvo:

  • Tales of Symphonia continua a ser fenomenalpn-recomendado-ana
  • Dois RPG de longa duração num só disco
  • História bem elaborada
  • Dual-Audio

Negativo:

  • Tales of Symphonia perde algum charme em HD
  • Combate vai parecer uma regressão para quem só jogou Tales recentes

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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