Análise – Super Smash Bros Ultimate

Ano novo, jogos novos. No entanto, existem sempre algumas pontas soltas do ano anterior que precisam de ser atadas e uma das maiores era claramente Super Smash Bros Ultimate, o derradeiro jogo da Nintendo Switch para 2018 que chegou com impacto, fazendo até parte da minha lista de jogos do ano do ano passado.

Sabendo à partida que Super Smash Bros Ultimate é um grande jogo, é complicado dizer coisas que já não sejam uma novidade para a maioria dos jogadores atentos, por isso, a melhor forma de fazer esta análise não passa por criar uma versão clássica de análise, mas algo que possa adicionar algo mais ao que já foi dito. Por isso vou dedicar esta análise à experiência, em vez do conteúdo.

Para começar, tenho a dizer que estava mesmo à espera deste jogo, por isso o facto de ter chegado para análise um dia antes do lançamento (algo que não costuma acontecer com lançamentos Nintendo), foi algo que me fez ficar com uma expectativa cada vez maior. Embora já o tivesse experimentado, queria experimentar na minha consola, ao meu ritmo e com os amigos. Ter a certeza se o hype ia estar à altura era uma prioridade.

As primeiras horas que passei com ele foram certamente um misto de surpresa e vício no verdadeiro sentido da palavra. Entre o modo principal de história, o modo Smash clássico, o Arcade e uma série de outras coisas, senti que havia tanto para fazer que tão cedo não ia querer jogar mais nada na Switch. Pobre Pokémon foi posto de lado e este foi o rei absoluto durante dias a fio.

A experiência foi ainda melhor pois o jogo começa com a maioria das coisas bloqueadas e à medida que vamos jogando, vamos desbloqueando cada coisa progressivamente. Como a lista de personagens é colossal, parecia que estava sempre a ter algo novo para experimentar e juntar à colecção. Sendo eu um grande coleccionador e acima de tudo um jogador com fortes memórias dos jogos dos anos 90, ter personagens bloqueadas e segredos para descobrir é sempre uma grande mais valia.

Como é natural, embora tenha jogado muito sozinho, fui sempre alvo de alguns roubos. Posso dizer que um terço das personagens na minha consola foram desbloqueadas por amigos e muitas delas após algumas boas jogatanas divertidas no modo Smash. Este é o tipo de jogo que dá imediatamente vontade de comprar mais comandos para poder juntar o máximo de pessoas à confusão. Como as personagens vão do simples e forte até ao mais técnico, consegui ver vários tipos de pessoas a agarrar nos comandos ou joy-con e fazer parte da jogatana.

O facto de termos dezenas e dezenas de personagens pode fazer com que a escolha seja bastante difícil a início, mas a variedade é bastante boa e oferece uma série de grandes favoritos e alguns novatos que acabam por trazer bastantes. Os que mais gostei até hoje são Incineroar e Simon, duas personagens bem diferentes que acabam por dar ainda mais profundidade a Super Smash Bros Ultimate. Infelizmente, embora tenho jogado o World of Light, nunca senti vontade de jogar com todas as personagens nos seus modos modificados pelos Spirits, para mim, foi mais uma coisa de coleccionar do que usar.

Como tive a felicidade de passar grande parte do meu tempo a jogar na companhia de amigos ou colegas de trabalho (vantagens de levar sempre a Nintendo Switch atrás), raramente senti a necessidade de ligar a consola aos servidores para jogar Online. Verdade seja dita, quando foi preciso, não tive grandes problemas em encontrar partidas com outras pessoas e ser violentamente agredido por jogadores que não devem jogar mais nada quando estão acordados. Não vi necessidade de comprar adaptadores de Ethernet, mas a verdade é que tenho boas ligações estáveis por wireless.

Mesmo que seja uma versão definitiva de Super Smash Bros Ultimate, não deixei de sentir a espaços que tudo isto é quase que uma expansão colossal para Super Smash Bros da Wii U. Claro que existem um monte de modos e funcionalidades novas, mas parece que a Nintendo aproveitou a base do anterior que não chegou a tanta gente e duplicou aquilo que havia. Isso não é mau por assim dizer, mas o impacto de Super Smash Bros Ultimate vai ser maior para quem não o jogou o anterior na Wii U.

Tirando alguns pequenos mesquinhices relacionadas com a precisão de jogar com alguns comandos, a questão da familiaridade e um visual que não é o topo do topo da Nintendo Switch, nada disso inviabiliza este jogo de ser absolutamente obrigatório para quem não tem uma Nintendo Switch e grande motivo suficiente para comprar uma destas consolas. Neste momento, olho para a minha Nintendo Switch e não faz sentido não ter Super Smash Bros Ultimate nela. É o jogo ideal para jogar em curtos espaços de tempo, com amigos, em festas, nas pausas do trabalho ou até competitivamente.

O trabalho colossal, atenção dada ao pormenor, assim como homenagem a franquias clássicas e actuais, ajudam a torná-lo numa referência e um adversário complicado de ultrapassar num futuro lançamento da série. Começaram a ler a análise pelo fim? Sim, comprem Super Smash Bros Ultimate, é obrigatório.

Positivo:

  • Recheado de conteúdo
  • Muitas personagens de diversos universos
  • Atenção ao detalhe
  • Banda sonora incrível
  • Ideal para todo o estilo de jogadores
  • Facilmente personalizável
  • Bom modo história

Negativo:

  • Familiaridade da versão Wii U
  • Handicap dos diferentes comandos
  • Vai ser difícil superar-se e isso é assustador

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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