Sábados de Loucura #10 – Remakes e Remasters

Esta semana não encontrei grande coisa que fosse do meu interesse para comentar, e pessoalmente não quero pegar novamente nas dramas tristes que os Norte Americanos fazem todas as semanas como um bebé a criar uma birra apenas porque não tem aquilo que quer. Após algum tempo uma pessoa fica farta de ver as mesmas coisas a repetirem-se pela simples razão de que uma pessoa não gosta de algo ou apenas quer sentir-se importante na internet (ou por ser completamente imbecil mas vamos deixar isso de lado).

Recentemente terminei Yakuza Kiwami, o remake do primeiro jogo da série Yakuza, e durante o mesmo acabei por reparar em algo estranho. O estado gráfico do mesmo não está ao nível de Yakuza 0 apesar de este ter sido lançado após o mesmo.

Melhor dizendo, existe uma diferença entre remake e remake, sendo que algumas vezes a palavra remaster aplica-se melhor. Afinal de contas uma companhia não vai dar-se totalmente ao trabalho de recriar um jogo desde a raiz se já existe uma base para o mesmo. Uma coisa é algo como o remake de Final Fantasy VII que obriga a Square Enix a recriar tudo de novo já que a versão original era bastante diferente do produto final que o remake promete oferecer.

No caso de Yakuza Kiwami a diferença não é muito grande para além dos gráficos, e devido a isso o trabalho necessário para o mesmo não é muito já que o jogo original pode ser usado como base.

O que quero dizer com isto? Yakuza 0 e Yakuza Kiwami ainda usaram o mesmo motor de jogo, apenas com Yakuza Kiwami 2 a utilizar o Dragon Engine que foi criado propositadamente para Yakuza 6. No entanto a qualidade gráfica de Yakuza 0, que saiu antes de Kiwami, é bem melhor que o remake.

Digo isto porque enquanto que Yakuza 0 parece totalmente um jogo que até tem um bom aspecto para este prestes defunta geração apesar de usar um motor de jogo um pouco velho, Yakuaz Kiwami tem vezes onde grita bastante de “era da PlayStation 2”. Isto através de vários momentos onde é possível ver que os modelos estão a agir com as mesmas limitações que os modelos de duas gerações atrás incluindo até quando estas seguravam objectos durante in-game cutscenes (e não as CG).

Isto leva-me a pensar nas várias vezes em que alguém chamou a um remake de remaster e agora começo a achar que talvez nem sequer esteja errado em certas alturas. Posso estar completamente enganado mas não seria loucura dizer que provavelmente os modelos foram substituídos mas o resto do jogo ficou presente, fazendo com que não fosse necessário criar o jogo de raiz e apenas substituindo isto e aquilo, remover algo desnecessário e adicionar coisas novas.

Acaba assim por haver uma diferença entre remakes e remakes. Alguns deles começam totalmente do zero e planeiam fazer algo bastante diferente como Final Fantasy VII ou até Pokémon Soul Silver/Heart Gold que chegou a ser bem diferente do original. Mas outros remakes por vezes não mudam muito para além de melhores gráficos e talvez uma ou duas adições. Se formos a ver até existem uns quantos remasters que acabaram por adicionar algumas novidades, será que esses remasters devem ser chamados de remakes apenas porque tem algo novo? A diferença acaba por ser que num remaster a resolução é retocada enquanto que num remake existe mais trabalho para fazer o jogo mais bonito, mas isso não quer dizer que o remake é totalmente novo e não utiliza coisas que estavam presentes no código do jogo original.

Não que tudo isto tenha grande impacto mas certamente irei olhar de forma diferente para a próxima vez que um remake ou remaster são anunciados. Mas obviamente que os jogadores irão sempre olhar para um remake como a opção ideal pois a palavra remake promete gráficos ainda melhores e talvez umas quantas novidades que poderão agradar ou desagradar.

Vejam aqui os 5 artigos anteriores:

9 – Digimon, Captain Tsubasa e mais

8 – Dragon Ball Z: Kakarot

7 – Notícias, rubricas e insómnias

6 – Internet

5 –  Jogos que queria jogar em 2019

Share

You may also like...

error

Sigam-nos para todas as novidades!

YouTube
Instagram