Playstation Plus e a expansão para um Game Pass

Já não é exactamente segredo a intenção da Playstation criar um serviço similar ao Game Pass da Sony. Vários rumores ao longo dos últimos meses foram dando pistas para essa intenção e o mais recente artigo do Bloomberg sobre esta matéria abre as comportas para o que poderá estar a caminho.

Segundo este artigo, a Playstaion estará a preparar uma fusão entre o PS Plus e o PS Now, sendo que o último iria sofrer uma espécie de descontinuação em termos de nome. O projecto tem o nome Spartacus e será lançado na Primavera do próximo ano. O PS Plus passaria a ser o programa chama e com esta alteração seriam criados escalões com ofertas distintas. O primeiro seria algo similar ao escalão actual, havendo um segundo com uma biblioteca de jogos PS4 e PS5 e o mais caro que seria uma mega biblioteca com jogos de PS5, PS4, PS3, PS2, PSone e PSP (PS Vita não é mencionada, mas seria lógico).

Claro que este serviço iria ser feito por subscrição como o Game Pass da Xbox que também tem a sua versão normal e Ultimate em preços diferentes. O serviço seria alocado à PS5 e PS4, mas tendo em conta que o PS Now está no PC, também este serviço poderia ser alargado ao PC, se bem que seria de esperar com jogos diferentes tal como acontece por vezes com o Game Pass.

Pondo as cartas em cima da mesa, este é um serviço que faz todo o sentido e até é de estranhar que a Playstation tenha demorado tanto tempo a chegar a esta conclusão. Caso venha a acontecer, resolve alguns problemas de retrocompatibilidade com certos jogos e permite fazer um phase-out aos serviços das consolas mais antigas, sendo que assim os donos das licenças digitais de vários jogos já podiam aceder ao servidor para jogar apenas o jogo pretendido.

Agora tudo depende da forma como a Sony vai abordar o serviço. Existem aqui muitas coisas que podem correr mal e como já é certo e sabido, o digital é uma licença e caso algo corra mal, uma companhia mãe está sempre preparada para apagar as luzes. Também existe aqui a questão do valor justo. Nesta altura, a Playstation teria de olhar para a concorrência e ver qual o valor com o qual estão a competir.

Ao mesmo tempo, esta transformação do PS Plus pode vir a ser uma aposta ganha e de qualidade, de igual forma como pode vir a instalar a confusão e caos nos serviços do género. Todos sabemos que o Game Pass tem vindo a ser uma aposta ganha e o investimento é mais do que compensatório, mas que regras passam a ser ditadas para aquilo que é o formato físico e a forma como os videojogos serão moldados para pensar num formato de serviço em vez de um produto acabado e completo.

Todos dizem que o futuro é digital e o físico acabará por vir a ser o formato dos coleccionadores, mas nada garante que este estilo de modelos sejam benéficos para indústria a longo prazo. Tal como aconteceu com o Netflix e companhia, o saturar do mercado vai obrigar muitos a escolher qual o melhor serviço e as plataformas onde jogam deixam de ser o verdadeiro tema da exclusividade.

Por outro lado, estamos nós, os consumidores que também ganham ou perdem com isto. Mesmo que cada serviço seja 10 ou 15 euros por mês e se contarmos com o Nintendo Switch Online também, estaríamos a gastar perto de 20 euros por mês e posso dizer que a maioria dos jogadores gastam mais que isso por mês em jogos.

Devemos todos ficar com expectativas cautelosas em relação a este projecto (que na verdade pode até nunca vir a acontcer). Muito de bom pode surgir daqui, mas tendo em conta a indústria e aquilo que o digital foi fazendo, também há espaço para correr de mal.

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