PS5, Dualsense e Astro’s Playroom – Primeiras impressões

Apesar de estamos num ano complicado, 2020 vai ser mesmo o ano em que as consolas de nova geração vão chegar às lojas e elas existem, tanto que as primeiras unidades já começaram a chegar a alguns meios e já foram feitos eventos de demonstração. Recentemente fomos um dos meios que teve a oportunidade de conhecer a PS5 ao vivo e testar o comando Dualsense com a companhia de Astro’s Playroom, um jogo que serve como uma demonstração alargada das capacidades da consola. Tudo isto debaixo de grandes cuidados relacionados com o Covid-19, como é normal.

Dentro da sala de testes, a primeira coisa que fizemos foi dar uma vista de olhos à consola e verificar se era efectivamente tão grande quanto parece. Sim. É grande, mas também não é tão grande que seja algo anormal para uma peça de hardware. É verdade que não vai caber em algumas estantes ou prateleiras em redor da TV, mas não é impossível de a manobrar, tanto que mesmo que fique bem à vista, não é uma peça feia que queiram esconder. Não vimos a consola deitada, mas vimos em pé e pelo menos parece que é a forma mais bonita de a ter.

A versão que estava na sala era a com entrada para Blu-Ray. Não havia nenhuma versão All-Digital para ver, mas tendo em conta que esta é a versão “mais completa”, foi bom poder ver aquilo que vai estar na vasta maioria das casas dos jogadores. A entrada para o disco não parece fora de contexto nem faz com que a consola pareça mais muito mais gorda. No entanto, era interessante poder ver as duas versões ao vivo para ver qual a mais apelativa. Pelo factor de curiosidade, colocámos um comando Dualshock 4 ao pé da consola e do Dualsense para que tenham uma ideia imediata das dimensões e diferenças.

Segundo nos foi dito, a consola esteve o dia todo ligada e mesmo durante a nossa experiência, tentámos perceber o barulho e calor que saia da PS5. Posso dizer que, pelo menos com o Astro’s Playroom, o calor que saia das laterais da consola era muito pouco e barulho também era pouco declarado. Isto é uma séria evolução quando comparado com a PS4 e a PS4 Pro que conseguem ser muito barulhentas.

Curiosamente o centro das atenções para esta experiência foi o Dualsense. A Sony quer que toda a gente perceba como o comando funciona e todas as vantagens que são colocadas nas mãos com as funcionalidades incorporadas. Ainda mais curioso, uma das melhores funcionalidades nem é assim tão falada, mas merece destaque. Falamos como não podia deixar de ser, da entrada USB-C no topo do comando que é mais do que bem-vinda.

Agarrar num Dualsense é muito parecido à sensação de ter um Dualshock 4 nas mãos, se bem que, com uma ligeira curvatura nas laterais. O comando parece mais gordo por assim dizer, mas dá ideia de ter a mesma dimensão quando está nas nossas mãos. A postura é confortável e o material parece ser bastante resistente. Pelo menos até começar a jogar, pois o comando faz coisas que ainda nos são “estranhas”.

A melhor forma de explicar as funcionalidades do Dualsense é mesmo usando o Astro’s Playroom, o mini-jogo de experiência das funções da consola. Só foi possível jogar uma das zonas do jogo e visitar a área do laboratório onde existe uma homenagem da história da Playstation muito bem feita. No entanto, foi no nível disponível que pudemos testar o comando e tudo o que tem de novo.

A nível frontal, não há muito a dizer. Os botões são os mesmos, temos os dois analógicos, D-Pad e o Trackpad. A única coisa que poderia considerar estranha a início é o botão Playstation central que agora tem a foma recortada, o que é estranho de carregar depois de tantos anos com um botão circular.

No topo do comando, além do USB-C temos então uma das primeiras grandes novidades, os gatilhos L2 e R2 que mudam a sua resistência em tempo real. Com isto conseguimos sentir pressão quando estamos a puxar por um arco ou a carregar no gatilho de uma metralhadora de bolas (elementos também presentes em Astro’s Playroom). Onde mais nos assustámos foi nos momentos em que era preciso fazer força no botão até este “estalar”. É uma sensação estranha sem dúvida e leva a questionar se a mola estará pronta para tanta resistência ao final de muitas horas de jogo.

A sensação dos gatilhos é auxiliada pelo novo motor de vibração do comando que agora responde de forma mais realista ao que acontece nos cenários e situações em que estamos. O comando vibra e “faz força” para determinados lados, o que é curioso e uma sensação muito estranha. Tudo o que vimos em Astro’s Playroom aproveitava esta mistura entre resistência dos gatilhos e resposta da vibração nas direcções certas para algo que ainda é dificíl de explicar com clareza. Mas a experiência foi positiva.

A dada altura, entre saltos e pancada em robôs, Astro’s Playroom tentou mostrar outra funcionalidade do comando que nos foi privada por questões de segurança e higiene. O jogo pediu para soprar para o comando, o que nos relembra que o Dualsense além de ter uma coluna para propagar som, também tem um microfone incorporado. Se em Astro’s Playroom é apenas uma função para intergir com o jogo, a verdade é que também pode ser uma boa alternativa para quem não gosta de usar headset ou quer ter uma conversa rápida de chat com alguém. É muito bem-vindo e uma mais valia.

Quanto a Astro’s Playroom em si. Foi uma experiência bem conseguida que demonstra as capacidades da consola em termos de funcionamento. A área que visitámos tentava demonstrar as capacidades de refrigeração da consola. Com esta demo a Sony conseguiu mostrar água, areia, gelo, iluminação e o quão bonitos podem ser os gráficos da nova geração. Claro que não é de todo suficiente para tirar conclusões, mas o primeiro impacto foi bom.

Aliás, Astro Bot Rescue Mission é um dos melhores jogos do PS VR, por isso, ter esta experiência similar aliada à consola sem necessidade de VR é bom à mesma. Será que isto quer dizer também que a Sony está a tentar fazer do Astro a sua nova mascote? Não parece estar muito longe disso por esta altura.

Embora a experiência fosse dedicada a Astro’s Playroom num contexto da PS5, a verdade é que o destaque desta experimentação foi claramente o Dualsense. Desde que chegámos, até termos saído da sala, sentimos que o elo de ligação entre tudo era o Dualsense. Como é lógico, o tempo de utilização foi curto, mas só com vários jogos é que vai ser possível ver quem vai aproveitar bem o comando.

Claro que a derradeira experiência fica marcada para quando tivermos acesso à versão final que será usada para análises e só nessa altura é que vamos poder dizer se o comando resulta além do conceito, se os jogos vão estar à altura e se a consola é tão silenciosa e amena como demonstrou.

Como é lógico, vamos continuar a fazer cobertura da PS5 e dos jogos até ao seu lançamento e daí em diante. A melhor parte foi confirmar de uma vez por todas que a nova geração está mesmo preparada para poder começar a chegar às lojas e às vossas casas.

A PS5 vai chegar oficialmente às lojas portuguesas no dia 19 de Novembro tanto na versão normal (por 499€), como a Digital Edition (399€). Podem contar com uma análise mais detalhada da consola e mais novidades em breve.

 

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