Análise – Inspector Zé e Robot Palhaço em: O Assassino do Intercidades

Depois de um bem sucedido início de carreira com Inspector Zé e Robot Palhaço em: Crime no Hotel Lisboa, a equipa portuguesa da Nerd Monkeys teve tempo para crescer, trabalhar em outros projectos e até lançar uma história extra pelo caminho.

Com uma maior experiência acumulada, Inspector Zé e Robot Palhaço em: O Assassino do Intercidades é o nome escolhido para continuar as aventuras da dupla mais famosa do universo português de videojogos de aventura.

Inspector Zé e Robot Palhaço em: O Assassino do Intercidades é um jogo de point and click à moda antiga, por isso e tal como o primeiro, todo o jogo foi criado em redor de um visual retro mais pixelizado. Isto dá um pouco mais de charme a todo o jogo, mas em especial para os jogadores mais veteranos.

Como sempre, não costumo entrar muito pela história, mas há que dizer que este novo jogo utiliza um tema e localização bastante bons para pano de fundo, além de que as personagens altamente esterotipadas conseguem muito bem encaixar fora da temática do universo tuga. Os diálogos são divertidos, embora que consiga ter uns momentos mais forçados em prol das piadas mais fáceis.

A jogabilidade é o típico carregar em coisas e pessoas, com a interação a surgir de diversas formas. Nem sempre é exactamente claro o que deve ser feito a seguir e com quem devemos falar para fazer avançar a história, mas não é de totalmente convoluto. Existem também momentos de interrogatório onde usamos uma das duas personagens principais para interrogar os suspeitos, são momentos que funcionam bem, tal como no primeiro jogo.

Jogar Inspector Zé e Robot Palhaço em: O Assassino do Intercidades em português e em inglês é um pouco diferente, pois o jogo foi adaptado para as duas realidades. De qualquer forma, a minha experiência foi passada em maioria em português e apesar do bom trabalho, ainda consegui detectar algumas gralhas e pequenas incoerências (tal como foi possível ver na nossa livestream).

Em termos visuais, eu sou grande fã deste género de visual em 2D mais pixelizado, mas sei que nem toda a gente terá o mesmo gosto para tal, especialmente os mais novos. Por seu lado, a banda sonora é muito boa, mas consegue repetir-se demasiado em momentos em que passamos muito tempo no mesmo cenário.

Quando a história termina (o que vai entre as 8 e as 10 horas dependendo da vossa velocidade a resolver os puzzles), não existe muito mais para fazer, mas recomendo a dar uma vista de olhos na localização para inglês para ver as diferenças nos diálogos.

Inspector Zé e Robot Palhaço em: O Assassino do Intercidades é um jogo bastante “catita” e divertido de jogar. Sofre de alguns problemas típicos do género, assim como algumas gralhas e confusão em alguns momentos quando é preciso decifrar o que fazer a seguir. Se gostam do estilo, é um produto nacional que vale bem a pena.

Positivo:

  • Narrativa engraçada
  • Boas personagens
  • Fácil de jogar
  • Estilo retro
  • Banda sonora

Negativo:

  • Algumas gralhas
  • Momentos confusos
  • Várias piadas demasiado forçadas

Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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