Sábados de Loucura #23 – Mary Skelter

“Oh hey é aquela rubrica que foi cancelada!”, cancelada? Não. Foram apenas dois (três?) Sábados de folga porque na altura saíram uma onda de artigos e análises feitas pela minha pessoa. Merecia pelo menos isso, não?

“Então e no Sábado passado que não houve nada?”

Esqueci-me. Ou melhor dizendo, estive um pouco adoentado e apenas consegui adormecer quando era quase de manhã e isso fez com que dormisse até mais tarde, e após acordar quando dei por mim já um dia inteiro havia passado sem eu fazer nada.

Por agora o grande número de coisas que andava a fazer já foi reduzido para metade e finalmente estou com um pouco mais de tempo livre. Ainda estava na dúvida se fazia mais um artigo ou não relacionado a Arknights mas penso que não havia muito a acrescentar, por isso fico-me por aqueles três. E agora que finalmente meti a mão e concluí o remake de Mary Skelter ainda mais livre estou para terminar o meu backlog de JRPGs e ficar novamente livre para prender-me a mais JRPGs… então isto é o limbo…

Hoje penso que irei falar apenas um pouco sobre Mary Skelter. A análise ao remake do primeiro jogo finalmente foi publicada e a análise ao segundo jogo já saiu há coisa de meio ano atrás, por esta altura só me resta esperar que o último jogo seja confirmado para o Ocidente e rezar que desta vez tenha um formato físico no qual eu possa colocar as mãos.

Não vou falar de spoilers (porque os jogos até tem uma história interessante e mal posso esperar para ver o que a conclusão irá oferecer), mas vou antes falar daquilo que tanto o segundo e o prestes a chegar terceiro jogos fizeram e que apreciei imenso.

O Mary Skelter: Nightmares original foi lançado na PlayStation Vita e mais tarde recebeu um porte para o PC, mas quando o segundo jogo foi anunciado este foi apenas apresentado para a PlayStation 4 (e mais tarde Nintendo Switch), e então como resolver a situação do pessoal que não teve a oportunidade de pegar no primeiro? Oferecer um remake do primeiro jogo embutido no segundo mas na mesma ao preço de um jogo apenas, ou seja, dois RPGs com cerca de 60H cada a 40€ (pelo menos na Europa).

Se pensam que isto era tudo ficam bem enganados, foi também colocado um novo pedaço de história post-game que acaba por ligar-se ao segundo jogo, dar uma bela conclusão a ambos os jogos e fazer o caminho para o último. Infelizmente o Ocidente não teve direito ao bónus extra de um dating sim que foi publicado com ambos os jogos devido a “razões” que nunca foram esclarecidas.

Se a produtora fez isto tudo para o segundo jogo então o que faria para o terceiro e último jogo? Infelizmente não incluí os dois primeiros na sua totalidade, sendo apenas as cutscenes (já é melhor que nada, e desta vez eles não foram publicados em plataformas diferentes por isso nem seria necessário), o dating sim original e até uma expansão para o mesmo. Tecnicamente pode-se dizer que são cinco jogos num só e ao preço de um jogo.

É bom. Mesmo que no Ocidente não tenha-mos o conteúdo extra continua a ser bom. Mas então porque é que a Idea Factory International insiste em não oferecer uma versão física em modos deste jogo, que é bastante bom e popular, mas continua a trazer os seus outros jogos em formato físico, mesmo aqueles que não são grande coisa?

Após todo o trabalho que foi colocado nestes dois jogos, incluindo a tradução das pequenas novels de prequela (disponíveis gratuitamente excepto uma que nunca foi traduzida) e tudo mais, porque não uma versão física em modos? A edição da Limited Run Games até recebeu uma segunda onda de encomendas devido à popularidade do mesmo, algo que não acontece com frequência, então porquê? E já agora, onde anda a versão PC? Não que seja para mim mas existem fãs sem uma Nintendo Switch e que gostaram do primeiro jogo. Se os outros tem direito a um porte até no dia de lançamento porque não este?

Porque não tratar uma das melhores séries e que está a ser tratada com cuidado melhor no Ocidente? Pessoalmente digo que se não fosse devido ao Mary Skelter: Nightmares original que há muito já teria desistido dos jogos da Idea Factory e Compile Heart, mas a série fez-me ver que quem tenta fazer algo diferente e bom que consegue e aqui vejo-me eu à espera do próximo jogo enquanto procuro pela banda sonora pois não a consigo retirar da cabeça.

Vejam aqui os 5 artigos anteriores:

22 – Momento Otaku

21 – FMA: Brotherhood, Rebuild of Evangelion e (não) muito mais

20 – 2002 Side B: Blood Sabbath

19 – Disaster Report e Anime

18 – Garry’s Mod 2

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