Análise – Call of Duty: Ghosts

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Apesar das competições online em consolas não serem algo começado por esta geração, há que reconhecer que Call of Duty 4 Modern Warfare foi um dos maiores fenómenos online dos videojogos e um impulsionador do que é o online hoje em dia.

Desde então, cada lançamento de Call of Duty é visto mais como um jogo online, do que uma experiência singleplayer e toda a concorrência teve de se adaptar ao fenómeno da Activision.

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Agora, com o final desta geração e com uma nova à porta, a série Call of Duty fez uma caminhada tremenda e ganhou concorrência de peso. Será que Call of Duty Ghosts ainda consegue transportar a bandeira até ao objectivo?

Como se tornou hábito ao longo dos últimos anos, Call of Duty: Ghosts vem carregado de modos online e offline que podem jogar sozinhos ou acompanhados de forma local ou através da internet.

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Apesar de ter sido criado pelos estúdios da Infinity Ward, a campanha deste ano está longe da de Call of Duty Modern Warfare, havendo uma nova história para contar, com novos heróis, vilões e cenários. Tal como o título indica, aqui vão conhecer uma equipa de elite conhecida como Ghosts que entram em combate nas situações mais arriscadas.

Como sempre, os Estados Unidos são atacados e desta vez a ameaça surge de uma união de países da América latina. Os Ghosts são então uma das soluções para parar esta guerra e deter uma das principais figuras antagonistas.

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A história não é nada de inovador ou está ao nível de clássicos militares, mas tem algum charme e consegue oferecer um naipe de localizações que vale a pena visitar. Claro que a maioria dos acontecimentos terminam em combates contra inúmeros soldados sem nome que servem mais para treinar do que oferecer desafio, mas isso é algo que não é problema apenas de Call of Duty, estando presente em quase todos os FPS.

Apesar de algumas missões com momentos altos, o cão Riley acaba por ser uma das melhores adições do jogo. Em várias ocasiões vão poder controlar o cão em missões furtivas ou ordenar para que este ataque inimigos durante tiroteios. A verdade é que Riley funciona tão bem que me senti desiludido por este estar presente em tão poucas missões, o que lhe retira muito do protagonismo que merecia ter tendo em conta as suas habilidades.

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Passando então da campanha para os outros modos, Call of Duty: Ghosts inclui ainda a nível local o modo Squads e o modo Extinction.

Em Squads, podem criar uma equipa de jogadores e competir contra inimigos controlados pelo computador ou inspirados em equipas de outros jogadores criadas online. Este modo funciona em muitos casos ao estilo do típico Horde Mode onde precisam de abater várias vagas de inimigos em Safeguard, ou realizar inserções que quase servem de treino para os modos online, com partidas simuladas em mapas competitivos.

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De seguida temos o modo Extinction onde podem jogar sozinhos ou acompanhados, com a missão de destruir uma série de ninhos de uma raça alienígena que invadiu o planeta. Cada ninho precisa de ser perfurado com uma broca que tem de ser carregada por um dos membros da equipa, e é preciso que todos a defendam quando esta está a perfurar um novo ninho. Este modo fica cada vez mais difícil à medida que progridem e os ataques das criaturas ficam cada vez mais persistente e difíceis de conter, algo que precisam de controlar com várias armas e habilidades extra que cada uma das várias classes pode usar.

Apesar de ser uma vertente mais que notória do modo Zombies, Extinction sofre bastante por ser demasiado limitado e só ter acesso a um mapa. Com um grupo de amigos determinado conseguem dar a volta a este modo muito depressa e perder interesse nele pouco tempo depois, o que é uma pena, pois estes alienígenas são bem mais interessantes e versáteis do que os Zombies.

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Quanto ao modo online, posso dizer que a minha experiência decorreu sem grandes problemas de ligações ou lag. Fiz pelo menos duas ou três partida em cada um dos modos e várias nos meus modos favoritos (Domination, Team Deathmatch e Kill Confirmed).

Existe agora também Search and Rescue que funciona ao estilo de Search and Destroy mas onde podem ressuscitar os colegas com as suas Dog Tags. Cranked onde os jogadores ganham picos de adrenalina que duram 30 segundos antes de explodir e Blitz, uma variação do Capture the Flag mas sem bandeira onde precisam de chegar à base do inimigo sem serem abatidos pelo caminho. Destes três, sem dúvida que a melhor adição é Search and Rescue.

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Tal como já é hábito na série, podem personalizar a vossa personagem com qualquer estilo de equipamento que vão desbloqueando. Tenho a dizer que é fácil começar, mas a quantidade de opções é vasta e vai apelar a vários estilos de jogabilidade.

Os mapas são apelativos no geral, embora alguns deles me tenham parecido algo amplos para a quantidade de jogadores existentes, além disso, os Spawn points ainda precisam de alguns ajustes, pois morri imensas vezes com inimigos que renasciam numa zona bem próxima de mim e me apanhavam facilmente pelas costas.

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Apesar de ter sido retocado para esta nova edição, Call of Duty: Ghosts já não tem o brilho visual que os anteriores almejavam. Não digo com isto que seja um jogo feio ou mal feito, mas deu para ver na versão PS3 que esta geração já não consegue oferecer muito mais a nível visual.

A nível sonoro a coisa continua na mesma, não existe nada de negativo a apontar em relação à música e efeitos sonoros e as vozes da campanha são aquilo que podemos esperar do género.

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Ghosts é o mesmo Call of Duty de sempre para o bem e para o mal, mas tendo em conta o pedigree da série, criticar os lados menos positivos deste jogo é o mesmo que reclamar de um carro de topo de gama com alguns anos. Apesar de gasto e cansado, ainda continua a ser um dos melhores da sua linha.

Resta agora responder à pergunta chave. “Vale a pena comprar Call of Duty: Ghosts?” Se são fãs de Call of Duty e passam horas online, então sim, vale bem a pena. Quanto aos outros, estes podem encontrar aqui muito conteúdo e embora nem todo seja perfeito, existe muito para jogar que vai entreter qualquer pessoa que goste de jogos de FPS e acção.


Vejam também a nossa vídeo-análise de Call of Duty Ghosts!

Positivo:

  • Riley é uma adição interessante numa campanha sólidapn-recomendado-ana
  • Modo Extinction pode ser o começo de algo grande
  • Squads é uma boa forma de treinar para os modos online
  • Multijogador sem grande lag ou quebras de conexão

Negativo:

  • Campanha acaba por não dar um sério destaque a uma das facções
  • Extinction acaba depressa
  • Visual mostra a sua idade nesta geração
  • Vários mapas multijogador demasiado largos
  • Ambiente online demasiado implacável para iniciados

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Daniel Silvestre

Fã de jogos, filmes, anime e coisas do género. Jogo desde que me lembro e adoro RPG. Tenho uma grande colecção deles que tenciono acabar. Talvez um dia no lar da 3ª idade.

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